sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Supremo mantém lei federal que autoriza amianto no país

                                      Valdir Lopes
Data: 24/08/2017 / Fonte: EBC 

Brasília/DF - Supremo Tribunal Federal (STF) manteve nesta quinta-feira (24) a lei federal que autoriza a produção e a venda do amianto no Brasil.

Também conhecido como "asbesto branco", o amianto tipo crisotila é usado principalmente para fabricação de telhas e caixas d´água. Vários estados, porém, proíbem o uso do amianto, apontando riscos à saúde de operários (leia detalhes mais abaixo).

No julgamento, 5 dos 9 ministros do STF que analisaram o tema votaram pela proibição do material em nível nacional. Não houve, contudo, o número suficiente de votos para derrubar a lei federal.

Isso porque, para derrubar uma lei, é preciso que 6 ministros dos 11 integrantes do STF declarem uma norma inconstitucional.

Mas, no julgamento do amianto, não votaram os 11 ministros. Luís Roberto Barroso e Dias Toffoli se declararam impedidos por já terem atuado sobre o tema como advogados.

Votaram pela proibição do amianto:
Rosa Weber (relatora);
Edson Fachin;
Ricardo Lewandowski;
Celso de Mello;
Cármen Lúcia.

Votaram pela liberação do amianto:
Alexandre de Moraes;
Luiz Fux;
Gilmar Mendes;
Marco Aurélio Mello.

Estados
Embora a lei federal tenha sido mantida pelo STF, restou a possibilidade de os próprios estados proibirem a extração e comercialização de amianto em seus territórios. Vários estados vetam o uso do material e devem ter as respectivas leis mantidas pelo Supremo.

É o caso, por exemplo, de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Todos enfrentam no STF ações apresentadas por entidades industriais para derrubar a proibição e liberar o amianto em seus territórios.
Ainda na sessão desta quinta, os ministros também deverão analisar essas leis e, mantida a maioria contra o amianto, validar as leis que proíbem o uso do material.

Julgamento
O primeiro voto sobre o amianto foi dado na semana passada, pela ministra Rosa Weber, que citou diversos estudos que apontam riscos à saúde, como câncer, atestando não haver níveis seguros de exposição à substância.

"A tolerância ao uso do amianto crisotila, tal como positivada no artigo 2º da lei 9.055/1995, não protege adequada e suficientemente os direitos fundamentais à saúde e ao meio ambiente, tampouco se alinha aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil e que moldaram o conteúdo desses direitos", disse a ministra na ocasião.

O processo foi movido por duas associações de juízes e procuradores do trabalho contrários ao emprego do amianto.
Primeiro a votar em favor do amianto, o ministro Alexandre de Moraes reconheceu os perigos do amianto para a saúde humana e o meio ambiente, mas ponderou que a lei federal sobre o assunto já estabelece níveis seguros para a produção e manuseio do material.

"Não podemos dizer que o legislador ignorou a ideia de proteção à saúde, a ideia de proteção ao meio ambiente. Basta aqui a leitura do conjunto da lei", disse o ministro. Para ele, existem outras substâncias nocivas no mercado permitidas pela lei.

"Obviamente, se entendermos que a proteção [jurídica] suficiente para qualquer material nocivo à saúde seja a sua vedação total, então nesse caso teremos que estender [a proibição] a inúmeros outros materiais", disse.

Partes
No último dia 10, quando o julgamento foi iniciado, várias entidades se manifestaram, a favor e contra, o uso do amianto. Uma das autoras da ação, a Associação Nacional do Procuradores do Trabalho (ANPT), alegou que além de colocar em risco a saúde de trabalhadores, o amianto também traz danos aos consumidores.

"Há um elevado custo social e humano, altíssimos gastos em relação à saúde pública e previdência em razão do adoecimento de trabalhadores", disse o representante da entidade, Roberto Caldas, acrescentando que a indústria já dispõe de um substituto, o polipropileno.

A Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea), que reúne trabalhadores do setor, informou que, entre 2008 e 2011, houve 25 mil internações no sistema público de saúde por causa do amianto, com custo de R$ 291 milhões para tratamentos e exames.

Em defesa do amianto, advogados de diversas entidades representativas da indústria argumentaram que a lei federal já estabelece níveis seguros e procedimentos que evitam os danos à saúde.


Leia mais: 

Fonte: http://www.protecao.com.br/noticias/geral/supremo_mantem_lei_federal_que_autoriza_amianto_no_pais/JyyJAAjgAJ/11685

Veja dicas sobre como fazer uma análise ergonômica adequada



A análise ergonômica é fundamental no caso de empresas cujos funcionários realizam trabalhos manuais, físicos e maçantes, como levantamento de peso, transporte a descarga de materiais, além de atividades que resultam em uma sobrecarga muscular, com movimentos repetitivos, com o esforço constante de partes do corpo, tais como pescoço, braços, mãos, ombros e pernas. A atenção das empresas a esse assunto precisa ir além de uma exigência da legislação trabalhista, que determina a realização do procedimento em locais que possuem empregados que exercem funções que os expõem ao risco. Os ensinamentos e treinamentos implantados podem resultar em uma prática rotineira, que traz diversos benefícios. Confira a seguir:

Análise ergonômica no trabalho
A análise ergonômica deve ser implantada como uma rotina e fazer parte do ambiente corporativo. Entre os principais objetivos da atividade estão: corrigir a postura do trabalhador e implantar atividades preventivas, por meio da ginástica laboral. Dedicar 15 minutos do dia para estas atividades resolvem, não apenas as dores nas costas, por exemplo, mas previne problemas de saúde que podem ser ocasionados pelos movimentos repetitivos.

Além de promover a saúde, a atividades ergonômicas podem trazer ao ambiente corporativo um momento de descontração e redução de estresse causado pelas pressões existentes nos ambientes corporativos. O resultado também pode ser de alta produtividade para a empresa.

Queixas de dores 
Cerca de 18,5% da população adulta brasileira sofre com as doenças crônicas na coluna, sendo a região lombar, o local com maior incidência referentes as queixas de dores de 21% das mulheres e 15% dos homens. São 27 milhões de pessoas que fazem parte deste grupo, levantado pela Pesquisa Nacional de Saúde, realizada em 2015.

Em relação às faixas etárias, as dores acometem pessoas com mais de 40 anos. E a lombalgia surge, com mais frequência, a partir da fase adulta, em consequência de posturas incorretas praticadas no dia a dia, principalmente do trabalho.

Benefícios da ginástica laboral
No ambiente corporativo, a carga horária diária é extensa. Normalmente, os funcionários costumam passar nove horas do dia no ambiente corporativo. Por isso, a importância da análise ergonômica no trabalho.

Em uma rápida análise, é possível identificar cenas como essas em diversos setores de uma empresa. Colaboradores que, na pressa, não prestam atenção em suas posturas incorretas, aos movimentos repetitivos e no estresse da rotina de trabalho, que resultam em contrações da musculatura do corpo. O resultado são dores que podem tornar-se crônicas e acarretar no surgimento de outras doenças.

Por isso, a empresa que investe em uma ginástica laboral percebe que os registros de trabalhadores afastados por dores no corpo, principalmente nas costas, acabam diminuindo com o tempo.

A prática da ginástica laboral na rotina da empresa só traz benefícios de bem-estar de seus colaboradores. Além disso, diminuem os custos com assistência, licença médica e faltas de funcionários no trabalho. Os colaboradores também se sentem mais valorizados e cuidados, o que resulta em uma satisfação no ambiente corporativo e, consequentemente, gera mais produtividade.

No final, a análise ergonômica no trabalho é reconhecia por todos, empresas e funcionários, que absorvem a prática para a vida pessoal. Um profissional capacitado em ergonomia pode desenvolver um estudo do ambiente corporativo para identificar as condições de trabalho para implantar atividades de melhoria para o bem-estar e segurança dos trabalhadores.

Para o diretor da AR Perícias Médicas e de Engenharia, André Lemos, o serviço de análise ergonômica tem como objetivo rastrear, observar e avaliar o profissional em seu real posto de trabalho e verificar as relações existentes entre demandas de doenças, acidentes e produtividade com as condições de trabalho, com as interfaces, com os sistemas e com a organização do trabalho em si. “É essencial que as empresas tenham essa preocupação e garantam um ambiente próprio de trabalho para evitar futuros transtornos para o colaborador e para a própria empresa”, diz Lemos.

Segundo o especialista, a análise ergonômica do trabalho compreende uma avaliação detalhada: análise ergonômica da demanda; análise ergonômica da tarefa, que envolve análise dos ambientes físicos (calor, luminosidade, umidade, som, entre outros); análise das condições posturais e antropométricas dos trabalhadores; análise dos aspectos psicológicos dos trabalhadores; análise organizacional; condições ambientais e por último, mas não menos importante, a análise ergonômica das atividades. Todas estas etapas devem ser cronologicamente abordadas de maneira a garantir coerência metodológica e evitar percalços, que são comuns nas pesquisas empíricas de campo.

Fonte: http://revistacipa.com.br/especialista-da-dicas-sobre-como-fazer-uma-analise-ergonomica-adequada/

terça-feira, 1 de agosto de 2017

PARABÉNS! PIRACICABA QUE EU ADORO TANTO - 250 ANOS

Fábio Grecchi


Breve Histórico de Piracicaba


Em 1766, o Capitão-General de São Paulo, D. Luís Antônio de Souza Botelho Mourão, encarregou o Capitão Antônio Corrêa Barbosa de fundar uma povoação na foz do rio Piracicaba. Este, no entanto, optou pelo local habitado pelos índios Paiaguás, onde já se haviam fixado alguns posseiros, à margem direita do salto, a 90 quilômetros da foz, entendendo ser o lugar mais apropriado da região. A povoação seria ponto de apoio às embarcações que desciam o rio Tietê, oferecendo retaguarda ao abastecimento do forte de Iguatemi, fronteiriço do território do Paraguai.

Oficialmente, o povoado de Piracicaba, termo da Vila de Itu, foi fundado em 1º de agosto de 1767, sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres. Em 1774, a povoação constituiu-se em Freguesia, com uma população estimada em 230 habitantes.

Em 1784, Piracicaba foi transferida para a margem esquerda do rio, logo abaixo do salto, onde os terrenos melhores favoreciam sua expansão. A fertilidade da terra atraiu muitos fazendeiros, ocasionando a disputa de terras. Em 29 de novembro de 1821, foi elevada à categoria de Vila, tomando o nome de Vila Nova da Constituição, em homenagem à promulgação da Constituição Portuguesa, ocorrida naquele ano.

A partir de 1836, deu-se um importante período de expansão. Não havia lote de terra desocupado e predominavam as pequenas propriedades. Além da cultura do café, os campos eram cobertos pelas plantações de arroz, feijão, milho, algodão e fumo, mais pastagens para criação de gado. Piracicaba era um respeitado centro abastecedor.

Em 24 de abril de 1856, Vila Nova da Constituição foi elevada à categoria de Cidade. Em 1877, por petição do então vereador Prudente de Moraes, mais tarde primeiro presidente civil do Brasil, o nome da cidade foi oficialmente mudado para Piracicaba, “o mais certo, o correto e como era conhecida popularmente”.


Fonte: http://ipplap.com.br/site/a-cidade/breve-historico-de-piracicaba/
https://www.google.com.br/search=foto+do+aniversario+de+piracicaba&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwj55vejp7bVAhWFIJAKHU5NDdEQ_AUIDSgE&biw=1366&bih=613#tbm=isch&q=foto+logo+do+aniversario+de+piracicaba&imgrc=N3c_UFZhgsfdgM: