quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

CAMPANHA DEZEMBRO VERMELHO ALERTA SOBRE PREVENÇÃO À AIDS E OUTRAS DSTS

A partir de 2017, o Brasil terá todo ano uma ação voltada para prevenção ao HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis.

Batizada de Dezembro Vermelho, a campanha, instituída pela Lei 13.504, tem o intuito de chamar atenção para as medidas de prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos das pessoas vivendo com HIV. A escolha do mês foi em função do Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado no dia 1 de dezembro.

Veja também:

  • "Fazia testes para Aids com frequência", diz Marina Person; 
  • Apenas 56% dos jovens com HIV iniciam o tratamento;
  • HIV é o vírus que ataca sistema imunológico e causa Aids.

“O Ministério da Saúde, o UNAIDS e diversas organizações que trabalham com o tema do HIV, já dedicam, tradicionalmente, um grande esforço na realização de eventos, encontros, debates e campanhas ao redor do 1o de dezembro”, disse  Georgiana Braga-Orillard, Diretora do UNAIDS no Brasil, em um comunicado. “Mas a aprovação do Dezembro Vermelho é um passo importante para que as atividades sejam feitas no Brasil todo, por várias instituições e também para que possamos ir além de uma data única e fazer com que esse debate siga vivo na sociedade por mais tempo.”


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Nova campanha quer conscientizar população sobre a Aids e outras DSTs 
Imagem: iStock

Apenas 56% dos jovens diagnosticados com HIV iniciam o tratamento 

Depois do aumento de caso de Aids em idosos, os jovens voltaram a ser a preocupação quando o assunto é HIV. Dados do Ministério da Saúde indicam que apenas 56% dos diagnosticados de 18 a 24 anos iniciaram tratamento com terapia antirretroviral.

A falta do uso da camisinha é apontado por especialistas como fator determinante para o aumento da circulação do vírus. De cada 10 jovens entre 15 e 25 anos, seis não usaram preservativo durante o sexo no ano passado, aponta outra pesquisa do Ministério.

E não estamos falando só de Aids. Os números de infectados com sífilis também são assustadores.

Para a médica Ruth Khalili, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), vários motivos estão levando ao aumento das DSTs no Brasil. Segundo ela, há, hoje, uma maior liberdade sexual que facilita a rotativididade nas parcerias sexuais.

Além disso, a desinformação é grande. Para Khalili, nunca houve um trabalho de conscientização de forma organizada, abrangente e continuada. A isso, soma-se o fato de que o medo da população em relação ao HIV parece ser menor do qnas décadas anteriores.

Fonte:https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2017/12/03/campanha-dezembro-vermelho-alerta-sobre-prevencao-a-aids-e-outras-dsts.htm