quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

CAMPANHA DEZEMBRO VERMELHO ALERTA SOBRE PREVENÇÃO À AIDS E OUTRAS DSTS

A partir de 2017, o Brasil terá todo ano uma ação voltada para prevenção ao HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis.

Batizada de Dezembro Vermelho, a campanha, instituída pela Lei 13.504, tem o intuito de chamar atenção para as medidas de prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos das pessoas vivendo com HIV. A escolha do mês foi em função do Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado no dia 1 de dezembro.

Veja também:

  • "Fazia testes para Aids com frequência", diz Marina Person; 
  • Apenas 56% dos jovens com HIV iniciam o tratamento;
  • HIV é o vírus que ataca sistema imunológico e causa Aids.

“O Ministério da Saúde, o UNAIDS e diversas organizações que trabalham com o tema do HIV, já dedicam, tradicionalmente, um grande esforço na realização de eventos, encontros, debates e campanhas ao redor do 1o de dezembro”, disse  Georgiana Braga-Orillard, Diretora do UNAIDS no Brasil, em um comunicado. “Mas a aprovação do Dezembro Vermelho é um passo importante para que as atividades sejam feitas no Brasil todo, por várias instituições e também para que possamos ir além de uma data única e fazer com que esse debate siga vivo na sociedade por mais tempo.”


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Nova campanha quer conscientizar população sobre a Aids e outras DSTs 
Imagem: iStock

Apenas 56% dos jovens diagnosticados com HIV iniciam o tratamento 

Depois do aumento de caso de Aids em idosos, os jovens voltaram a ser a preocupação quando o assunto é HIV. Dados do Ministério da Saúde indicam que apenas 56% dos diagnosticados de 18 a 24 anos iniciaram tratamento com terapia antirretroviral.

A falta do uso da camisinha é apontado por especialistas como fator determinante para o aumento da circulação do vírus. De cada 10 jovens entre 15 e 25 anos, seis não usaram preservativo durante o sexo no ano passado, aponta outra pesquisa do Ministério.

E não estamos falando só de Aids. Os números de infectados com sífilis também são assustadores.

Para a médica Ruth Khalili, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), vários motivos estão levando ao aumento das DSTs no Brasil. Segundo ela, há, hoje, uma maior liberdade sexual que facilita a rotativididade nas parcerias sexuais.

Além disso, a desinformação é grande. Para Khalili, nunca houve um trabalho de conscientização de forma organizada, abrangente e continuada. A isso, soma-se o fato de que o medo da população em relação ao HIV parece ser menor do qnas décadas anteriores.

Fonte:https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2017/12/03/campanha-dezembro-vermelho-alerta-sobre-prevencao-a-aids-e-outras-dsts.htm

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Os exames médicos no contexto organizacional

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Não é fácil detectar uma doença no candidato na hora da contratação

Como acontece nos processos seletivos das empresas, é humanamente impossível a certeza absoluta de estar se admitindo o candidato ideal ao cargo. Mesmo com a sofisticação dos processos de seleção, com a utilização de testes psicológicos, grafologia, dinâmicas em grupo e entrevista, ainda assim, o candidato dissimula, mente, engana e, em não raras oportunidades, acaba ocupando uma função para a qual não preencheria todos os requisitos.

Quando se fala em PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), especialmente no exame admissional, a questão é bem parecida. Não é fácil detectar uma doença no candidato, exceto com a colaboração deste. Longos questionários podem ser aplicados, mas se o examinado faltar com a verdade, só saberemos disso mais tarde. Algumas manobras também podem ser executadas, mas se o trabalhador conhecer o mínimo do protocolo, não dará nenhum sinal que evidencie a doença. Até mesmo os exames complementares podem ser burlados se o candidato, por exemplo, coletar material de outro candidato. Infelizmente, o médico não possui bola de cristal e, exceto se possuir uma vasta experiência na medicina do trabalho, corre o risco de ser enganado pelo examinado.

Infelizmente, as empresas postergam o exame admissional, realizando-o somente após o empregado já ter iniciado suas atividades, comprando gratuitamente um passivo trabalhista. Porém, é necessário esclarecer que o exame admissional não se trata de método infalível e advinhatório do futuro. Não é possível, ao menos com grande margem de incerteza, afirmar que aquele trabalhador que está sendo examinado neste momento não apresentará qualquer doença, inclusive que poderia deixá-lo inapto ao trabalho.

Há uma matriz de motivos pelos quais um trabalhador poderia, após algum tempo de trabalho, ser acometido por doença que o torne inapto ao trabalho, a exemplo da idade, o tipo de atividade desempenhada, ambiente de trabalho etc. Assim, há dúvidas se um exame admissional seria um instrumento confiável e conseguiria satisfazer as dúvidas da empresa.

Ainda que um exame fosse realizado sob o critério de selecionar super trabalhadores, sem doenças e com ótimo potencial de produtividade, o mercado de trabalho atual não dispõe de tantos candidatos disponíveis em um processo seletivo. Experimentamos um momento de carência de empregados, especialmente os qualificados, apesar da crise que vivemos.

Há um óbvio conflito de interesses envolvendo o médico do trabalho, a empresa e o futuro empregado. O médico está “amarrado” ao código de ética da profissão. A empresa não quer contratar empregados doentes. O candidato a emprego, ainda que portador de patologia, não quer ser discriminado. Além do que, há ainda restrição legal contra a discriminação por sexo, raça, porte físico ou deficiência física ou mental.

A simulação que ocorre perante a perícia médica também é um sério problema para a medicina do trabalho. A incapacidade realmente pode existir nos primeiros tempos, no entanto, passado o verdadeiro período de incapacidade, o trabalhador quer continuar sob benefício da Previdência Social, quando então simula sua condição física. O fator incentivador para a manutenção do benefício previdenciário é que, em alguns casos, este é maior que o próprio salário do trabalhador.

O mesmo também ocorre com os atestados médicos. Os atestados oriundos de médicos externos à empresa devem sofrer o crivo do médico do trabalho da empresa, que avaliará o atestado, inclusive quanto à sua autenticidade, validando-o ou não, vez que o médico do trabalho da empresa, hierarquicamente, pode assim fazer.

O médico examinador deve ter a livre opção de solicitar exames complementares. Porém, algumas empresas, tentando economizar, proíbem o pedido de exames complementares. Mas o que fica mais barato? Uma ressonância de coluna ou uma indenização por hérnia de disco devido má formação congênita? As empresas são muito resistentes quanto ao investimento em candidatos, preferindo fazê-lo nos empregados, mas um exame admissional criterioso pode inibir ou reduzir um custoso processo por indenização por doença.

Por Antonio Carlos Vendrame, diretor da Vendrame Consultores Associados

Fonte:http://www.mundorh.com.br/os-exames-medicos-no-contexto-organizacional/

Ministério divulga lista suja do trabalho escravo

Sergio Carvalho
Data: 28/10/2017 / Fonte: EBC 

Brasília/DF - O Ministério do Trabalho divulgou o cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas às de escravo, conhecida como "lista suja". A publicação tem informações sobre 131 empregadores autuados em fiscalizações e detalha dados como o número de trabalhadores flagrados nas condições irregulares, endereço do estabelecimento e a data em que ocorrência foi registrada. A lista tem informações desde 2010.

O cadastro foi divulgado após transitada em julgado na Justiça do Trabalho do Distrito Federal ação protocolada em 2016 pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em que, segundo o órgão, a União descumpria ordem judicial que a obrigava a publicar o cadastro dos empregadores condenados administrativamente pelas infrações e atualizá-lo a cada seis meses no máximo. O descumprimento da medida levaria à aplicação de multa diária no valor de R$ 10 mil.

A sentença da Justiça do Trabalho coincidiu com outra decisão sobre a lista suja, na semana passada. Por meio de liminar, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber suspendeu os efeitos de portaria do Ministério do Trabalho que estabelecia novas regras para a caracterização de trabalho análogo ao escravo e para atualização do cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores a tal condição.

As novas normas serviriam também para a concessão de seguro-desemprego ao trabalhador que for resgatado em fiscalização do Ministério do Trabalho. A medida da pasta gerou reações contrárias de entidades e organismos internacionais.

A decisão de Rosa Weber acolheu os argumentos do partido Rede Sustentabilidade, segundo o qual a portaria abre margem para a violação de princípios fundamentais da Constituição, entre eles, o da dignidade humana, o do valor social do trabalho e o da livre iniciativa. A liminar da ministra tem validade até o julgamento da ação pelo plenário da Corte.

Fonte: http://www.protecao.com.br/noticias/geral/ministerio_divulga_lista_suja_do_trabalho_escravo/JyyJAcjaAc/11848

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Dia Nacional da Segurança e Saúde nas Escolas

Data: 10/10/2017 / Fonte: Fundacentro

A Lei Federal nº 12.645 de 16 de maio de 2012 instituiu o 10 de outubro como o Dia Nacional da Segurança e Saúde nas Escola com o intuito de promover a aproximação entre a escola e o mundo da Saúde e Segurança no Trabalho (SST).

Para contribuir nessa ação, a Fundacentro desenvolveu uma cartilha que ajuda as escolas, educadores e profissionais envolvidos a incorporar a temática SST ao cotidiano escolar.

Para fazer o download da cartilha, clique no link a seguir: goo.gl/JRitv2


Fonte: http://www.protecao.com.br/noticias/geral/dia_nacional_da_seguranca_e_saude_nas_escolas/JyyJAQjbA5/11795

OMS: empresas devem promover saúde mental de funcionários

EBC

Data: 10/10/2017 / Fonte: ONU - Nações Unidas do Brasil 

No Dia Mundial da Saúde Mental, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lembra a importância de empresas e gestores do mundo todo adotarem iniciativas que promovam o bem-estar físico e psicológico de funcionários no ambiente de trabalho.

"Durante nossa vida adulta, uma ampla proporção do nosso tempo é gasta no trabalho. Nossa experiência no local de trabalho é um dos fatores que determinam nosso bem-estar geral", disse a OMS.

"Empregadores e gestores que adotam iniciativas para a promoção da saúde mental no local de trabalho e apoiam funcionários que têm transtornos mentais veem ganhos não apenas na saúde de seus funcionários, mas também em sua produtividade", completou.

Segundo a OMS, um ambiente de trabalho negativo pode levar a problemas de saúde física e mental de trabalhadores, além do uso abusivo de drogas ou álcool, faltas e perda de produtividade.

Globalmente, mais de 300 milhões de pessoas sofrem com a depressão, principal causa de incapacidade. Mais de 260 milhões vivem com transtornos de ansiedade. Muitas dessas pessoas vivem com ambos os transtornos.

"A depressão e os distúrbios de ansiedade são transtornos mentais comuns que têm impacto em nossa habilidade de trabalhar e de trabalhar de maneira produtiva", disse a agência da ONU.

Estudo recente liderado pela OMS estimou que os transtornos depressivos e de ansiedade custam 1 trilhão de dólares à economia global a cada ano em perda de produtividade.

A saúde mental no trabalho é o tema do Dia Mundial da Saúde Mental de 2017. O dia é lembrado em 10 de outubro, com o objetivo de alertar sobre o tema e mobilizar esforços para apoiar uma melhor saúde mental de todos.

Fatores de risco
O bullying e o assédio psicológico são frequentes causas de estresse relacionado ao trabalho e apresentam riscos à saúde de trabalhadores, lembra a OMS. Eles estão associados tanto a problemas físicos como psicológicos. As consequências em saúde podem ter custos aos empregadores em termos de produtividade reduzida e aumento da rotatividade de pessoal. Também podem ter impacto negativo nas interações familiares e sociais.

A ameaça do desemprego é outro fator de risco reconhecido que pode ocasionar problemas de saúde mental, enquanto retornar ou obter um emprego são considerados fatores protetivos.

A maior parte dos fatores de risco também está relacionada ao tipo de trabalho, ao ambiente organizacional e de gestão, às capacidades e competências dos funcionários, e ao apoio disponível a trabalhadores para realizarem seu trabalho. Por exemplo, uma pessoa pode ter as capacidades para concluir tarefas, mas poucos recursos disponíveis para fazê-lo, ou pode não ter apoio das práticas organizacionais ou de gestão.

Outros riscos para a saúde mental incluem políticas inadequadas de saúde e segurança; falta de comunicação e de práticas de gestão; participação limitada na tomada de decisões por parte dos funcionários ou baixo controle sobre uma área de trabalho; baixos níveis de apoio a funcionários; jornadas de trabalho inflexíveis; e falta de clareza na determinação das tarefas ou de objetivos organizacionais.

Os riscos também podem estar relacionados ao conteúdo do trabalho, como tarefas inadequadas às competências dos funcionários ou uma carga de trabalho elevada. Alguns empregos podem ter um maior risco pessoal que outros (por exemplo, o trabalho humanitário), o que pode ter impacto na saúde mental e provocar sintomas de transtornos mentais ou levar ao abuso de álcool e drogas psicoativas. O risco pode ser aumentado em situações onde há uma falta de coesão na equipe ou apoio social.

Criando um ambiente de trabalho saudável
Um elemento importante para criar ambientes de trabalho saudáveis é desenvolver legislação, estratégias e políticas governamentais sobre o tema, de acordo com a OMS. Ambiente de trabalho saudável pode ser descrito como aquele em que trabalhadores e gestores contribuem ativamente para o a promoção e proteção da saúde, segurança e do bem-estar de todos os funcionários.

Guia recente publicado pelo Fórum Econômico Mundial sugere que as intervenções nas organizações devem ter três abordagens: proteger a saúde mental reduzindo os fatores de risco relacionados ao trabalho; promover a saúde mental ao desenvolver aspectos positivos de trabalho e as habilidades dos empregados; enfrentar casos de problemas de saúde mental independentemente da causa.

O guia também enfatiza passos que as empresas podem tomar para criar um ambiente de trabalho saudável, incluindo: conhecimento sobre o ambiente de trabalho e sobre como ele pode ser adaptado para promover uma melhor saúde mental para diferentes empregados; aprender com as motivações de líderes organizacionais e empregados que tomaram atitudes nesse sentido; não tentar "reinventar a roda" e descobrir o que outras empresas fizeram.

Outras medidas incluem entender as oportunidades e necessidades dos empregados individualmente, ajudando a desenvolver melhores políticas para a saúde mental no ambiente de trabalho. O guia também sugere alertar funcionários sobre ferramentas de apoio e sobre onde eles podem encontrar ajuda dentro ou fora da organização.
Segundo a OMS, as intervenções de saúde mental precisam ser entregues como parte de uma estratégia integrada de saúde e bem-estar que cubra prevenção, identificação precoce, apoio e reabilitação.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) também tem um guia para ajudar as empresas a melhorar o ambiente de trabalho de forma a garantir a saúde mental de seus trabalhadores (clique aqui para acessá-lo, em inglês).

Apoiando pessoas com transtornos mentais no trabalho
A OMS lembra ainda que as organizações tem responsabilidade de apoiar indivíduos com transtornos mentais tanto para continuar como para retornar ao trabalho.

Muitas iniciativas podem ajudar indivíduos com transtornos mentais. Particularmente, a flexibilidade da jornada de trabalho, o redesenho do trabalho, o enfrentamento de dinâmicas negativas do ambiente e a comunicação sobre apoio confidencial podem ajudar pessoas com transtornos mentais a continuar ou retornar ao trabalho.

Além disso, o acesso a tratamentos baseados em evidências demonstraram ser benéficos para a depressão e outros transtornos mentais. Por conta do estigma associado a esses transtornos, os empregadores precisam garantir que indivíduos se sintam apoiados e capazes de pedir ajuda para continuar ou retornar ao trabalho, e tenham os recursos necessários para isso.

Fonte: http://www.protecao.com.br/noticias/geral/oms:_empresas_devem_promover_saude_mental_de_funcionarios/JyyJAQjbAJ/11795

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

4 de outubro, Dia da Medicina do Trabalho

Divulgação

Data: 04/10/2017 / Fonte: Anamt 

O 4 de outubro é dia de celebrar a Medicina do Trabalho. E não há celebração maior do que honrar o legado de Bernardino Ramazzini que, em 1700, introduziu uma pergunta simples ao roteiro de anamnese médica e mudou para sempre nossa maneira de olhar os pacientes, enxergando-os como trabalhadores: que arte exerce?

Mais de 300 anos depois de Ramazzini, parece tão óbvio que o trabalho ocupe um importante papel no processo saúde-doença, mas vale lembrar que nem sempre foi assim. Apesar de o primeiro relato de uma doença relacionada ao trabalho ter sido feito muito antes da Era Cristã, por Hipócrates, há muito que o mundo aceita como "natural" o adoecimento relacionado ao trabalho. Até hoje, termos como "riscos inerentes ao trabalho" permeiam nossas leis e nosso vocabulário, como se não fossem passíveis de modificação. São sim! Então, neste 4 de outubro precisamos lembrar que o trabalho pode ser modificado e que adoecer não é um destino natural para muitos trabalhadores.

Em meus devaneios, gosto de imaginar o pai da Medicina do Trabalho imerso em seus escritos, olhando para o horizonte e enxergando pela primeira vez um trabalhador em seu ofício. Fecho meus olhos e sou capaz de ver Ramazzini descobrindo este novo cenário, o que o levou a uma observação sistemática dos trabalhadores, nunca antes vista. Eis, então, sua imensa contribuição à medicina - algo que nos faz eternamente gratos.

Ramazzini jogou a luz de seu olhar sobre uma classe habitualmente esquecida e menosprezada. Um dos trechos mais lindos de "Morbis Artificum Diatriba", traduzido para o português como "As Doenças dos Trabalhadores", descreve como deve ser a postura do médico que atende um trabalhador. Diz Ramazzini, "o médico que vai atender um operário não deve se limitar a por a mão no pulso, com pressa, sem informar-se de suas condições; não delibere de pé sobre o que convém ou não fazer,…; deve sentar-se com a dignidade de um juiz, ainda que não seja em cadeira dourada… sente-se mesmo num banco, examine o paciente com fisionomia alegre e observe detidamente o que ele necessita dos seus conselhos médicos e dos seus cuidados preciosos".

De um jeito muito próprio, Ramazzini delineou os elementos básicos da medicina social ou, como tratamos atualmente, da saúde coletiva. Ele nos ensinou como observar o trabalho, tirando o médico de seu consultório e levando-o ao campo para conversar com os trabalhadores e aprender com eles. Trouxe uma visão coletiva que muito contribuiu para o que hoje chamamos de instrumental clínico-epidemiológico. Organizou pela primeira vez as relações de causa e efeito das doenças profissionais ou adquiridas por condições específicas de trabalho. E sugeriu cuidados para prevenir as doenças dos trabalhadores.

Mais do que celebrar a Medicina do Trabalho, o 4 de outubro é dia de honrar o legado de Ramazzini, reafirmando nosso compromisso com esta especialidade médica que lida com as relações entre homens e mulheres trabalhadores e seus respectivos ofícios, visando não somente a prevenção dos acidentes e das doenças do trabalho, mas a promoção da saúde e da qualidade de vida. Nosso trabalho é assegurar a melhoria contínua das condições de saúde, nas dimensões física e mental, e a interação saudável entre as pessoas e, estas, com seu ambiente social e o trabalho.

Nada pode nos orgulhar mais do que esta desafiadora missão. Por isso, hoje é dia de celebrar o que fazemos. E quando alguém desavisado, perguntar a você o que, afinal, faz um médico do trabalho, você pode encher o peito e dizer com orgulho - "eu promovo a saúde dos trabalhadores brasileiros". E quiçá, de todos os trabalhadores.

Abraços afetuosos a todos os médicos e médicas do trabalho,

Dra. Marcia Bandini

Presidente da ANAMT (2016-2019)

Fonte: http://www.protecao.com.br/noticias/geral/4_de_outubro,_dia_da_medicina_do_trabalho/JyyJAQjgA5/11784

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Prevenção de doenças e redução de custos


A tecnologia e as informações já existem, mas é necessário unificar tudo em ambientes de fácil visualização

Investir em prevenção é sempre um bom negócio, principalmente quando falamos de saúde. Em tempos de retração econômica, que reduz o número de conveniados, e aumento na expectativa de vida do brasileiro, as operadoras de planos de saúde enfrentam um mercado mais desafiador. Com o envelhecimento da população, cada vez mais as operadoras veem a carteira de clientes com 60 anos ou mais crescer. Por ter uma saúde delicada, esse público costuma demandar mais internações, exames e atendimentos de emergência.

No Brasil, já existem iniciativas maduras focadas na prevenção e algumas operadoras apostam em programas de medicina preventiva e ações de diagnóstico precoce como ferramentas de redução de custos. Entretanto, essas medidas também geram gastos – inferior a uma internação, mas mesmo assim, são despesas significativas. Uma saída viável, que requer um investimento menor, é a potencialização do uso de dados. A tecnologia e as informações já existem, mas é necessário unificar tudo em ambientes de fácil visualização.

Na maioria das empresas do setor (operadoras, clínicas e hospitais) as informações sobre a vida dos pacientes estão descentralizadas. As barreiras que inviabilizam uma integração dos dados são predominantemente culturais, mas passam também pela baixa adesão de tecnologias nas instituições, impedimentos legais e ausência de processos estruturados.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) aproximadamente 72% das mortes antes dos 60 anos de idade são ocasionadas por doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) — diabetes, doenças do coração, acidente vascular cerebral, hipertensão, entre outras. Utilizar o histórico do paciente para evitar a evolução desse tipo de problema é possível. Por exemplo, a operadora que atende diferentes pessoas de uma mesma família, tem informações relevantes sobre possíveis doenças genéticas dos seus segurados e pode agir previamente para evitar o avanço de uma determinada enfermidade. Ou ainda, quando o paciente busca uma segunda opinião, se o médico tem acesso ao prontuário de maneira fácil, consegue ver os exames e procedimentos já realizados e, com isso, fazer uma análise mais profunda sobre a sua condição clínica.

Além da unificação, é importante também contar com inteligência para identificar comportamentos e padrões e, nesse ponto, a inteligência artificial e as soluções de analytics e predição são apoios importantes. Essas aplicações e ferramentas que centralizam o histórico de saúde do paciente, começam a ganhar força no mercado, mas ainda precisam vencer as barreiras culturais e de legislação – atualmente o prontuário pertence ao paciente e só pode ser compartilhado com outros profissionais se ele autorizar, além do nível de informação, que pode ser compartilhado e visualizado pelos diferentes atores da cadeia.

A mudança do segmento de saúde que está em curso é um caminho sem volta e as empresas precisam se atentar à essa nova fase. Quem não automatizar processos e construir essa visão única do paciente a médio e longo prazo desaparecerá do mercado. O sinônimo de qualidade para serviços de saúde será evitar que o paciente fique doente. Tudo isso, trará mais eficiência e sustentabilidade para o ecossistema por completo.

A tecnologia surge como protagonista dessa transformação, com soluções e aplicativos capazes de acelerar o início de uma nova fase do setor. Na era do big data, precisamos colocar em prática a análise dos dados para consolidarmos informações pertinentes. Só assim, o foco na prevenção conseguirá ser um diferencial para os negócios e o ciclo da saúde terá uma nova dinâmica de operação, em que a doença não é o agente inicial do atendimento.

Por Luciano de Oliveira, Gestor Executivo de Saúde da TOTVS

Fonte: http://www.mundorh.com.br/prevencao-de-doencas-e-reducao-de-custos/

Comunicação interna para quê?

Quanto mais o empreendedor transmite a essência do negócio aos funcionários – maior será o empoderamento para inovação

Depois de atender quase 30 empresas de tecnologia e startups, educação, agronegócios, recursos humanos e atendimento ao cliente, notei que essas empresas eram mais carentes de comunicação interna do que externa. Entendi que quando a comunicação dos donos/sócios ou gestores de pequenas e médias empresas com os demais funcionários/colaboradores/empregados não flui verdadeiramente, o que está na cabeça, no mundo ideal e fantástico dos empreendedores não vai chegar com a mesma intensidade no âmago dos empregados. Alguns sintomas negativos aparecem (como ausência de propósito e engajamento), e o ruído na comunicação pode se transformar em crise.

Nos processos de assessoria de imprensa, por exemplo, muitos conteúdos de qualidade produzidos e divulgados estão diretamente ligados às estratégias de negócios da empresa e sobre os casos de sucesso obtidos entre clientes, porém apenas um pequeno grupo tem acesso a elas.

Se a informação estratégica não circula verticalmente, isolando continuamente a base operacional, a alimentação do senso de propósito estará sendo interrompida – às vezes intencionalmente, infelizmente. A consequência é a crescente desinformação sobre o que está acontecendo de bom e transformador (ou não) na empresa, seja com clientes ou em mudanças ou ajustes na visão de negócio – que encontra-se na cabeça do empreendedor, e às vezes, chega aos níveis de diretoria/gerência.

“Muitas vezes não há maturidade para os funcionários acessarem e trabalharem com essas informações” – podem afirmar empresários. Sinto dizer, mas então você ou contratou profissionais inadequados à cultura da empresa, ou treinou e comunicou de forma ineficiente esses “pupilos”.

As organizações do futuro e sustentáveis precisam ser enxergadas como filhos que precisam de educação contínua, e que entendam o motivo de estarem ali. A razão dos profissionais estarem empregados vai muito além de poderem pagar suas contas. Todos querem fazer parte de algo, pertencerem a uma “tribo”, que as representem de alguma maneira.

Caso contrário, o turnover (índice de desligamento) vai se manter alto, dissipando conhecimentos, ou a inovação vai encontrar uma resistência monstruosa, travando qualquer tipo de modernização para acompanhar a constante (e rápida) evolução do mercado.

Se sua organização não transmite de forma contínua e eficaz informações assertivas sobre onde a empresa deseja chegar, os funcionários vão se sentir perdidos, e constantemente ávidos por um aval (aprovação) ou orientação dos donos/direção, afinal, nada (ou muito pouco) foi compartilhado com eles sobre a visão de longo prazo e mais ‘filosófica’ da empresa.

O que a sua empresa vende de verdade?

Por exemplo, quando vou cortar meus cabelos em um ambiente especializado não estou comprando apenas meus cabelos mais curtos. Compro beleza, bem-estar, confiança. Muitas vezes os donos estão tão mergulhados em processos que se esquecem de transmitir à seus funcionários o que estão vendendo de verdade.

Quando isso acontece os profissionais se perdem na real missão e propósito do negócio. Se esquecem da essência. Com o tempo os resultados são pelo menos queda de clientes e de poder competitivo. Mas calma, é possível reverter a situação!

Ninguém hoje é contratado para apertar parafuso. Essa época já passou (ainda bem!). É preciso comunicar continuamente e envolver todos de alguma maneira na co-criação de uma nova forma de comunicação. Transmitir em diferentes canais para quê tais tarefas são necessárias. Ninguém pode ser realmente feliz sem uma missão maior, um propósito motivador. E isso custa caro às organizações, que se negam a aceitar essa nova realidade.

Empodere seu funcionário a ser uma célula sua! Faça o teste com processos de comunicação bem estruturados, empodere seus colaboradores, e observe (meça!) os crescentes resultados. Porém essa atitude demanda muito cuidado na seleção inicial e treinamento adequado, para entender o real motivo da sua contratação.

Replico aqui a afirmação (que deu vida ao livro homônimo) Márcio Fernandes, CEO da Elektro, eleita por mais de 6 anos a melhor empresa para se trabalhar no setor elétrico: A felicidade dá lucro!

Vivian Lopes é fundadora da V.Content, assessoria de comunicação e marketing com foco em inovação e engajamento.

Fonte: http://www.mundorh.com.br/comunicacao-interna-para-que/

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Supremo mantém lei federal que autoriza amianto no país

                                      Valdir Lopes
Data: 24/08/2017 / Fonte: EBC 

Brasília/DF - Supremo Tribunal Federal (STF) manteve nesta quinta-feira (24) a lei federal que autoriza a produção e a venda do amianto no Brasil.

Também conhecido como "asbesto branco", o amianto tipo crisotila é usado principalmente para fabricação de telhas e caixas d´água. Vários estados, porém, proíbem o uso do amianto, apontando riscos à saúde de operários (leia detalhes mais abaixo).

No julgamento, 5 dos 9 ministros do STF que analisaram o tema votaram pela proibição do material em nível nacional. Não houve, contudo, o número suficiente de votos para derrubar a lei federal.

Isso porque, para derrubar uma lei, é preciso que 6 ministros dos 11 integrantes do STF declarem uma norma inconstitucional.

Mas, no julgamento do amianto, não votaram os 11 ministros. Luís Roberto Barroso e Dias Toffoli se declararam impedidos por já terem atuado sobre o tema como advogados.

Votaram pela proibição do amianto:
Rosa Weber (relatora);
Edson Fachin;
Ricardo Lewandowski;
Celso de Mello;
Cármen Lúcia.

Votaram pela liberação do amianto:
Alexandre de Moraes;
Luiz Fux;
Gilmar Mendes;
Marco Aurélio Mello.

Estados
Embora a lei federal tenha sido mantida pelo STF, restou a possibilidade de os próprios estados proibirem a extração e comercialização de amianto em seus territórios. Vários estados vetam o uso do material e devem ter as respectivas leis mantidas pelo Supremo.

É o caso, por exemplo, de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Todos enfrentam no STF ações apresentadas por entidades industriais para derrubar a proibição e liberar o amianto em seus territórios.
Ainda na sessão desta quinta, os ministros também deverão analisar essas leis e, mantida a maioria contra o amianto, validar as leis que proíbem o uso do material.

Julgamento
O primeiro voto sobre o amianto foi dado na semana passada, pela ministra Rosa Weber, que citou diversos estudos que apontam riscos à saúde, como câncer, atestando não haver níveis seguros de exposição à substância.

"A tolerância ao uso do amianto crisotila, tal como positivada no artigo 2º da lei 9.055/1995, não protege adequada e suficientemente os direitos fundamentais à saúde e ao meio ambiente, tampouco se alinha aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil e que moldaram o conteúdo desses direitos", disse a ministra na ocasião.

O processo foi movido por duas associações de juízes e procuradores do trabalho contrários ao emprego do amianto.
Primeiro a votar em favor do amianto, o ministro Alexandre de Moraes reconheceu os perigos do amianto para a saúde humana e o meio ambiente, mas ponderou que a lei federal sobre o assunto já estabelece níveis seguros para a produção e manuseio do material.

"Não podemos dizer que o legislador ignorou a ideia de proteção à saúde, a ideia de proteção ao meio ambiente. Basta aqui a leitura do conjunto da lei", disse o ministro. Para ele, existem outras substâncias nocivas no mercado permitidas pela lei.

"Obviamente, se entendermos que a proteção [jurídica] suficiente para qualquer material nocivo à saúde seja a sua vedação total, então nesse caso teremos que estender [a proibição] a inúmeros outros materiais", disse.

Partes
No último dia 10, quando o julgamento foi iniciado, várias entidades se manifestaram, a favor e contra, o uso do amianto. Uma das autoras da ação, a Associação Nacional do Procuradores do Trabalho (ANPT), alegou que além de colocar em risco a saúde de trabalhadores, o amianto também traz danos aos consumidores.

"Há um elevado custo social e humano, altíssimos gastos em relação à saúde pública e previdência em razão do adoecimento de trabalhadores", disse o representante da entidade, Roberto Caldas, acrescentando que a indústria já dispõe de um substituto, o polipropileno.

A Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea), que reúne trabalhadores do setor, informou que, entre 2008 e 2011, houve 25 mil internações no sistema público de saúde por causa do amianto, com custo de R$ 291 milhões para tratamentos e exames.

Em defesa do amianto, advogados de diversas entidades representativas da indústria argumentaram que a lei federal já estabelece níveis seguros e procedimentos que evitam os danos à saúde.


Leia mais: 

Fonte: http://www.protecao.com.br/noticias/geral/supremo_mantem_lei_federal_que_autoriza_amianto_no_pais/JyyJAAjgAJ/11685

Veja dicas sobre como fazer uma análise ergonômica adequada



A análise ergonômica é fundamental no caso de empresas cujos funcionários realizam trabalhos manuais, físicos e maçantes, como levantamento de peso, transporte a descarga de materiais, além de atividades que resultam em uma sobrecarga muscular, com movimentos repetitivos, com o esforço constante de partes do corpo, tais como pescoço, braços, mãos, ombros e pernas. A atenção das empresas a esse assunto precisa ir além de uma exigência da legislação trabalhista, que determina a realização do procedimento em locais que possuem empregados que exercem funções que os expõem ao risco. Os ensinamentos e treinamentos implantados podem resultar em uma prática rotineira, que traz diversos benefícios. Confira a seguir:

Análise ergonômica no trabalho
A análise ergonômica deve ser implantada como uma rotina e fazer parte do ambiente corporativo. Entre os principais objetivos da atividade estão: corrigir a postura do trabalhador e implantar atividades preventivas, por meio da ginástica laboral. Dedicar 15 minutos do dia para estas atividades resolvem, não apenas as dores nas costas, por exemplo, mas previne problemas de saúde que podem ser ocasionados pelos movimentos repetitivos.

Além de promover a saúde, a atividades ergonômicas podem trazer ao ambiente corporativo um momento de descontração e redução de estresse causado pelas pressões existentes nos ambientes corporativos. O resultado também pode ser de alta produtividade para a empresa.

Queixas de dores 
Cerca de 18,5% da população adulta brasileira sofre com as doenças crônicas na coluna, sendo a região lombar, o local com maior incidência referentes as queixas de dores de 21% das mulheres e 15% dos homens. São 27 milhões de pessoas que fazem parte deste grupo, levantado pela Pesquisa Nacional de Saúde, realizada em 2015.

Em relação às faixas etárias, as dores acometem pessoas com mais de 40 anos. E a lombalgia surge, com mais frequência, a partir da fase adulta, em consequência de posturas incorretas praticadas no dia a dia, principalmente do trabalho.

Benefícios da ginástica laboral
No ambiente corporativo, a carga horária diária é extensa. Normalmente, os funcionários costumam passar nove horas do dia no ambiente corporativo. Por isso, a importância da análise ergonômica no trabalho.

Em uma rápida análise, é possível identificar cenas como essas em diversos setores de uma empresa. Colaboradores que, na pressa, não prestam atenção em suas posturas incorretas, aos movimentos repetitivos e no estresse da rotina de trabalho, que resultam em contrações da musculatura do corpo. O resultado são dores que podem tornar-se crônicas e acarretar no surgimento de outras doenças.

Por isso, a empresa que investe em uma ginástica laboral percebe que os registros de trabalhadores afastados por dores no corpo, principalmente nas costas, acabam diminuindo com o tempo.

A prática da ginástica laboral na rotina da empresa só traz benefícios de bem-estar de seus colaboradores. Além disso, diminuem os custos com assistência, licença médica e faltas de funcionários no trabalho. Os colaboradores também se sentem mais valorizados e cuidados, o que resulta em uma satisfação no ambiente corporativo e, consequentemente, gera mais produtividade.

No final, a análise ergonômica no trabalho é reconhecia por todos, empresas e funcionários, que absorvem a prática para a vida pessoal. Um profissional capacitado em ergonomia pode desenvolver um estudo do ambiente corporativo para identificar as condições de trabalho para implantar atividades de melhoria para o bem-estar e segurança dos trabalhadores.

Para o diretor da AR Perícias Médicas e de Engenharia, André Lemos, o serviço de análise ergonômica tem como objetivo rastrear, observar e avaliar o profissional em seu real posto de trabalho e verificar as relações existentes entre demandas de doenças, acidentes e produtividade com as condições de trabalho, com as interfaces, com os sistemas e com a organização do trabalho em si. “É essencial que as empresas tenham essa preocupação e garantam um ambiente próprio de trabalho para evitar futuros transtornos para o colaborador e para a própria empresa”, diz Lemos.

Segundo o especialista, a análise ergonômica do trabalho compreende uma avaliação detalhada: análise ergonômica da demanda; análise ergonômica da tarefa, que envolve análise dos ambientes físicos (calor, luminosidade, umidade, som, entre outros); análise das condições posturais e antropométricas dos trabalhadores; análise dos aspectos psicológicos dos trabalhadores; análise organizacional; condições ambientais e por último, mas não menos importante, a análise ergonômica das atividades. Todas estas etapas devem ser cronologicamente abordadas de maneira a garantir coerência metodológica e evitar percalços, que são comuns nas pesquisas empíricas de campo.

Fonte: http://revistacipa.com.br/especialista-da-dicas-sobre-como-fazer-uma-analise-ergonomica-adequada/

terça-feira, 1 de agosto de 2017

PARABÉNS! PIRACICABA QUE EU ADORO TANTO - 250 ANOS

Fábio Grecchi


Breve Histórico de Piracicaba


Em 1766, o Capitão-General de São Paulo, D. Luís Antônio de Souza Botelho Mourão, encarregou o Capitão Antônio Corrêa Barbosa de fundar uma povoação na foz do rio Piracicaba. Este, no entanto, optou pelo local habitado pelos índios Paiaguás, onde já se haviam fixado alguns posseiros, à margem direita do salto, a 90 quilômetros da foz, entendendo ser o lugar mais apropriado da região. A povoação seria ponto de apoio às embarcações que desciam o rio Tietê, oferecendo retaguarda ao abastecimento do forte de Iguatemi, fronteiriço do território do Paraguai.

Oficialmente, o povoado de Piracicaba, termo da Vila de Itu, foi fundado em 1º de agosto de 1767, sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres. Em 1774, a povoação constituiu-se em Freguesia, com uma população estimada em 230 habitantes.

Em 1784, Piracicaba foi transferida para a margem esquerda do rio, logo abaixo do salto, onde os terrenos melhores favoreciam sua expansão. A fertilidade da terra atraiu muitos fazendeiros, ocasionando a disputa de terras. Em 29 de novembro de 1821, foi elevada à categoria de Vila, tomando o nome de Vila Nova da Constituição, em homenagem à promulgação da Constituição Portuguesa, ocorrida naquele ano.

A partir de 1836, deu-se um importante período de expansão. Não havia lote de terra desocupado e predominavam as pequenas propriedades. Além da cultura do café, os campos eram cobertos pelas plantações de arroz, feijão, milho, algodão e fumo, mais pastagens para criação de gado. Piracicaba era um respeitado centro abastecedor.

Em 24 de abril de 1856, Vila Nova da Constituição foi elevada à categoria de Cidade. Em 1877, por petição do então vereador Prudente de Moraes, mais tarde primeiro presidente civil do Brasil, o nome da cidade foi oficialmente mudado para Piracicaba, “o mais certo, o correto e como era conhecida popularmente”.


Fonte: http://ipplap.com.br/site/a-cidade/breve-historico-de-piracicaba/
https://www.google.com.br/search=foto+do+aniversario+de+piracicaba&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwj55vejp7bVAhWFIJAKHU5NDdEQ_AUIDSgE&biw=1366&bih=613#tbm=isch&q=foto+logo+do+aniversario+de+piracicaba&imgrc=N3c_UFZhgsfdgM:

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Inspeção do Trabalho lança marca de identificação nacional

Edu Andrade/ASCOM/Ministério do Trabalho
Data: 18/07/2017 / Fonte: Ministério do Trabalho 


Brasília/DF - A Inspeção do Trabalho recebeu do ministro Ronaldo Nogueira nesta terça-feira (18) a insígnia que identifica a categoria de Auditoria-Fiscal do Trabalho. Uma reivindicação antiga dos auditores, a marca foi implementada por meio de portaria do Ministério do Trabalho e passará a ser um elemento de identificação da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) em todo o país.

"A auditoria do trabalho está entre as funções imprescindíveis e mais importantes do Ministério do Trabalho, utilizando o seu papel fiscalizador na manutenção do bem-estar do trabalhador e na harmonia nas relações trabalhistas", frisou o ministro durante solenidade de lançamento da marca no auditório do Ministério, na presença de vários representantes da categoria, como o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores do Trabalho (Sinait), Carlos Fernando Silva; Rosa Jorge, da Confederação Ibero-Americana de Inspetores do Trabalho (CIIT); e o chefe da Fundacentro/DF, Peniel Pacheco. Prestigiaram o evento também o secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, e o presidente da Nova Central Sindical, José Calixto Ramos, entre outros convidados.

A secretária de Inspeção do Trabalho, Maria Teresa Jensen, destacou a importância de uma marca que identifica a categoria, principalmente pelo papel da Auditoria-Fiscal do Trabalho, presente nos quatro cantos do país em defesa do cumprimento da Legislação Trabalhista. "Há muito necessitávamos de uma identificação, e, graças ao empenho do ministro e à parceria com o Sinait, agora podemos comemorar a conquista", ressaltou.

Para a representante CIIT, Rosa Jorge, "a Inspeção do Trabalho faz parte do tripé de proteção do trabalhador, sendo uma das mais importantes do mundo, garantindo que a relação entre trabalhador e patrão se dê em harmonia".

O ministro Ronaldo Nogueira destacou que a marca representa uma identidade visual capaz de ser reconhecida em qualquer lugar, identificando assim a Auditoria-Fiscal do Trabalho. "A insígnia será a marca registrada da Inspeção do Trabalho e será aplicada em papelaria, objetos, coletes e veículos no dia a dia da fiscalização no país".

Parceiro da SIT na iniciativa da criação da marca, o presidente do Sinait ressaltou que a categoria reivindicava havia muito tempo uma marca que a tornasse reconhecida em qualquer lugar, assim como já ocorre com outras instituições. "Consideramos um ganho importante para os auditores-fiscais do Trabalho e para a instituição Inspeção do Trabalho", afirmou Carlos Fernando Silva.

Cipa - Ao final do evento, o ministro ainda participou, no mezanino do Ministério, do lançamento do livro "Cipa - Teoria e Prática", do advogado e técnico de Segurança do Trabalho, Romeu José de Assis. Ronaldo Nogueira foi o autor do prefácio, no qual destaca que "a obra foi escrita, debruçada sobre as dificuldades de aplicação da legislação do `como fazer’ aos empresários", tornando possível a redução do número de acidentes e doenças ocupacionais. Na obra, o autor comenta a Norma Regulamentadora nº 5, sobre a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Destinado aos profissionais da área de Saúde e Segurança do Trabalho, gestores de RH e membros das Cipas, além de empresários e profissionais de Direito, o livro traz dicas práticas de organizar uma Cipa e evitar acidentes de trabalho.

Fonte:http://www.protecao.com.br/noticias/geral/inspecao_do_trabalho_lanca_marca_de_identificacao_nacional/JyyJAJjjAc/11567

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Nova legislação trabalhista é sancionada

Pixabay

Data: 14/07/2017 / Fonte: Redação Revista Proteção 

Brasília/DF - A lei nº 13.467, de 13 de julho de 2017, a chamada Lei de Modernização Trabalhista, foi publicada hoje, 14, nos Atos do Poder Legislativo, do Diário Oficial da União, sendo assinada pelo presidente Michel Temer, pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, e pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira de Oliveira. A cerimônia de sanção da lei foi realizada ontem, dia 13, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília/DF. 

A nova legislação altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e as Leis nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974, 8.036, de 11 de maio de 1990, e 8.212, de 24 de julho de 1991, a fim de adequar a legislação às novas relações de trabalho. A lei entra em vigor após 120 dias de sua publicação oficial.

Entre as mudanças relacionadas a Saúde e Segurança do Trabalho, estão os tópicos: teletrabalho; trabalho de gestantes em locais insalubres; prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia das autoridades competentes do Ministério do Trabalho; normas de saúde, higiene e segurança do trabalho previstas em lei ou em Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho; adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas; entre outros temas.


Fonte: http://www.protecao.com.br/noticias/legal/nova_legislacao_trabalhista_e_sancionada/JyyJAJjjAJ/11565

terça-feira, 13 de junho de 2017

PORTARIA ALTERA NORMA REGULAMENTADORA Nº 34

Stéferson Faria/PETROBRAS

Data: 13/06/2017 / Fonte: Redação Revista Proteção 


Brasília/DF - A alteração da Norma Regulamentadora (NR) nº 34 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval) foi publicada hoje, dia 13, na seção 1 do Diário Oficial da União. A mudança se deu por meio da portaria nº 790, de 9 de junho de 2017, assinada pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

Entre as modificações, teve a troca do título "Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval" para "Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção, Reparação e Desmonte Naval". Além disso, houve alterações no item 34.7 - Trabalho com Exposição a Radiações Ionizantes, que estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção à segurança, à saúde e ao meio ambiente de trabalho nas atividades da indústria de construção, reparação e desmonte naval.

Integram as novas recomendações para a execução dos serviços que envolvem radiografia e gamagrafia aspectos como: inclusão do supervisor de proteção radiológica para acompanhar as atividades; articulação do plano de proteção radiológica com os demais programas da empresa como PPRA e PCMSO; providências de prevenção a serem adotadas antes e durante a exposição, entre outras medidas.


Fonte: www.protecao.com.br/noticias/legal/portaria_altera_norma_regulamentadora_n%C2%BA_34/JyyJA5jjJ9/11463

quinta-feira, 1 de junho de 2017

NOVA NORMA VAI REGULAMENTAR ATIVIDADES DE LIMPEZA URBANA

ACS/SLU

Data: 01/06/2017 / Fonte: Ministério do Trabalho 


O Grupo de Trabalho encarregado de verificar e estudar as condições de segurança e higiene nos serviços de limpeza urbana apresentou nesta terça-feira (30), em Brasília, o texto base da Norma Regulamentadora (NR) do setor. O grupo é formado por auditores-fiscais do Trabalho da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) e técnicos da Fundacentro.

O texto, discutido em audiência pública na sede do Ministério do Trabalho, aponta os requisitos mínimos para a gestão de segurança, saúde e conforto nesse tipo de atividade. "Precisamos ter atitude para envolver toda a sociedade, criando a consciência sobre a importância dessa atividade e das medidas de segurança para esses trabalhadores", afirmou o ministro do Trabalho, na abertura da audiência.

As atividades de limpeza urbana que serão regulamentadas pela NR envolvem a coleta de resíduos sólidos, varrição, transbordo, manutenção de áreas verdes, tratamento de resíduos, ponto de recolhimento de resíduos (ecoporto), triagem de recicláveis e destinação final. O texto também abrange raspagem e pintura de meio-fio, capina e roçagem de terrenos, lavagem e conservação de monumentos e de túneis, varrição e lavagem de feiras, vias e praças.

São atividades consideradas insalubres e que expõem os trabalhadores a riscos físicos, ergonômicos, biológicos e de acidentes. "Uma norma que ofereça segurança ao trabalhador que trata com esses resíduos é de fundamental importância", destacou o ministro. "E o diálogo social, através de uma audiência pública com empregadores, trabalhadores e governo, é o caminho mais correto para produzir normas que possam ser efetivamente cumpridas."
Integridade - Os itens previstos incluem desde a organização das atividades, o material de apoio e vestimentas, veículos, máquinas e equipamentos, até o suprimento de água potável e fresca, além de banheiros e pontos de apoio no trajeto da coleta de resíduos. "A intenção é trazer mais condições de saúde e integridade a esses trabalhadores", explicou o secretário substituto de Inspeção do Trabalho, João Paulo Ferreira Machado.

Um dos direitos assegurados é a recusa de fazer a coleta, quando o material estiver acondicionado de forma irregular ou oferecer risco à saúde ou segurança pessoal. "Quem produz e separa os resíduos dentro de casa também tem responsabilidade com a segurança desses trabalhadores. As normas não terão resultado efetivo, se não houver consciência de todos", lembrou o ministro Ronaldo Nogueira.

O presidente da Fundacentro, Paulo Arsego, reforçou que a sociedade deve dar importância à categoria. "Muitas vazes, a população só lembra que esses trabalhadores existem quando eles entram em greve e o lixo não é recolhido", enfatizou. 

Precarização - O procurador Raimundo Lima Ribeiro, representante do Ministério Público do Trabalho, disse que a NR é necessária, devido à "precarização das condições de trabalho" dos profissionais de limpeza urbana. "O texto atende aos principais problemas de segurança e saúde, tratando do controle e da prevenção de acidentes e de adoecimento de trabalhadores", afirmou.

Para Washington Santos, o Maradona, representante da bancada dos trabalhadores na Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), a audiência pública representou um "momento sublime, porque antes as normas de segurança no trabalho eram discutidas apenas nos gabinetes". 

Já o representante dos empregadores, Ariovaldo Caodaglio, diretor da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), lembrou que essas normas vão ser aplicadas em todos os municípios, não apenas nos grandes centros. "Os municípios têm uma importância muito grande em relação ao que vai ser construído (com a NR), porque os serviços de limpeza urbana não são responsabilidade dos Estados ou da União", destacou. 

ENTENDA O PROCESSO
- O texto do Grupo de Trabalho formado por auditores fiscais do Trabalho da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) e técnicos da Fundacentro estava aberto a contribuições públicas pela internet desde janeiro deste ano.

- Outros três encontros - em São Paulo, Porto Alegre e Salvador - já haviam sido realizados para receber e avaliar as sugestões de empregados e empregadores do setor. 

- Agora, todas as contribuições apresentadas até o dia 30 de maio, nas audiências públicas e pela internet, serão analisadas pela Coordenação-Geral de Normatização e Programas do Ministério do Trabalho.

- Depois, o texto será encaminhado a uma Comissão Tripartite, formada por representantes dos trabalhadores, empregadores e do governo, para novos debates e deliberações. Essa comissão finalizará, por consenso, o texto da nova Norma Regulamentadora.

- Concluídos os trâmites nessa Comissão Tripartite, será publicada uma portaria pelo Ministério do Trabalho, constituindo a nova Norma Regulamentadora para os serviços de limpeza urbana.

Fonte: http://www.protecao.com.br/noticias/geral/nova_norma_vai_regulamentar_atividades_de_limpeza_urbana/JyyJA5jaJj/11440

domingo, 28 de maio de 2017

AMBIENTE DE TRABALHO NEGATIVO PODE CAUSAR DOENÇAS E ANSIEDADE

O ambiente de trabalho é considerado um segundo lar, pois é nele que os as pessoas passam a maior parte do tempo durante a semana. Não há como negar o quanto um ambiente corporativo pode influenciar o estado de ânimo dos colaboradores. A arquiteta e especialista em ambiente de trabalho, Priscilla Bencke, afirma que o resultado dessa influência, muitas vezes, pode trazer problemas como ansiedade, depressão e outros males. Hoje em dia as empresas investem em qualificação profissional, mas o espaço físico onde essas pessoas desenvolverão suas aptidões não reflete e não é coerente com isso. “Não adianta capacitar uma pessoa e colocá-la para trabalhar em um ambiente desestimulante, a pessoa não dará o melhor dela”, diz Priscilla.

É um fato que o dia a dia corporativo é marcado por diversas situações, mas quase sempre envolverá algum tipo de tensão ou pressão que são decorrentes do próprio ofício. Algumas vezes, ocorre também o acúmulo de responsabilidades vindas da própria vida pessoal. Mas, o que realmente faz a diferença é o clima organizacional. Alguns fatores em especial colaboram para o surgimento de doenças físicas e emocionais, decorrentes de um ambiente desfavorável no trabalho. Uma rotina de trabalho desgastante pode trazer efeito além do ambiente profissional.

Transtorno do pânico, síndrome de burnout (profundo esgotamento físico e mental), depressão, ansiedade, estresse, transtorno de sono, dores de cabeças constantes, insônia, pressão alta e gastritesão algumas doenças e males mais comuns num ambiente de trabalho hostil. Todos esses males físicos, muitas vezes, estão relacionados a problemas de cunho emocional, ampliados por um ambiente que não colabora com o desempenho da atividade profissional, sobrecarregando o colaborador em suas condições física e mental.

Através da neuroarquitetura é possível transformar os ambientes de trabalho numa área saudável, obtendo melhor desempenho e resultado para as empresas. “Isso é muito estratégico e nos permite tornar profissionais melhores, tudo relacionado ao impacto que esses ambientes têm nas pessoas. É onde entra a neurociência e neuroplasticidade, para enriquecer o ambiente e para deixar o cérebro das pessoas mais plástico, influenciando diretamente a performance dos profissionais”, aponta a especialista Priscilla Bencke.

“As empresas corporativas precisam entender que os ambientes podem ser muito mais do que elementos estéticos e que têm a capacidade de influenciar o comportamento das pessoas. Profissionais felizes, são profissionais saudáveis e produtivos”, relata a arquiteta. Existem diversas estratégicas que podem seu usadas pelas corporações preocupadas em oferecer aos seus profissionais ambientes adequados às práticas de suas atividades. Priscilla sugere cinco estratégias ambientais para que os locais de trabalho possam atuar de forma mais inteligente, garantindo a qualidade de vida aos seus usuários.

1 – Personalizar os espaços: adeque o ambiente de trabalho de forma personalizada ao profissional e atenda perfeitamente às suas necessidades. “A melhor maneira de engajar os funcionários e torná-los mais satisfeitos”, ressalta Priscilla;

2 - Observe como seus colaboradores sentam para trabalhar: na maioria dos escritórios, na maior parte do tempo, os funcionários ficam em frente ao computador. É exatamente nessa atividade que o espaço físico pode estar interferindo com sérios prejuízos à produtividade. “É impossível produzir de forma eficiente sentindo desconfortos ou dores físicas em função de má postura”, afirma arquiteta;

3 – Siga normas de acústica: osruídos são os principais vilões de qualquer ambiente de trabalho. É impossível se manter concentrado com o barulho do trânsito da rua, com o colega da mesa ao lado falando no telefone, ou com o ruído do ar condicionado que já não funciona direito. Pesquisas mostram que diminuímos 40% da capacidade de produção com a presença de barulhos externos. Ou seja, os erros aumentam em quase 30%, devido às distrações em ambientes com a presença de ruídos;

4 – Cuidado com a falta e o excesso de iluminação nos ambientes de trabalho: quando a luz é insuficiente, causa cansaço visual nos profissionais, quando está em excesso, principalmente no caso de reflexos da luz em monitores, provoca irritação, por isso, sempre devem estar adequados para os profissionais;

5 – Tenha um ambiente conectado com a natureza: a necessidade de qualquer ser humano é a conexão com a natureza. Pesquisas comprovam que distribuir folhagens e plantas próximas aos locais de trabalho aumenta 6% da produtividade e estimula 15% da sensação de bem estar e criatividade.

Fonte: http://www.seesp.org.br/site/index.php/comunicacao/noticias/item/16274-ambiente-de-trabalho-negativo-pode-causar-doencas-e-ansiedade