quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Prevenção de doenças e redução de custos


A tecnologia e as informações já existem, mas é necessário unificar tudo em ambientes de fácil visualização

Investir em prevenção é sempre um bom negócio, principalmente quando falamos de saúde. Em tempos de retração econômica, que reduz o número de conveniados, e aumento na expectativa de vida do brasileiro, as operadoras de planos de saúde enfrentam um mercado mais desafiador. Com o envelhecimento da população, cada vez mais as operadoras veem a carteira de clientes com 60 anos ou mais crescer. Por ter uma saúde delicada, esse público costuma demandar mais internações, exames e atendimentos de emergência.

No Brasil, já existem iniciativas maduras focadas na prevenção e algumas operadoras apostam em programas de medicina preventiva e ações de diagnóstico precoce como ferramentas de redução de custos. Entretanto, essas medidas também geram gastos – inferior a uma internação, mas mesmo assim, são despesas significativas. Uma saída viável, que requer um investimento menor, é a potencialização do uso de dados. A tecnologia e as informações já existem, mas é necessário unificar tudo em ambientes de fácil visualização.

Na maioria das empresas do setor (operadoras, clínicas e hospitais) as informações sobre a vida dos pacientes estão descentralizadas. As barreiras que inviabilizam uma integração dos dados são predominantemente culturais, mas passam também pela baixa adesão de tecnologias nas instituições, impedimentos legais e ausência de processos estruturados.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) aproximadamente 72% das mortes antes dos 60 anos de idade são ocasionadas por doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) — diabetes, doenças do coração, acidente vascular cerebral, hipertensão, entre outras. Utilizar o histórico do paciente para evitar a evolução desse tipo de problema é possível. Por exemplo, a operadora que atende diferentes pessoas de uma mesma família, tem informações relevantes sobre possíveis doenças genéticas dos seus segurados e pode agir previamente para evitar o avanço de uma determinada enfermidade. Ou ainda, quando o paciente busca uma segunda opinião, se o médico tem acesso ao prontuário de maneira fácil, consegue ver os exames e procedimentos já realizados e, com isso, fazer uma análise mais profunda sobre a sua condição clínica.

Além da unificação, é importante também contar com inteligência para identificar comportamentos e padrões e, nesse ponto, a inteligência artificial e as soluções de analytics e predição são apoios importantes. Essas aplicações e ferramentas que centralizam o histórico de saúde do paciente, começam a ganhar força no mercado, mas ainda precisam vencer as barreiras culturais e de legislação – atualmente o prontuário pertence ao paciente e só pode ser compartilhado com outros profissionais se ele autorizar, além do nível de informação, que pode ser compartilhado e visualizado pelos diferentes atores da cadeia.

A mudança do segmento de saúde que está em curso é um caminho sem volta e as empresas precisam se atentar à essa nova fase. Quem não automatizar processos e construir essa visão única do paciente a médio e longo prazo desaparecerá do mercado. O sinônimo de qualidade para serviços de saúde será evitar que o paciente fique doente. Tudo isso, trará mais eficiência e sustentabilidade para o ecossistema por completo.

A tecnologia surge como protagonista dessa transformação, com soluções e aplicativos capazes de acelerar o início de uma nova fase do setor. Na era do big data, precisamos colocar em prática a análise dos dados para consolidarmos informações pertinentes. Só assim, o foco na prevenção conseguirá ser um diferencial para os negócios e o ciclo da saúde terá uma nova dinâmica de operação, em que a doença não é o agente inicial do atendimento.

Por Luciano de Oliveira, Gestor Executivo de Saúde da TOTVS

Fonte: http://www.mundorh.com.br/prevencao-de-doencas-e-reducao-de-custos/

Comunicação interna para quê?

Quanto mais o empreendedor transmite a essência do negócio aos funcionários – maior será o empoderamento para inovação

Depois de atender quase 30 empresas de tecnologia e startups, educação, agronegócios, recursos humanos e atendimento ao cliente, notei que essas empresas eram mais carentes de comunicação interna do que externa. Entendi que quando a comunicação dos donos/sócios ou gestores de pequenas e médias empresas com os demais funcionários/colaboradores/empregados não flui verdadeiramente, o que está na cabeça, no mundo ideal e fantástico dos empreendedores não vai chegar com a mesma intensidade no âmago dos empregados. Alguns sintomas negativos aparecem (como ausência de propósito e engajamento), e o ruído na comunicação pode se transformar em crise.

Nos processos de assessoria de imprensa, por exemplo, muitos conteúdos de qualidade produzidos e divulgados estão diretamente ligados às estratégias de negócios da empresa e sobre os casos de sucesso obtidos entre clientes, porém apenas um pequeno grupo tem acesso a elas.

Se a informação estratégica não circula verticalmente, isolando continuamente a base operacional, a alimentação do senso de propósito estará sendo interrompida – às vezes intencionalmente, infelizmente. A consequência é a crescente desinformação sobre o que está acontecendo de bom e transformador (ou não) na empresa, seja com clientes ou em mudanças ou ajustes na visão de negócio – que encontra-se na cabeça do empreendedor, e às vezes, chega aos níveis de diretoria/gerência.

“Muitas vezes não há maturidade para os funcionários acessarem e trabalharem com essas informações” – podem afirmar empresários. Sinto dizer, mas então você ou contratou profissionais inadequados à cultura da empresa, ou treinou e comunicou de forma ineficiente esses “pupilos”.

As organizações do futuro e sustentáveis precisam ser enxergadas como filhos que precisam de educação contínua, e que entendam o motivo de estarem ali. A razão dos profissionais estarem empregados vai muito além de poderem pagar suas contas. Todos querem fazer parte de algo, pertencerem a uma “tribo”, que as representem de alguma maneira.

Caso contrário, o turnover (índice de desligamento) vai se manter alto, dissipando conhecimentos, ou a inovação vai encontrar uma resistência monstruosa, travando qualquer tipo de modernização para acompanhar a constante (e rápida) evolução do mercado.

Se sua organização não transmite de forma contínua e eficaz informações assertivas sobre onde a empresa deseja chegar, os funcionários vão se sentir perdidos, e constantemente ávidos por um aval (aprovação) ou orientação dos donos/direção, afinal, nada (ou muito pouco) foi compartilhado com eles sobre a visão de longo prazo e mais ‘filosófica’ da empresa.

O que a sua empresa vende de verdade?

Por exemplo, quando vou cortar meus cabelos em um ambiente especializado não estou comprando apenas meus cabelos mais curtos. Compro beleza, bem-estar, confiança. Muitas vezes os donos estão tão mergulhados em processos que se esquecem de transmitir à seus funcionários o que estão vendendo de verdade.

Quando isso acontece os profissionais se perdem na real missão e propósito do negócio. Se esquecem da essência. Com o tempo os resultados são pelo menos queda de clientes e de poder competitivo. Mas calma, é possível reverter a situação!

Ninguém hoje é contratado para apertar parafuso. Essa época já passou (ainda bem!). É preciso comunicar continuamente e envolver todos de alguma maneira na co-criação de uma nova forma de comunicação. Transmitir em diferentes canais para quê tais tarefas são necessárias. Ninguém pode ser realmente feliz sem uma missão maior, um propósito motivador. E isso custa caro às organizações, que se negam a aceitar essa nova realidade.

Empodere seu funcionário a ser uma célula sua! Faça o teste com processos de comunicação bem estruturados, empodere seus colaboradores, e observe (meça!) os crescentes resultados. Porém essa atitude demanda muito cuidado na seleção inicial e treinamento adequado, para entender o real motivo da sua contratação.

Replico aqui a afirmação (que deu vida ao livro homônimo) Márcio Fernandes, CEO da Elektro, eleita por mais de 6 anos a melhor empresa para se trabalhar no setor elétrico: A felicidade dá lucro!

Vivian Lopes é fundadora da V.Content, assessoria de comunicação e marketing com foco em inovação e engajamento.

Fonte: http://www.mundorh.com.br/comunicacao-interna-para-que/