terça-feira, 19 de julho de 2016

DOR NAS COSTAS É A PRINCIPAL CAUSA DE AFASTAMENTO DO TRABALHO

As dores lombares são a maior causa de absenteísmo (falta no trabalho) dos brasileiros. Segundo dados da Previdência Social, somente no primeiro trimestre deste ano foram mais de 24 mil afastamentos, em média, 269 trabalhadores afastados por dia por causa de problemas na coluna. Um afastamento a cada cinco minutos.

Na maioria dos casos a dor nas costas é tratada de forma satisfatória com medidas pouco invasivas com o uso de analgésicos e fisioterapia. Porém, alguns pacientes não tem a mesma sorte e evoluem com o que chamamos de dor lombar crônica, definida assim quando a dor nas costas ocorre por pelo menos três meses no ano”, afirma o médico André Manso, um dos principais especialistas no Brasil no tratamento de dores crônicas.

Atualmente 10% das pessoas sofrem com dores lombares crônica. Uma em cada dez pessoas. Um estudo holandês, recentemente publicado em uma das mais importantes revistas de reumatologia do mundo, fez uma revisão a respeito da prevenção das dores lombares no ambiente de trabalho e concluiu que os homens têm maior propensão a desenvolver lombalgias durante o trabalho, provavelmente por terem mais atuação em atividades com sobrecarga muscular. Trabalhos que consistem na elevação de pesos frequentes causam maior número de lesões na coluna. Podemos citar trabalhadores da construção civil até funcionários de serviços de saúde (ex. transferência de pacientes entre leitos).

“Atividades que demandam muito tempo sentado ainda não foram definidas como maiores causadores de dores lombares, embora possam piorar quadros pré-existentes”, afirma o médico.

Como prevenir?
Uma vez que o carregamento de peso é uma das causas do aumento da incidência de dores lombares, faz sentido limitar não só a quantidade de peso mas também a frequência com a qual o trabalhador é exposto a essas sobrecargas.

“Agências americanas limitam o carregamento de peso a no máximo 23Kg. É muito importante também que não se caminhe longas distâncias com a carga de peso sustentada”, acrescenta o André.

Programas que visam melhorar a ergonomia dentro do ambiente de trabalho também são fundamentais. Empresas ou corporações que adotam medidas como ajuste de cadeiras, mesas e suportes de computadores, bem como programas de alongamento periódicos, apresentam menores incidências de dores lombares em seus funcionários.

“Atitudes individuais como atividades físicas frequentes e fortalecimento muscular são as principais formas de prevenção das dores lombares crônicas e não devem ser negligenciadas”, explica.

Como deve ser feito o tratamento dos pacientes com dores lombares?
O passo mais importante, sem dúvida alguma, é um diagnóstico preciso. A coluna lombar é formada por inúmeras estruturas que podem ser causas de dores e os exames de imagem (ex. ressonância nuclear magnética) podem ajudar a localizar a origem do problema. O médico ressalta que uma ferramenta extremamente útil de tratamento são os “bloqueios diagnósticos”.

“Os bloqueios diagnósticos são infiltrações realizadas de forma precisa, com ajuda de algum método de imagem (ex. raio-x, tomografia ou ultrassom). Por exemplo, se suspeitarmos que um músculo específico é a causa da dor do paciente, podemos infiltrar exatamente aquele ponto muscular, caso o paciente melhore, temos a certeza que aquele ponto era de fato a fonte da dor”, explica.

Esses bloqueios podem ser feitos com várias estruturas como disco intervertebral, facetas lombares (articulações entre as vértebras), hérnias de disco etc.

“É a única forma de termos certeza de onde vem a dor do paciente. Sabendo exatamente a fonte da dor, podemos traçar um plano de tratamento mais específico”, conclui.


Fonte: http://revistacipa.com.br/dor-nas-costas-e-a-principal-causa-de-afastamento-do-trabalho/

CINCO RECOMENDAÇÕES PARA QUEM TRABALHA EM PÉ

Beto Soares/Estúdio Boom
No ano passado, um artigo britânico chamou a atenção de trabalhadores do mundo todo. A publicação sugere que, ao invés de ficar sentado durante toda a jornada de trabalho, o profissional deveria ficar pelo menos duas horas da rotina em pé. Segundo o artigo, esse hábito torna a pessoa mais saudável. Na verdade, ainda não há comprovação científica sobre essa afirmação, mas já se sabe que trabalhar em pé não é uma novidade para professores, policiais, recepcionistas e vendedores, por exemplo. Independente da profissão, o blog da Saúde vai mostrar o que pode acontecer com as pessoas que mantém essa conduta.

Primeiramente, qualquer pessoa que trabalha muito tempo em pé pode acabar centralizando muito sangue nas pernas, além de sobrecarregar as articulações como o quadril e o joelho. Com isso, outros órgãos acabam tendo que compensar esse esforço. A panturrilha, por exemplo, quando contrai, empurra sangue para cima. "Se ela fica muito tempo parado, o coração vai ter que fazer mais esforço para fazer a circulação. Uma pessoa que trabalha atrás de um balcão vai se sentir cansada mais rápido do que um professor que movimenta todo o corpo mais vezes", detalha o ortopedista e especialista em Saúde do Trabalhador, Gabriel Pimenta, diretor do Hospital Federal do Andaraí (RJ).

Rayana Santos, 28 anos, além de atuar como gerente de vendas em uma concessionária de automóveis, trabalha como recepcionista para complementar a renda. Quando tem evento, fica em média de seis a oito horas em pé. E, muitas vezes, a jornada não acaba por aí. Rayana revelou que frequentemente faz dois eventos por dia com apenas uma hora de intervalo. "Até no intervalo eu não consigo ficar sentada o tempo todo. Depois de um dia puxado, dor no pé e nas costas é só o que tem. Graças a Deus não tenho nenhum problema na coluna, mas não tem jeito. O pé incha de ficar tanto tempo assim. Uma problema que percebi é que comecei a ter varizes. Estouraram várias na minha perna", conta Rayana. De acordo com o ortopedista Gabriel Pimenta, o aparecimento de varizes pode estar associado à rotina de trabalho da recepcionista.

Outro exemplo, citado pelo ortopedista, é de um mecânico que trabalha em pé com um carro elevado por macacos hidráulicos. A sobrecarga é grande nas pernas e no tronco, já que os braços ficam suspensos durante toda a atividade. Além disso, os batimentos cardíacos ficam alterados, a musculatura entra em sofrimento e, como consequência, vai sentir fraqueza. "Todas as situações você precisa avaliar com detalhe para tentar aliviar o cansaço, mas além dessas questões físicas, a fadiga também vai atrapalhar a atenção que você dá ao que você tem que fazer. Esse é o momento ideal para um acidente de trabalho e é assim que eles acontecem. Com muita frequência, no final da rotina, justamente quando o corpo não aguenta mais", explica o especialista.

Cuidados
Quem conhece a própria jornada precisa estar preparado para o que lhe espera. "Imagina aquele soldado que fica o tempo todo na guarita. Ele faz um trabalho muscular da panturrilha para poder acionar o sangue", alerta o ortopedista Gabriel. Veja agora as recomendações do especialista para evitar problemas com o excesso de sobrecarga no corpo:

1 - Faça atividade física pois o exercício é fundamental para fortalecer a musculatura e preparar você para qualquer atividade do dia, inclusive para o trabalho. Os alongamentos são importantes, mas eles funcionam como um aquecimento. A musculação e a corrida, nesses casos, vão trabalhar diretamente nas regiões que precisam estar fortes para manter o equilíbrio e a rotina. Ajudam a mente, previnem e contribuem para o tratamento de doenças, como a obesidade, a diabetes e a hipertensão.

2 - Se movimentar frequente durante a rotina de trabalho contribui para melhorar o funcionamento do corpo e evitar a fadiga. Não se esqueça de mexer o calcanhar. É importante lembrar que o corpo foi feito para se mexer.

3 - Use roupas leves. Se você coloca uma roupa pesada, você adiciona mais peso no seu corpo. A roupa certa e um calçado confortável farão diferença. Um sapato apertado não ajudará na circulação.

4 - O uso de uma cadeira especial chamada "banco semi sentado" pode oferece um encosto para aliviar as pernas e os pés e não sobrecarregar a postura. Encoste ali alguns minutos sempre que puder para ajudar.

5 - Coma melhor já que uma alimentação equilibrada e saudável também é importante para o funcionamento do corpo humano. Beba bastante água, coma mais alimentos in natura, alimentos com fibras ( como cereais, amêndoas com casca, amendoins, favas e vagem).

Erica Leão, professora, 31 anos, relembra dias em que a rotina em pé era mais intensa. "Eu dava aula em dois turnos e foi nessa época que comecei a ter muita dor na sola do pé e na região lombar das costas", lembra. Ela diz que se vai ficar muito tempo em pé, tenta usar um tênis ou um sapato mais confortável. " Também faço um esforço para corrigir minha postura que já não é muito boa. Quando posso, eu sento: na hora de fazer chamada, por exemplo, mas é muito difícil. Eu tento sempre alternar a posição já que eu dou aula no final do dia e meu corpo naturalmente está mais cansado", destaca Erica.

Para finalizar , uma boa notícia para os profissionais que ficam muito tempo em uma postura durante o tempo de trabalho: a Norma Regulatória NR 17 (Ergonomia), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), estabelece parâmetros que permite a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. Acesse e divulgue:


Fonte: http://www.protecao.com.br/noticias/geral/cinco_recomendacoes_para_quem_trabalha_em_pe/JyyAAJy4Ja/10545

sexta-feira, 15 de julho de 2016

ACIDENTE DE TRABALHO: CULPA OU VULNERABILIDADE DO TRABALHADOR?

Pesquisa avaliou fatores que contribuem para a ocorrência de acidentes de trabalho graves e fatais

Com o objetivo de contribuir para a melhoria da coleta de dados e análise de acidentes laborais graves e fatais pela auditoria fiscal do trabalho, o médico e auditor fiscal, Albino Pereira de Sampaio, realizou uma pesquisa que avaliou um conjunto de fatores relacionado com o trabalhador e com a organização do trabalho e a sua possível influência na causa das ocorrências. Tema da dissertação de mestrado de Albino no curso de pós-graduação da Fundacentro, o estudo foi baseado em relatórios de análises de 452 acidentes de trabalho graves ou fatais, no período 2009/2012, em diferentes estados brasileiros, com empresas de variados ramos de atividade e porte.

De acordo com Albino, a ausência de uma análise mais aprofundada sobre as causas dos acidentes podem levar a justificativas como fatalidade ou falta de atenção do trabalhador, quando o que está por trás é uma situação de vulnerabilidade do empregado pela falta de capacitação e ciência de risco na função que exerce. “Ao olhar o erro do outro, deixa-se de enxergar o fator de risco para todos, em especial para os que não o conhecem, por não terem ciência dele”, complementa o auditor fiscal.

No Podprevenir desta semana, Albino dá os detalhes da pesquisa e fala sobre as conclusões do estudo que questiona a culpa ou vulnerabilidade do trabalhador que sofre um acidente grave ou fatal. O estudo completo está disponível na página Pesquisas do site do Podprevenir, programate de rádio na web sobre segurança e saúde no trabalho. Também na versão mobile, opodcast pode ser acessado pelo endereço www.podprevenir.com.br

Fonte: http://revistacipa.com.br/acidente-de-trabalho-culpa-ou-vulnerabilidade-do-trabalhador/

INDÚSTRIAS BUSCAM CONSULTORIA PARA ADEQUAR MÁQUINAS ÀS NORMAS DE SEGURANÇA

A segurança do trabalho em linhas de produção está amparada por leis e normas que envolvem as máquinas da indústria. Uma delas é a NR-12, uma norma de difícil entendimento e aplicação. Isso requer um acompanhamento especializado para que as empresas saibam se o maquinário está adequado e se a indústria deve, dessa forma, investir em adequações e novos equipamentos, conforme explica Bruno Bilbao Adad, engenheiro de segurança do Instituto Senai de Tecnologia em Meio Ambiente e Química, localizado em Curitiba (PR).

Conforme o texto da norma, a NR-12 tem como objetivo garantir a “saúde e a integridade física dos trabalhadores e estabelece requisitos mínimos para a prevenção de acidentes e doenças do trabalho nas fases de projeto e de utilização de máquinas e equipamentos de todos os tipos, e ainda à sua fabricação, importação, comercialização, exposição e cessão a qualquer título, em todas as atividades econômicas”.

De acordo com Adad, a complexidade da norma torna necessário um acompanhamento. “Isso de fato é complexo uma vez que deve-se analisar e observar cada detalhe de todas e cada uma das máquinas e enquadrá-las nos parâmetros da NR-12 para que, com base nessas observações, a empresa possa priorizar suas ações”.

O Instituto Senai de Tecnologia em Meio Ambiente e Química, que fica na CIC (Cidade Industrial de Curitiba), possui uma equipe de consultores para avaliação de máquinas e equipamentos, o que permite que as empresas tenham maquinário de acordo com essas instruções. Esse foi o caso da Metalkraft, indústria que trabalha com peças automotivas. A empresa precisa de consultorias regularmente e teve a última delas realizada no primeiro semestre de 2016. “Conforme fazemos melhorias, pedimos a consultoria do Senai para saber se os equipamentos estão adequados”, explica Luciane de Souza Gomes Vilas Boas, do setor de Recursos Humanos da Metalkraft.

Para a profissional da empresa, a consultoria do Senai traz confiança, por se tratar de uma instituição que possui foco na indústria. “Buscamos sempre o Senai porque a gente tem total segurança nas informações técnicas. Os consultores são muito práticos e objetivos para atender a um cliente específico, que é a indústria”, diz Luciane.

Adad afirma que as consultorias para esse tipo de norma são importantes para que as empresas possam implementar suas ações. “Um adequado diagnóstico da situação é fundamental para a boa gestão da prevenção de acidentes na empresa, assim como ajuda a evitar acidentes pela rápida visualização dos riscos, além de a empresa contar com o apoio de um time de consultores altamente gabaritados, que fornecem suporte às empresas sempre que demandados”, explica.

Fonte: http://revistacipa.com.br/industrias-buscam-consultoria-para-adequar-maquinas-as-normas-de-seguranca/

quinta-feira, 7 de julho de 2016

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE DISPONIBILIZA ANTEPROJETO DE LEI SOBRE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS INDUSTRIAIS

Está aberto para consulta pública, o Anteprojeto de Lei que tem como finalidade discutir e propor estratégias e arranjos para estabelecer o controle de substâncias químicas de uso industrial


Por ACS/D.M.S em 04/07/2016



Está disponível no site do Ministério do Meio Ambiente (MMA), oAnteprojeto de Lei que tem como objetivo discutir e propor estratégias que possibilitem o controle de substâncias químicas industriais, para que não sejam colocadas no mercado nacional sem que haja avaliação e controle dos seus riscos, tanto para o meio ambiente como para a saúde humana.

Este trabalho foi aprovado no mês passado e um dos seus principais objetivos compreende a criação do Cadastro Nacional de Substâncias Químicas Industriais. Para quem quiser participar desta iniciativa, é necessário preencher o Formulário de Contribuição que ficará no ar até o dia 14 de agosto, com sugestões fundamentadas e devidamente identificadas.

A elaboração deste documento foi feita por um Grupo de Trabalho (GT) que, de acordo com Fernando Vieira Sobrinho, da Fundacentro de São Paulo, foi criado pela Comissão Nacional de Segurança Química (CONASQ), da qual ele faz parte. Leia sobre a fundamentação e elementos técnicos do Anteprojeto de Lei. A CONASQ desenvolve um trabalho de articulação intersetorial e de fomento de ações voltadas à segurança química da agenda nacional e internacional.

Fernando comenta ainda que no GT que elaborou o Projeto de Lei, o pesquisador Gilmar da Cunha Trivelato, representou a Fundacentro. As reuniões tiveram início em 2014 e foram analisadas as legislações nacionais, assim como modelos e experiências de outros países na gestão e controle de substâncias químicas.

As contribuições serão compiladas e a proposta de lei será encaminhada ao Congresso Nacional. A previsão é de que o texto do Anteprojeto esteja pronto até o final do ano.

O pesquisador salienta que esta iniciativa também faz parte das discussões do SAICM, programa internacional acordado pelo Brasil, cujo principal objetivo é que até 2020 todos os países tenham um sistema seguro para gestão de substâncias químicas.

Estima-se que entre 10 mil e 15 mil substâncias são colocadas no mercado nacional sem que haja acompanhamento ou controle sistemático por parte do poder público.

O GT foi composto por representantes do setor público, privado e da sociedade civil, incluindo trabalhadores, representados pelo Ministério do Meio Ambiente (coordenador do grupo), Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (relator do grupo), Ministério da Saúde, Ministério de Minas e Energia, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS) e Fundacentro.


Fonte:http://www.fundacentro.gov.br/noticias/detalhe-da-noticia/2016/7/ministerio-do-meio-ambiente-disponibiliza-o-anteprojeto-de-lei-sobre-substancias-quimicas

GINÁSTICA LABORAL SERÁ OBRIGATÓRIA NO SERVIÇO PÚBLICO

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou no dia 5 de julho a proposta que obriga os órgãos e as entidades da administração pública federal (direta e indireta) a oferecerem, no próprio local de trabalho, atividades de ginástica laboral aos seus servidores.

O texto aprovado é o substitutivo do deputado Adelmo Carneiro Leão (PT-MG) ao Projeto de Lei 6083/09, do deputado Luiz Couto (PT-PB).

O relator retirou a previsão do projeto original de pausa de, no mínimo, dez minutos a cada quatro horas de trabalho para os exercícios para quem realiza esforço físico repetitivo.

O texto aprovado estabelece três fases para a ginástica laboral – preparatória, compensatória e de relaxamento – que deverão ser adaptadas a cada ambiente de trabalho.

“As argumentações que justificam a adoção da ginástica laboral, como as do projeto, estão respaldadas no adoecimento do servidor, e não na prevenção e na promoção da educação para a saúde, como preconizado pelos objetivos maiores da ginástica laboral”, disse Leão.

Leão incluiu na proposta aprovada que a ginástica laboral deverá ser conduzida por profissionais das áreas de fisioterapia, terapia ocupacional ou educação física.

No trabalho
A proposta aprovada determina que as atividades de ginástica laboral sejam realizadas no local e no horário do trabalho, vedada a prorrogação da jornada de trabalho e posterior compensação do tempo de ginástica.

O texto original prevê que os períodos preenchidos pela ginástica serão contados como tempo efetivamente trabalhado. Dessa forma, a administração pública não poderá usar a participação na atividade como argumento para exigir, dos seus servidores, a prorrogação não remunerada da jornada de trabalho.

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto foi aprovado pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público em junho de 2010.

Fonte: http://revistacipa.com.br/ginastica-laboral-sera-obrigatoria-no-servico-publico/

terça-feira, 5 de julho de 2016

ESPECIALISTA ALERTA PARA OS RISCOS EXISTENTES NA CONSTRUÇÃO DAS REDES ELÉTRICAS SUBTERRÂNEAS

Palestras foram realizadas em junho
Por ACS/ A. R. em 05/07/2016


O engenheiro de Segurança do Trabalho da Fundacentro e especialista em espaços confinados, Francisco Kulcsar Neto, em palestras realizadas no mês de junho, alertou para os riscos existentes na instalação de redes elétricas em locais subterrâneos.

A primeira palestra aconteceu no Centro de Convenções Frei Caneca, no evento Redes Subterrâneas de Energia Elétrica/2016, da RPM Brasil, com o tema Segurança em Espaços Confinados, e a segunda, durante a realização da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT) da ETEC Escola Técnica Estadual José Rocha Mendes, com o tema Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados.

Cada dia mais presente nas grandes metrópoles, os cabeamentos da parte elétrica já vem sendo realizados em dutos subterrâneos como forma de evitar acidentes e até mesmo melhorar o aspecto visual. Em São Paulo, já podemos notar a ausência de fiação elétrica na avenida Paulista e rua Oscar Freire, locais de grande circulação de pedestres.

Além desses benefícios das redes subterrâneas de energia, a AES Eletropaulo destaca ainda a valorização dos imóveis, a possibilidade de manutenção de mais árvores nas áreas urbanas, a redução do número de interrupções de energia elétrica, a redução de acidentes envolvendo a população, entre outros. Entretanto, se há por um lado a redução dos acidentes envolvendo a população, como ficam os trabalhadores que exercem atividades subterrâneas?

As razões para os acidentes e riscos associados à atividade envolvem os próprios riscos elétricos, os riscos atmosféricos, como a deficiência ou excesso de oxigênio no local, e ainda, a possibilidade de vazamentos de tanques de gasolina subterrâneos e a possível migração de vapores para as galerias com instalações de rede elétrica. Neste caso, onde são encontrados vapores inflamáveis e rede elétrica, caracterizaria o espaço confinado como uma Área Classificada.

Kulcsar observa que muitos trabalhadores podem perder suas vidas por energização acidental ou energização não pretendida durante os trabalhos de manutenção elétrica. Outra situação que pode gerar óbitos entre os trabalhadores que trabalham com energias perigosas e espaços confinados ocorre na operação de limpeza. “Algumas empresas não estão considerando as operações de limpeza como atividades de manutenção, o que tem levado a ocorrência de acidentes”, coloca.

Em uma das palestras, Kulcsar apresentou um tutorial onde destacou os 10 passos para a implantação da NR-33.

Figuram nessa lista, a nomeação de um profissional com conhecimento na área, o responsável técnico, elaboração do cadastro de espaços confinados, atenção para o anexo 1 da NR 33 que identifica e bloqueia os espaços confinados, elaboração de procedimentos, APR – Análise Preliminar de Riscos, PET – Permissão de Entrada e Trabalho, Controle de Energias Perigosas com Bloqueio e Etiquetagem, utilização de equipamentos de avaliação atmosférica, ventilação, iluminação, comunicação, movimentação interna, medidas de contingenciamento, equipes de resgate previamente designadas, realização de exames periódicos nos trabalhadores, capacitação dos trabalhadores, elaboração de um diário de segurança, DDS – Diálogo Dário de Segurança e avaliação do programa anual.

Espaços Confinados e Rede Elétrica: uma combinação que requer segurança

Considera-se espaço confinado toda área que não seja projetada para ocupação humana contínua, que apresente dificuldade de acesso aos trabalhadores e que tenha pouca ou nenhuma ventilação ou outros riscos atmosféricos internos. Podem ser qualificados como galerias subterrâneas, tanques, bueiros, depósitos subterrâneos, entre outros.

Foi pensando nessas limitações de espaço, na dificuldade de locomoção e nos riscos presentes para os trabalhadores que desempenham atividades nos espaços confinados, que o engenheiro desenvolveu o Guia Técnico da NR-33, em parceria conjunto com o engenheiro Sérgio Augusto Letízia Garcia da Superintendência Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul.

Para o engenheiro, há como associar as duas atividades, ou seja, espaços confinados e as instalações de redes elétricas subterrâneas, desde que haja o cumprimento da Norma Regulamentadora NR-33 SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS e da NR 10 – SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE, entre outras, especialmente no que se refere à proteção do trabalhador.

Kulcsar ressalta ainda que a ausência de treinamento específico no segmento de instalação de redes elétricas em locais subterrâneos pode comprometer todo um trabalho de prevenção.

Fonte: http://www.fundacentro.gov.br/noticias/detalhe-da-noticia/2016/7/especialista-alerta-para-os-riscos-existentes-na-construcao-das-redes-eletricas-subterraneas

1 EM CADA 5 CASOS DE ACIDENTE DE TRABALHO TEVE SEQUELAS

Beto Soares/Estúdio Boom

Data:30/06/2016 / Fonte: IBGE

Em 2013, 12,4% das 4,9 milhões de pessoas de 18 anos ou mais que sofreram acidente de trabalho ficaram com alguma sequela ou incapacidade (613 mil) e 32,9% deixaram de realizar atividades habituais (1,6 milhão). Já entre as 4,5 milhões de pessoas nessa faixa etária que sofreram algum acidente de trânsito com lesões corporais, 32,2% foram no deslocamento para o trabalho (1,4 milhão) e 9,9% trabalhando (445 mil). É o que mostra o quarto volume da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013: Indicadores de Saúde no Mercado de Trabalho. A pesquisa mostra, ainda, que o percentual de pessoas que sofreram acidentes de trabalho era maior entre homens (5,1%) do que entre mulheres (1,9%).

Neste quarto volume da PNS 2013 analisou-se a relação entre a condição no mercado de trabalho e alguns temas já contemplados nos volumes anteriores, tais como: pessoas com deficiência; posse de plano de saúde; diagnóstico de depressão; fatores de risco e proteção à saúde, entre outros.

No mesmo ano, 3,1% das pessoas de 18 anos ou mais sofreram alguma violência ou agressão por desconhecido (4,6 milhões). Em 18,4% dos casos, a violência ou agressão ocorreu no local de trabalho (846 mil). Já as agressões ou violências vindas de conhecidos atingiram 2,5% das pessoas com 18 anos ou mais (3,7 milhões), sendo que 11,9% delas (439 mil) foram agredidas no trabalho. A PNS 2013 também revela que os portadores de alguma das deficiências investigadas (intelectual, motora, auditiva e visual) tinham rendimento médio mensal habitual 11,4% menor (R$ 1.499) que os sem deficiência (R$ 1.693). Já as pessoas que trabalhavam à noite, mesmo que o turno começasse durante o dia, tinham rendimento médio de R$ 2.073, 21,2% maior que o dos ocupados exclusivamente durante o dia (R$ 1.710).

Enquanto a ocorrência de depressão entre a população de 18 anos ou mais havia sido de 7,6% em 2013, entre aqueles que não trabalhavam nem procuravam emprego (população fora da força de trabalho), a proporção era de 10,2%, ou seja, um em cada dez. Para a população ocupada, a proporção havia sido de 6,2% e, entre os desocupados, 7,5%. A população fora da força de trabalho também apresentou proporção maior (12,6%) de pessoas que tomavam remédio para dormir do que as demais.

Por outro lado, as três doenças crônicas com as maiores prevalências na população (hipertensão arterial, colesterol alto e dor nas costas) eram maiores entre as pessoas ocupadas do que entre as desocupadas. Já a dengue diagnosticada por médico atingiu cerca de 11,7 milhões de pessoas ocupadas (12,6%) em 2013.

Os resultados completos do quarto volume da PNS podem ser acessados aqui.

Metade das pessoas que sofreram acidente de trabalho deixaram de realizar atividades habituais
Em 2013, 3,4% das pessoas de 18 anos ou mais de idade se envolveram em acidente de trabalho nos 12 meses anteriores à pesquisa (4,9 milhões), sendo 5,1% dos homens (3,5 milhões) e 1,9% das mulheres (1,5 milhão). Devido a esse acidente, 32,9% das pessoas deixaram de realizar suas atividades habituais (1,6 milhão) e 12,4% ficaram com alguma sequela ou incapacidade (613 mil). No trânsito, 3,1% das pessoas na mesma faixa de idade sofreram algum acidente com lesões corporais (4,5 milhões): 32,2% no deslocamento para o trabalho (1,4 milhão) e 9,9% trabalhando (445 mil).

No Brasil, 3,1% de pessoas de 18 anos ou mais sofreram alguma violência ou agressão (física, sexual, psicológica) por pessoa desconhecida nos 12 meses anteriores à entrevista (4,6 milhões). Destas, 18,4% sofreram a violência ou agressão no local de trabalho (846 mil). Já as agressões ou violência vindas de conhecidos atingiram 2,5% das pessoas com 18 anos ou mais (3,7 milhões), sendo que 11,9% delas foram agredidas no trabalho (439 mil). Quando o agressor era conhecido, as proporções foram de 1,8% para os homens (1,3 milhões) e 3,1% para as mulheres (2,4 milhões). Quando o agressor era desconhecido, o percentual de vítimas do sexo masculino foi maior: 3,7% (2,6 milhões) contra 2,7% para as mulheres (2,1 milhões).

Portadores de deficiência recebem 11,4% a menos que os sem deficiência
Com rendimento médio mensal habitual de R$ 1.499, as pessoas com pelo menos uma das deficiências investigadas pela PNS (intelectual, motora, auditiva e visual) recebiam 11,4% a menos do que aquelas sem deficiência (R$ 1.693).

O percentual de pessoas com deficiência física foi maior entre aqueles fora da força de trabalho (2,8%) do que entre os ocupados (0,8%) e os desocupados (0,5%). Entre os ocupados, 21,7% declararam ter grau intenso ou muito intenso de limitações em suas atividades habituais, inclusive o trabalho.

A deficiência visual foi a mais frequente entre as pessoas de 14 anos ou mais (4,3%) e atingia 3,1% dos ocupados, 1,7% dos desocupados e 6,4% dos fora da força. Entre as 1,6 milhão de pessoas com ao menos uma das deficiências investigadas, 17,2% trabalhavam na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (702 mil); 17,7% no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (722 mil); e 13,8% na indústria (562 mil).

Quem trabalha à noite recebe 21,2% a mais que quem se ocupa de dia
Entre as 90,1 milhões de pessoas ocupadas de 18 anos ou mais de idade, 14,9% trabalhavam à noite (entre 22h e 5h), incluindo aqueles cujo turno começava durante o dia e se estendia por um período da noite. Os grupamentos com os maiores percentuais de trabalho noturno foram: alojamento e alimentação (39,3%) e transporte, armazenagem e correio (29,4%). O rendimento médio habitual desses trabalhadores (R$ 2.073) superava o dos diurnos (R$ 1.710) em 21,2%.

Entre os ocupados, 1,7% trabalhavam em turnos ininterruptos de 24 horas (com rendimento médio habitual de R$ 2.645) e 28,8% deles o faziam mais de uma vez por semana. As maiores proporções de trabalhadores em turnos de 24 horas estavam nos grupamentos da administração pública (25,4%) e da educação, saúde e serviços sociais (23,6%).

Uma em cada dez pessoas fora da força de trabalho sofre de depressão
O percentual de pessoas com 18 anos ou mais de idade com diagnóstico de depressão foi de 7,6% em 2013 (11,2 milhões), entre os ocupados foi 6,2% (5,6 milhões), 7,5%, desocupados (374 mil), e 10,2% estavam fora da força de trabalho (5,2 milhões). A população fora da força de trabalho também apresentou proporção maior (12,6% ou 6,5 milhões) de pessoas que tomavam remédio para dormir do que as demais (5,0% ou 4,5 milhões entre os ocupados e 4,3% ou 214 mil entre os desocupados).

Tanto no domínio da população de 18 anos de idade quanto no da população ocupada desta mesma faixa etária, as mulheres apresentaram prevalências de diagnóstico de depressão mais elevadas que os homens (10,9% e 10,1%, respectivamente, frente a 3,9% e 3,3% para os homens).

Entre os ocupados, a idade da pessoa e o diagnóstico de depressão aumentavam juntos até o grupo etário de 60 anos ou mais, quando a prevalência de depressão voltava a reduzir. Entre as pessoas de 40 a 59 anos, 8,2% tiveram diagnóstico de depressão, enquanto para aqueles com 60 anos ou mais de idade, 7,4%.

As três doenças crônicas não transmissíveis mais comuns na população em geral foram hipertensão arterial (31,3 milhões de pessoas), colesterol alto (18,4 milhões) e problema crônico de dor nas costas (27,0 milhões). Nos três casos, as prevalências eram maiores entre as pessoas ocupadas do que entre as desocupadas. As pessoas fora da força de trabalho registraram os maiores percentuais, pois o grupo é composto por pessoas com idade avançada, faixa etária em que as doenças crônicas são mais presentes, especialmente para pessoas de 65 a 74 anos de idade (25,5% ou 2,9 milhões de pessoas com colesterol alto; 52,7% ou 6,0 milhões com hipertensão arterial e 28,9% ou 3,3 milhões com problema crônico de coluna).

Quanto à ocorrência de DORT (Distúrbio Osteomolecular Relacionado ao Trabalho), a diferença foi pequena entre os ocupados (2,8% ou 2,5 milhões) e os desocupados (2,6% ou 129 mil).

32,5% da população ocupada tinha plano de saúde médico ou odontológico
Em 2013, a proporção de pessoas ocupadas que dispunham de algum plano de saúde médico ou odontológico (32,5% ou 30,2 milhões de pessoas) superava a das desocupadas (16,3% ou 926 mil) e a daqueles fora da força de trabalho (24,7% ou 15,3milhões). Entre os ocupados, 41,2% tinham seus planos de saúde pagos pelo titular através do trabalho atual ou anterior (12,4 milhões), enquanto os planos de 41,0% dos desocupados eram pagos pelo empregador de outra pessoa, titular do plano (380 mil).

Nos 12 meses que antecederam a pesquisa, 70,5% das pessoas com 18 anos ou mais consultaram um médico (113,1 milhões) e 44,9% delas, um dentista (72,1 milhões). Entre as pessoas fora da força de trabalho, esses percentuais chegaram a 74,9% (46,3 milhões) e 39,2% (24,2milhões), respectivamente.

No mesmo período, 8,8% da população fora da força de trabalho precisou ser internada em hospitais por pelo menos 24 horas (5,4 milhões de pessoas). Entre os ocupados, o percentual foi de 4,8% (4,5 milhões) e, entre os desocupados, 4,2% (239 mil).

Entre a população ocupada, 12,6% já tiveram dengue e foram diagnosticados por um médico, o que equivale a cerca de 11,7 milhões de pessoas. Para o total das pessoas com 14 anos ou mais, a PNS já havia divulgado que essa prevalência era de 12,0%.

13,5% dos ocupados que não fumavam e que trabalhavam em locais fechados eram fumantes passivos
Em 2013, 14,7% das pessoas de 18 anos ou mais fumavam tabaco (21,5 milhões) e 14,5%, cigarro (21,2 milhões). Entre as pessoas ocupadas, os fumantes de tabaco correspondiam a 15,2% (13,7 milhões) e entre os desocupados, 17,4% (868 mil). Para as pessoas fora da força de trabalho, o percentual era menor (13,5% ou 6,9 milhões). Das pessoas que não fumavam e que trabalhavam em ambientes fechados, 13,5% estavam expostas ao fumo passivo no local de trabalho (7,6 milhões).

Desocupados se exercitam mais
No âmbito do trabalho, são considerados indivíduos fisicamente ativos aqueles que andam a pé, fazem faxina pesada, carregam peso ou realizam outra atividade física que requeira esforço físico intenso, sendo estas atividades vinculadas ao exercício do trabalho, por 150 minutos ou mais na semana. No Brasil, 14,0% das pessoas de 18 anos ou mais eram ativas no trabalho (20,5 milhões). No lazer, 22,5% das pessoas praticavam o nível recomendado de atividade física (32,9 milhões).

Em relação à condição no mercado de trabalho, 25,2% dos ocupados (22,7 milhões), 31,1% dos desocupados (1,6 milhão) e 16,8% das pessoas fora do mercado de trabalho (8,6 milhões) praticavam o nível recomendado de atividade física no lazer.

Consumo abusivo de álcool atinge 20,5% dos desocupados e 17,6% dos ocupados
As populações ocupada e desocupada não registraram comportamento diferenciado em relação ao hábito de consumir bebida alcoólica. Entre as pessoas ocupadas, 33,1% consumia bebida alcoólica uma vez ou mais por mês (29,8 milhões) e 30,0% consumiam uma vez ou mais por semana (27,0 milhões). Entre os desocupados, estes percentuais eram, respectivamente, 33,3% (1,7milhão) e 30,8% (1,5 milhão). Entretanto, a proporção de pessoas com consumo abusivo de álcool nos últimos 30 dias anteriores à pesquisa foi de 17,6% para as ocupadas (15,8 milhões) e 20,5% para as desocupadas (1,0 milhão). Foi considerado consumo abusivo de álcool a ingestão de cinco ou mais doses de qualquer bebida alcoólica para homens e quatro ou mais doses para mulheres em uma única ocasião.

A população fora da força de trabalho apresentou proporções menores de consumo de álcool. Esse fato pode estar relacionado à idade, uma vez que, na população de 60 anos ou mais, 14,2% costumavam ingerir bebida alcoólica, e este grupo etário compõe parte significativa das pessoas fora da força.

A população desocupada apresentou percentual menor de pessoas com consumo regular de feijão (69,3% ou 3,5 milhões) e de peixe ao menos uma vez ao dia (52,0% ou 2,6 milhões). Por outro lado, o consumo de frutas e hortaliças (39,7% ou 2,0 milhões), de leite com teor integral (65,0% ou 3,3 milhões) e de refrigerantes açucarados (30,6% ou 1,5 milhão) entre os desocupados foi maior do que o observado para as populações ocupada e fora da força.

No que tange aos hábitos alimentares, os determinantes de uma boa alimentação estão mais associadas ao sexo, idade e escolaridade das pessoas do que à condição no mercado de trabalho. Além disso, quanto maior o nível de escolaridade e o grupo de idade, melhor tende a ser o hábito de consumo alimentar.

Fonte: http://www.protecao.com.br/noticias/estatisticas/1_em_cada_5_casos_de_acidente_de_trabalho_teve_sequelas/JyyAA5jjAQ/10488