quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

MOMENTO DOCE E CHEIO DE SIGNIFICADO PARA AS NOSSAS VIDAS…

É tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca.

É momento de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro de nossos corações. É sempre tempo de contemplar aquele menino pobre, que nasceu numa manjedoura, para nos fazer entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui. Noite cristã, onde a alegria invade nossos corações trazendo a paz e a harmonia.

O Natal é um dia festivo e esperamos que o seu olhar possa estar voltado para uma festa maior, a festa do nascimento de Cristo dentro de seu coração.

Que neste Natal você e sua família sintam mais forte ainda o significado da palavra amor, que traga raios de luz que iluminem o seu caminho e transformem o seu coração a cada dia, fazendo que você viva sempre com muita felicidade.

Também é tempo de refazer planos, reconsiderar os equívocos e retomar o caminho para uma vida cada vez mais feliz e plena.

Teremos outras 365 novas oportunidades de dizer à vida, que de fato queremos ser plenamente felizes. Que queremos viver cada dia, cada hora e cada minuto em sua plenitude, como se fosse o último. Que queremos renovação e buscaremos os grandes milagres da vida a cada instante. Todo Ano Novo é hora de renascer, de florescer, de viver de novo.

Aproveite este ano que está chegando para realizar todos os seus sonhos!

FELIZ NATAL E UM ANO NOVO COM MUITA PAZ E AMOR!

FUNDACENTRO DISPONIBILIZA LIVRO COM A HISTÓRIA DOS 50 ANOS DA INSTITUIÇÃO EM VERSÃO DIGITAL

Ações contribuíram para a construção da área de segurança e saúde no trabalho no país

Por ACS/C.R. em 21/12/2016


No ano em que a Fundacentro comemora os seus 50 anos, ela disponibiliza para a sociedade um livro que conta a sua história. Instituída em 21 de outubro de 1966, com a publicação da Lei nº 5.161, a instituição iniciou as comemorações do seu aniversário há dois meses, quando apresentou a obra aos presentes, com uma palestra da autora Cristiane Oliveira Reimberg. Agora já é possível fazer o download do livro no portal institucional, na Biblioteca Digital.

O livro Fundacentro: meio século de segurança e saúde no trabalho é fruto de pesquisa realizada pelo Grupo de Resgate Histórico – GRH desde 2008, que reuniu documentos, colheu 19 depoimentos, fotos e informações sobre a história da instituição. Além disso, a autora, que é jornalista e atual coordenadora do grupo, realizou 37 novas entrevistas presenciais entre dezembro de 2015 e abril de 2016, focadas na elaboração do livro. Outros depoimentos foram colhidos por e-mail e por telefone assim como se realizou um trabalho de coleta de informações com as 13 unidades descentralizadas (UDs) da instituição: 7 pessoas entrevistadas por e-mail, 1 por telefone e 43 informantes de regionais (por e-mail ou telefone). No total, foram ouvidas 107 pessoas.

“Nesta obra, assumimos o compromisso de dar voz aos sujeitos da história, aqueles que fizeram e fazem a Fudacentro acontecer, e por isso buscamos ouvir todos que pudemos, tentando não nos limitarmos à história oficial. Ela está presente através dos documentos antigos, das publicações da época, mas as entrevistas buscaram dar vivacidade ao que estava registrado”, afirma a jornalista na introdução do livro.

Esta história é apresentada em três capítulos: “A criação da Fundacentro”, “As unidades pelo Brasil” e “Uma história de intervenção e pesquisa”. A narrativa começa buscando responder a questão “De onde viemos?”, assim aponta as discussões que antecederam e culminaram na criação da instituição. Conta-se como foram definidos os primeiros estatutos de 1968 e os trabalhos pioneiros desenvolvidos pela então Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, desde dezembro de 1978 chamada como “Fundação Jorge Duprat Figueiredo, de Segurança e Medicina do Trabalho”. São mostrados fatos como o nascimento da biblioteca em 1969, a criação da Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO) em 1973 e o processo de construção da sede da Fundacentro em São Paulo, o Centro Técnico Nacional (CTN), em Pinheiros, que iniciou suas atividades em fevereiro de 1983.

No segundo capítulo, conta-se a história de cada uma das 13 UDs da Fundacentro presentes em diferentes regiões do país: Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Campinas/SP, Campo Grande/MS, Curitiba/PR, Florianópolis/SC, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA, Santos/SP e Vitória/ES. “Com o objetivo de expandir as ações da instituição a todo território nacional, as UDs começaram a ser criadas na década de 1970. Havia uma forte relação entre a criação delas e um projeto de formação e educação de profissionais de SST”, explica Reimberg na introdução do livro.

O terceiro capítulo busca retratar três grandes temas: a atuação da Fundacentro na elaboração da legislação em SST; o papel educativo da instituição; e um resumo deste meio século de estudos e atividades em prol da saúde e da segurança do trabalhador. “Essas três questões estão interligadas, visto que, muitas vezes, as pesquisas geram intervenções. Já em outras, a necessidade de intervenção leva ao desenvolvimento de estudos”, aponta a autora.

São relatados fatos como a participação dos técnicos da Fundacentro na elaboração das Normas Regulamentadoras (NRs); a formação dos primeiros profissionais da área - 104.828 médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem do trabalho, engenheiros e técnicos de segurança entre 1973 e 1985; as publicações produzidas ao longo da história; e a criação da Pós-Graduação “Trabalho, Saúde e Ambiente” em 2011.

Na conclusão do livro, são apresentadas algumas dificuldades atuais como o reduzido número de servidores, a necessidade de concursos públicos e a falta de verba para diárias e passagens. Dados de junho de 2016 apontavam a existência de 277 servidores ativos, dos quais 68 estavam em abono permanência, ou seja, em condições de se aposentar.

“Se começamos o livro perguntando ‘De onde viemos?’, nas considerações finais tentamos refletir sobre ‘Para onde vamos?’. Não trazemos uma resposta pronta, pelo contrário, apresentamos algumas das inquietações que nos foram reveladas pelos servidores durante as entrevistas, em conversas de corredores, em reuniões das comissões existentes. Na verdade, essa resposta terá que ser dada por cada um nós, sujeitos desta história, nos próximos anos que serão construídos. Eis a questão filosófica e existencial clássica que move a humanidade. Eis o nosso desafio”, conclui a jornalista na introdução do livro.

Fonte:http://www.fundacentro.gov.br/noticias/detalhe-da-noticia/2016/12/fundacentro-disponibiliza-livro-com-a-historia-dos-50-anos-da-instituicao-em-versao-digital

SÍLICA CRISTALINA E ASBESTO SÃO ANALISADOS POR ALUNOS DA PÓS-GRADUAÇÃO


Programa de treinamento é coordenado pela área de Higiene e Pós da entidade


A sílica cristalina e o asbesto, agentes químicos considerados carcinogênicos pela Organização Mundial da Saúde, por vários estudos, inclusive da Fundacentro, estão sendo pesquisados por alunos do curso do Programa Pós–Graduação da Fundacentro, o Mestrado Stricto Sensu “Trabalho, Saúde e Ambiente” e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O Programa de Treinamento para coleta de poeira respirável e para análise de sílica cristalina e asbesto, em sua 8ª edição, tem como objetivo capacitar os técnicos para coleta de material particulado suspenso no ar de acordo com normas, métodos e procedimentos validados.

Coordenado pela pesquisadora da Coordenação de Higiene do Trabalho, Ana Maria Tibiriçá Bon, em parceria com a coordenadora de Pós-graduação da Fundacentro, Teresa Cristina Nathan Outeiro Pinto, Ana explica que o objetivo de um Programa dessa natureza é capacitar os profissionais para trabalhos em campo, estimulando-os a realizarem uma avaliação ambiental representativa dos locais de trabalho. Também se busca preparar os profissionais para que eles possam realizar uma análise crítica se as condições encontradas em campo são aquelas planejadas na estratégia de amostragem ou se serão necessários ajustes em função da realidade observada.

Dividido em parte teórica e prática, o Programa deve oferecer ao aluno melhor aptidão quanto à representatividade das amostras coletadas e com isso obter melhor aderência, seja na avaliação da exposição do trabalhador, como na avaliação de medidas de controle, explica a coordenadora.

Com carga horária de 30 horas, o Programa é direcionado aos alunos que possuam projeto que envolva coleta de campo, sendo oferecido certificado de estágio.

A percepção dos alunos

Ana Tibiriçá ressalta a importância de realização desse Programa como parte de um processo a ser cumprido. Para ela, é necessário que o profissional da área de Higiene Ocupacional tenha desenvolvido “feeling” para avaliação ambiental.

A coordenadora explica ainda que os trabalhos de campo das pesquisas que envolvem alunos de mestrado são desenvolvidos em função do tema, objetivo e aderência com os projetos desenvolvidos na Fundacentro. Como exemplo, Ana destacou um aluno que irá trabalhar com um tema voltado para o artesanato de pedra sabão, onde os trabalhadores são expostos a particulado de talco, podendo adquirir talcose.

A talcose pode ser agravada quando o talco tem como contaminantes a sílica cristalina e fibras de asbestos e, nesse caso, será utilizada a avaliação ambiental quantitativa do material particulado no ar, a fim de verificar o quanto esse talco possui desses contaminantes.

Outro caso será a pesquisa de mestrado de uma aluna de pós-graduação na área de toxicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, co-orientanda de Ana Tibiriçá que irá estudar os biomarcadores precoces de exposição à sílica e asbestos.

Para executar a atividade de coleta é necessário preparar uma série de materiais nos laboratórios da Fundacentro. Isso requer planejamento e recursos para o estabelecimento da estratégia e logística da coleta das amostras para cada trabalho de campo. Os equipamentos devem chegar em perfeitas condições no local onde será realizada a coleta, assim como, deverão retornar ao laboratório em perfeitas condições para análise.

Ao longo do programa, a pesquisadora observou que a percepção dos alunos vai se modificando, na medida em que verificam ser necessário conhecer em detalhes as metodologias sobre a coleta e análise para depois realizarem o trabalho de campo. Contudo, Ana ressalta que é muito comum encontrar profissionais com algumas lacunas nos conhecimentos de Higiene Ocupacional e principalmente de que amostragem e análise de agentes químicos fazem parte de um único processo. “Percebo que as pessoas têm dificuldade para compreender que a amostra é parte de uma metodologia”, ressalta.

Para a pesquisadora, uma amostra mal coletada pode comprometer a qualidade do resultado das pesquisas desenvolvidas, assim como, o processo de tomada de decisão sobre as questões de segurança e saúde no trabalho das organizações. Daí a importância de se coletar uma boa amostra e obter bons resultados.

Um outro aspecto destacado pela professora é o fato de que os alunos que utilizarão dados quantitativos em seus projetos de mestrado precisam estudar com profundidade o assunto para que as suas dissertações apresentem resultados e informações que de fato possibilitem a melhoria das condições de trabalho.

O Programa de Treinamento de 2016 foi realizado no período de 21 a 25 de novembro.

Equipe dos laboratórios

No Laboratório de Instrumentação da entidade foram apresentados os procedimentos de preparação, calibração, carregamento de baterias, e descarregamento de dados das bombas de amostragem utilizadas na avaliação ambiental de particulados e os responsáveis são os técnicos, Teresa Cristina Nathan Outeiro Pinto, Nilce Aparecida Pastorello, Amarildo Aparecido Pereira e Glaucia Nascimento de Souza Veloso.

Já no Laboratório de Microscopia, Gravimetria e Difratometria de Raios (MLGD): na sala de gravimetria, a técnica Leila Cristina Alves Lima apresentou aos alunos a análise gravimétrica para filtros de membrana coletados em vários dispositivos de amostragem, de acordo com a NHO 03 e NHO 08; na sala de microscopia, a técnica Norma Conceição Amaral apresentou os procedimentos de amostragem e análise de fibras e na sala da Difração de Raios X (NHO 04), Ana Maria apresentou os procedimentos para preparação e análise qualitativa e quantitativa de sílica cristalina na fração respirável.

Fonte: http://www.fundacentro.gov.br/noticias/detalhe-da-noticia/2016/12/silica-cristalina-e-asbesto-sao-analisados-por-alunos-da-pos-graduacao