terça-feira, 25 de outubro de 2016

ESTUDO ALERTA PARA A EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A AGROTÓXICOS EM ESTUFAS DE FLORES

Foto: Divulgação
Um estudo da Fundacentro alerta para uma realidade pouco conhecida: o alto nível de exposição ocupacional a agrotóxicos nos ambientes de estufa de flores e plantas ornamentais. Responsável por mais de 200 mil empregos diretos, o setor é hoje o terceiro maior produtor mundial nesse segmento e o segundo maior exportador do planeta, de acordo com o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor).

“As pessoas estão mais preocupadas com a presença de agrotóxicos nos alimentos, mas ninguém se preocupa com a quantidade do produto em uma orquídea, por exemplo, e menos ainda com quem está sendo exposto a esses pesticidas”, explica a técnica da Fundacentro Paula Monteiro Nassar, responsável pela pesquisa. Ela lembra também que ainda não existe uma regulamentação específica para a atividade.

O estudo foi feito com trabalhadores da região do Alto Tietê, um dos mais importantes polos produtores do estado de São Paulo. Segundo o levantamento, a falta de informação é um dos principais problemas do setor. “A maioria, que executava atividades relacionadas com o manejo de plantas, relatou que nunca leu os rótulos desses produtos e tampouco recebeu capacitação para o manuseio seguro ou descarte dos agrotóxicos”, complementa Paula.

Devido ao ambiente enclausurado das estufas, os trabalhadores que exercem essa atividade estão mais expostos aos pesticidas do que aqueles que trabalham em campo aberto. O resultado é o risco de adoecimento a médio ou longo prazo, como o desenvolvimento de câncer, efeitos neurológicos, reprodutivos, entre outros danos.

A técnica da Fundacentro dá os detalhes da pesquisa na edição desta semana do podcast Podprevenir, disponível na internet (www.podprevenir.com.br).

Segurança nas alturas 
No canal de vídeos do site Podprevenir, o destaque desta semana é o audiovisual Trabalho em Altura (NR-35), produzido pelo SESI. O vídeo aborda as recomendações da NR-35 para a realização do trabalho em altura com segurança. Entre os procedimentos necessários, o vídeo mostra a importância de treinamento teórico e prático, análise de risco e condições de impedimento, medidas de controle, proteção individual e coletiva, tipos de acidentes, como proceder em situações de emergência, entre outras práticas.

Assista:


Fonte: http://revistacipa.com.br/estudo-alerta-para-a-exposicao-ocupacional-a-agrotoxicos-em-estufas-de-flores/

PESQUISA INDICA EXAUSTÃO EMOCIONAL E ESTRESSE CRÔNICO ENTRE ENFERMEIROS DA ÁREA ONCOLÓGICA

Um estudo realizado com 231 enfermeiros da área de Oncologia do Instituto Nacional de Câncer do Rio de Janeiro (INCA) mostra que as características do trabalho desses profissionais podem causar sérios danos à saúde, principalmente doenças cardiovasculares. A pesquisa foi tese de doutorado do enfermeiro Juliano dos Santos, que também trabalha no INCA. O objetivo foi avaliar o risco cardiovascular e a prevalência de outros fatores de adoecimento, com destaque para a hipertensão arterial e a carga alostática, que avalia o nível de estresse crônico.

Trabalho em turnos alternados, elevada carga horária, exposição a constantes pressões psicológicas no atendimento a pacientes com câncer e seus familiares são algumas das características da atividade que favorecem o adoecimento. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) considera a enfermagem uma das profissões mais estressantes da atualidade.

Segundo Juliano, o estudo revelou dados alarmantes: mais de 40% dos profissionais pesquisados apresentaram nível de pressão arterial alterado no período de sono; 49,4% cortisol elevado (o que está relacionado com estresse crônico), além de 42,4% colesterol total limítrofe/alto. A pesquisa também mostrou que 55% apresentaram exaustão emocional e 39% prevalência de Síndrome de Burnout. “Outro agravante são os hábitos e estilos de vida desenvolvidos dentro do processo de trabalho, principalmente má alimentação e a falta de atividades físicas, que contribuem para esses resultados”, explica Juliano. O pesquisador chama a atenção para o fato de se tratar de profissionais relativamente jovens, na faixa etária entre 30 e 39 anos, e apenas com cinco anos em média de atuação na instituição.

Na edição desta semana do Podprevenir, o enfermento apresenta outros dados da pesquisa e aponta possíveis saídas para o problema. O podcast pode ser acessado no portal Podprevenir (www.podprevenir.com.br) e está disponível também na versão mobile.


Fonte:http://revistacipa.com.br/pesquisa-indica-exaustao-emocional-e-estresse-cronico-entre-enfermeiros-da-area-oncologica/