quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

MOMENTO DOCE E CHEIO DE SIGNIFICADO PARA AS NOSSAS VIDAS…

É tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca.

É momento de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro de nossos corações. É sempre tempo de contemplar aquele menino pobre, que nasceu numa manjedoura, para nos fazer entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui. Noite cristã, onde a alegria invade nossos corações trazendo a paz e a harmonia.

O Natal é um dia festivo e esperamos que o seu olhar possa estar voltado para uma festa maior, a festa do nascimento de Cristo dentro de seu coração.

Que neste Natal você e sua família sintam mais forte ainda o significado da palavra amor, que traga raios de luz que iluminem o seu caminho e transformem o seu coração a cada dia, fazendo que você viva sempre com muita felicidade.

Também é tempo de refazer planos, reconsiderar os equívocos e retomar o caminho para uma vida cada vez mais feliz e plena.

Teremos outras 365 novas oportunidades de dizer à vida, que de fato queremos ser plenamente felizes. Que queremos viver cada dia, cada hora e cada minuto em sua plenitude, como se fosse o último. Que queremos renovação e buscaremos os grandes milagres da vida a cada instante. Todo Ano Novo é hora de renascer, de florescer, de viver de novo.

Aproveite este ano que está chegando para realizar todos os seus sonhos!

FELIZ NATAL E UM ANO NOVO COM MUITA PAZ E AMOR!

FUNDACENTRO DISPONIBILIZA LIVRO COM A HISTÓRIA DOS 50 ANOS DA INSTITUIÇÃO EM VERSÃO DIGITAL

Ações contribuíram para a construção da área de segurança e saúde no trabalho no país

Por ACS/C.R. em 21/12/2016


No ano em que a Fundacentro comemora os seus 50 anos, ela disponibiliza para a sociedade um livro que conta a sua história. Instituída em 21 de outubro de 1966, com a publicação da Lei nº 5.161, a instituição iniciou as comemorações do seu aniversário há dois meses, quando apresentou a obra aos presentes, com uma palestra da autora Cristiane Oliveira Reimberg. Agora já é possível fazer o download do livro no portal institucional, na Biblioteca Digital.

O livro Fundacentro: meio século de segurança e saúde no trabalho é fruto de pesquisa realizada pelo Grupo de Resgate Histórico – GRH desde 2008, que reuniu documentos, colheu 19 depoimentos, fotos e informações sobre a história da instituição. Além disso, a autora, que é jornalista e atual coordenadora do grupo, realizou 37 novas entrevistas presenciais entre dezembro de 2015 e abril de 2016, focadas na elaboração do livro. Outros depoimentos foram colhidos por e-mail e por telefone assim como se realizou um trabalho de coleta de informações com as 13 unidades descentralizadas (UDs) da instituição: 7 pessoas entrevistadas por e-mail, 1 por telefone e 43 informantes de regionais (por e-mail ou telefone). No total, foram ouvidas 107 pessoas.

“Nesta obra, assumimos o compromisso de dar voz aos sujeitos da história, aqueles que fizeram e fazem a Fudacentro acontecer, e por isso buscamos ouvir todos que pudemos, tentando não nos limitarmos à história oficial. Ela está presente através dos documentos antigos, das publicações da época, mas as entrevistas buscaram dar vivacidade ao que estava registrado”, afirma a jornalista na introdução do livro.

Esta história é apresentada em três capítulos: “A criação da Fundacentro”, “As unidades pelo Brasil” e “Uma história de intervenção e pesquisa”. A narrativa começa buscando responder a questão “De onde viemos?”, assim aponta as discussões que antecederam e culminaram na criação da instituição. Conta-se como foram definidos os primeiros estatutos de 1968 e os trabalhos pioneiros desenvolvidos pela então Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, desde dezembro de 1978 chamada como “Fundação Jorge Duprat Figueiredo, de Segurança e Medicina do Trabalho”. São mostrados fatos como o nascimento da biblioteca em 1969, a criação da Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO) em 1973 e o processo de construção da sede da Fundacentro em São Paulo, o Centro Técnico Nacional (CTN), em Pinheiros, que iniciou suas atividades em fevereiro de 1983.

No segundo capítulo, conta-se a história de cada uma das 13 UDs da Fundacentro presentes em diferentes regiões do país: Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Campinas/SP, Campo Grande/MS, Curitiba/PR, Florianópolis/SC, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA, Santos/SP e Vitória/ES. “Com o objetivo de expandir as ações da instituição a todo território nacional, as UDs começaram a ser criadas na década de 1970. Havia uma forte relação entre a criação delas e um projeto de formação e educação de profissionais de SST”, explica Reimberg na introdução do livro.

O terceiro capítulo busca retratar três grandes temas: a atuação da Fundacentro na elaboração da legislação em SST; o papel educativo da instituição; e um resumo deste meio século de estudos e atividades em prol da saúde e da segurança do trabalhador. “Essas três questões estão interligadas, visto que, muitas vezes, as pesquisas geram intervenções. Já em outras, a necessidade de intervenção leva ao desenvolvimento de estudos”, aponta a autora.

São relatados fatos como a participação dos técnicos da Fundacentro na elaboração das Normas Regulamentadoras (NRs); a formação dos primeiros profissionais da área - 104.828 médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem do trabalho, engenheiros e técnicos de segurança entre 1973 e 1985; as publicações produzidas ao longo da história; e a criação da Pós-Graduação “Trabalho, Saúde e Ambiente” em 2011.

Na conclusão do livro, são apresentadas algumas dificuldades atuais como o reduzido número de servidores, a necessidade de concursos públicos e a falta de verba para diárias e passagens. Dados de junho de 2016 apontavam a existência de 277 servidores ativos, dos quais 68 estavam em abono permanência, ou seja, em condições de se aposentar.

“Se começamos o livro perguntando ‘De onde viemos?’, nas considerações finais tentamos refletir sobre ‘Para onde vamos?’. Não trazemos uma resposta pronta, pelo contrário, apresentamos algumas das inquietações que nos foram reveladas pelos servidores durante as entrevistas, em conversas de corredores, em reuniões das comissões existentes. Na verdade, essa resposta terá que ser dada por cada um nós, sujeitos desta história, nos próximos anos que serão construídos. Eis a questão filosófica e existencial clássica que move a humanidade. Eis o nosso desafio”, conclui a jornalista na introdução do livro.

Fonte:http://www.fundacentro.gov.br/noticias/detalhe-da-noticia/2016/12/fundacentro-disponibiliza-livro-com-a-historia-dos-50-anos-da-instituicao-em-versao-digital

SÍLICA CRISTALINA E ASBESTO SÃO ANALISADOS POR ALUNOS DA PÓS-GRADUAÇÃO


Programa de treinamento é coordenado pela área de Higiene e Pós da entidade


A sílica cristalina e o asbesto, agentes químicos considerados carcinogênicos pela Organização Mundial da Saúde, por vários estudos, inclusive da Fundacentro, estão sendo pesquisados por alunos do curso do Programa Pós–Graduação da Fundacentro, o Mestrado Stricto Sensu “Trabalho, Saúde e Ambiente” e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O Programa de Treinamento para coleta de poeira respirável e para análise de sílica cristalina e asbesto, em sua 8ª edição, tem como objetivo capacitar os técnicos para coleta de material particulado suspenso no ar de acordo com normas, métodos e procedimentos validados.

Coordenado pela pesquisadora da Coordenação de Higiene do Trabalho, Ana Maria Tibiriçá Bon, em parceria com a coordenadora de Pós-graduação da Fundacentro, Teresa Cristina Nathan Outeiro Pinto, Ana explica que o objetivo de um Programa dessa natureza é capacitar os profissionais para trabalhos em campo, estimulando-os a realizarem uma avaliação ambiental representativa dos locais de trabalho. Também se busca preparar os profissionais para que eles possam realizar uma análise crítica se as condições encontradas em campo são aquelas planejadas na estratégia de amostragem ou se serão necessários ajustes em função da realidade observada.

Dividido em parte teórica e prática, o Programa deve oferecer ao aluno melhor aptidão quanto à representatividade das amostras coletadas e com isso obter melhor aderência, seja na avaliação da exposição do trabalhador, como na avaliação de medidas de controle, explica a coordenadora.

Com carga horária de 30 horas, o Programa é direcionado aos alunos que possuam projeto que envolva coleta de campo, sendo oferecido certificado de estágio.

A percepção dos alunos

Ana Tibiriçá ressalta a importância de realização desse Programa como parte de um processo a ser cumprido. Para ela, é necessário que o profissional da área de Higiene Ocupacional tenha desenvolvido “feeling” para avaliação ambiental.

A coordenadora explica ainda que os trabalhos de campo das pesquisas que envolvem alunos de mestrado são desenvolvidos em função do tema, objetivo e aderência com os projetos desenvolvidos na Fundacentro. Como exemplo, Ana destacou um aluno que irá trabalhar com um tema voltado para o artesanato de pedra sabão, onde os trabalhadores são expostos a particulado de talco, podendo adquirir talcose.

A talcose pode ser agravada quando o talco tem como contaminantes a sílica cristalina e fibras de asbestos e, nesse caso, será utilizada a avaliação ambiental quantitativa do material particulado no ar, a fim de verificar o quanto esse talco possui desses contaminantes.

Outro caso será a pesquisa de mestrado de uma aluna de pós-graduação na área de toxicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, co-orientanda de Ana Tibiriçá que irá estudar os biomarcadores precoces de exposição à sílica e asbestos.

Para executar a atividade de coleta é necessário preparar uma série de materiais nos laboratórios da Fundacentro. Isso requer planejamento e recursos para o estabelecimento da estratégia e logística da coleta das amostras para cada trabalho de campo. Os equipamentos devem chegar em perfeitas condições no local onde será realizada a coleta, assim como, deverão retornar ao laboratório em perfeitas condições para análise.

Ao longo do programa, a pesquisadora observou que a percepção dos alunos vai se modificando, na medida em que verificam ser necessário conhecer em detalhes as metodologias sobre a coleta e análise para depois realizarem o trabalho de campo. Contudo, Ana ressalta que é muito comum encontrar profissionais com algumas lacunas nos conhecimentos de Higiene Ocupacional e principalmente de que amostragem e análise de agentes químicos fazem parte de um único processo. “Percebo que as pessoas têm dificuldade para compreender que a amostra é parte de uma metodologia”, ressalta.

Para a pesquisadora, uma amostra mal coletada pode comprometer a qualidade do resultado das pesquisas desenvolvidas, assim como, o processo de tomada de decisão sobre as questões de segurança e saúde no trabalho das organizações. Daí a importância de se coletar uma boa amostra e obter bons resultados.

Um outro aspecto destacado pela professora é o fato de que os alunos que utilizarão dados quantitativos em seus projetos de mestrado precisam estudar com profundidade o assunto para que as suas dissertações apresentem resultados e informações que de fato possibilitem a melhoria das condições de trabalho.

O Programa de Treinamento de 2016 foi realizado no período de 21 a 25 de novembro.

Equipe dos laboratórios

No Laboratório de Instrumentação da entidade foram apresentados os procedimentos de preparação, calibração, carregamento de baterias, e descarregamento de dados das bombas de amostragem utilizadas na avaliação ambiental de particulados e os responsáveis são os técnicos, Teresa Cristina Nathan Outeiro Pinto, Nilce Aparecida Pastorello, Amarildo Aparecido Pereira e Glaucia Nascimento de Souza Veloso.

Já no Laboratório de Microscopia, Gravimetria e Difratometria de Raios (MLGD): na sala de gravimetria, a técnica Leila Cristina Alves Lima apresentou aos alunos a análise gravimétrica para filtros de membrana coletados em vários dispositivos de amostragem, de acordo com a NHO 03 e NHO 08; na sala de microscopia, a técnica Norma Conceição Amaral apresentou os procedimentos de amostragem e análise de fibras e na sala da Difração de Raios X (NHO 04), Ana Maria apresentou os procedimentos para preparação e análise qualitativa e quantitativa de sílica cristalina na fração respirável.

Fonte: http://www.fundacentro.gov.br/noticias/detalhe-da-noticia/2016/12/silica-cristalina-e-asbesto-sao-analisados-por-alunos-da-pos-graduacao

terça-feira, 22 de novembro de 2016

SAÚDE E SEGURANÇA: Índices do FAP com vigência em 2017 estão disponíveis para consulta

Data-limite para formulários, homologações e contestações é 30 de novembro

Da Redação (Brasília) – Levantamento feito pela Secretaria de Previdência mostra que mais de 86% dos estabelecimentos empresariais brasileiros estão na faixa bônus do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) – multiplicador calculado anualmente que incide sobre a alíquota do Seguro Acidente de Trabalho (SAT). Ou seja, tiveram o índice FAP 2016, com vigência em 2017, menor que um (>1). Isso significa que essas empresas investiram mais na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. A metodologia do FAP beneficia estabelecimentos que registam números mais baixos de acidentes e benefícios acidentários.

Acidentes e doenças do trabalho ocorrem em todas as empresas, independentemente da forma que são tributadas. Para expressar a realidade dos acidentes e doenças do trabalho em todas as atividades econômicas, o cálculo do FAP considera a realidade de todos os estabelecimentos. Dessa forma, em igualdade de condições, todas devem poder contar com seu FAP como um indicador objetivo para considerar a melhoria de seus ambientes de trabalho no planejamento de seus investimentos. Para a vigência 2017, o FAP foi calculado para o universo de 3.563.738 estabelecimentos (CNPJ completo).

Contestação – O Fator Acidentário de Prevenção (FAP) 2016, com vigência no próximo ano, poderá ser contestado administrativamente durante todo o mês de novembro (desde o dia 1° ao dia 30) exclusivamente por meio de formulário eletrônico dirigido ao Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional (DPSSO) da Secretaria de Previdência. Serão analisadas apenas as contestações que contenham possíveis divergências de dados previdenciários que compõem o fator.

As decisões proferidas pelo DPSSO poderão ainda ser julgadas, se for o caso, em grau de recurso; ou seja, em segundo e último grau administrativo pela Secretaria de Políticas de Previdência Social (SPPS). A empresa terá o prazo de 30 dias, contados da data da publicação do resultado da análise do DPSSO no Diário Oficial da União, para encaminhar o recurso em segundo grau, também por meio de formulário eletrônico. Esses documentos estão disponíveis também nos portais da Receita Federal do Brasil e da Secretaria de Previdência.

A Portaria no 390/2016, do Ministério da Fazenda, publicada nesta sexta-feira (30) no DOU, traz todos os prazos relativos à contestação do FAP. Apenas a empresa diretamente envolvida terá acesso ao detalhamento dos dados, por meio das páginas eletrônicas da Previdência Social e da Receita.

Metodologia – Criado em 2010, com o objetivo de incentivar as empresas a investirem na melhoria das condições de trabalho e de saúde do trabalhador, o FAP é um multiplicador, que varia de 0,5 a 2 pontos, aplicado às alíquotas de 1%, 2% ou 3% do SAT incidentes sobre a folha de salários das empresas para custear aposentadorias especiais e benefícios decorrentes de acidentes de trabalho.

O FAP varia anualmente. É calculado sempre sobre os dois últimos anos de todo o histórico de acidentalidade da Previdência Social.

Pela metodologia do FAP, pagam mais os estabelecimentos que registrarem maior número de acidentes ou doenças ocupacionais. Por outro lado, o Fator Acidentário de Prevenção serve para bonificar os que registram acidentalidade menor. Quando não for registrado nenhum caso de acidente de trabalho, por exemplo, o estabelecimento pagará a metade da alíquota do Seguro Acidente de Trabalho (SAT).

FAP 2017 – Prazos
Publicidade do FAP: 30/09/2016
Preenchimento do Formulário Eletrônico para Desbloqueio de Bonificação: 03/10/2016 a 30/11/2016
Homologação Eletrônica do Desbloqueio pelo Sindicato: até 30/11/2016
Contestação Eletrônica: 01/11/2016 a 30/11/2016
Todos os procedimentos são realizados por meio dos sites da Previdência e da Receita Federal do Brasil.

ATENÇÃO  A partir do cálculo 2016, vigência 2017, o preenchimento do formulário eletrônico para desbloqueio de bonificação, homologação eletrônica do desbloqueio pelo sindicato e contestação eletrônica serão realizados por estabelecimento (CNPJ Completo) e não mais por empresa (CNPJ Raiz).

Fonte: http://www.abho.org.br/saude-e-seguranca-indices-do-fap-com-vigencia-em-2017-estao-disponiveis-para-consulta/

terça-feira, 25 de outubro de 2016

ESTUDO ALERTA PARA A EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A AGROTÓXICOS EM ESTUFAS DE FLORES

Foto: Divulgação
Um estudo da Fundacentro alerta para uma realidade pouco conhecida: o alto nível de exposição ocupacional a agrotóxicos nos ambientes de estufa de flores e plantas ornamentais. Responsável por mais de 200 mil empregos diretos, o setor é hoje o terceiro maior produtor mundial nesse segmento e o segundo maior exportador do planeta, de acordo com o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor).

“As pessoas estão mais preocupadas com a presença de agrotóxicos nos alimentos, mas ninguém se preocupa com a quantidade do produto em uma orquídea, por exemplo, e menos ainda com quem está sendo exposto a esses pesticidas”, explica a técnica da Fundacentro Paula Monteiro Nassar, responsável pela pesquisa. Ela lembra também que ainda não existe uma regulamentação específica para a atividade.

O estudo foi feito com trabalhadores da região do Alto Tietê, um dos mais importantes polos produtores do estado de São Paulo. Segundo o levantamento, a falta de informação é um dos principais problemas do setor. “A maioria, que executava atividades relacionadas com o manejo de plantas, relatou que nunca leu os rótulos desses produtos e tampouco recebeu capacitação para o manuseio seguro ou descarte dos agrotóxicos”, complementa Paula.

Devido ao ambiente enclausurado das estufas, os trabalhadores que exercem essa atividade estão mais expostos aos pesticidas do que aqueles que trabalham em campo aberto. O resultado é o risco de adoecimento a médio ou longo prazo, como o desenvolvimento de câncer, efeitos neurológicos, reprodutivos, entre outros danos.

A técnica da Fundacentro dá os detalhes da pesquisa na edição desta semana do podcast Podprevenir, disponível na internet (www.podprevenir.com.br).

Segurança nas alturas 
No canal de vídeos do site Podprevenir, o destaque desta semana é o audiovisual Trabalho em Altura (NR-35), produzido pelo SESI. O vídeo aborda as recomendações da NR-35 para a realização do trabalho em altura com segurança. Entre os procedimentos necessários, o vídeo mostra a importância de treinamento teórico e prático, análise de risco e condições de impedimento, medidas de controle, proteção individual e coletiva, tipos de acidentes, como proceder em situações de emergência, entre outras práticas.

Assista:


Fonte: http://revistacipa.com.br/estudo-alerta-para-a-exposicao-ocupacional-a-agrotoxicos-em-estufas-de-flores/

PESQUISA INDICA EXAUSTÃO EMOCIONAL E ESTRESSE CRÔNICO ENTRE ENFERMEIROS DA ÁREA ONCOLÓGICA

Um estudo realizado com 231 enfermeiros da área de Oncologia do Instituto Nacional de Câncer do Rio de Janeiro (INCA) mostra que as características do trabalho desses profissionais podem causar sérios danos à saúde, principalmente doenças cardiovasculares. A pesquisa foi tese de doutorado do enfermeiro Juliano dos Santos, que também trabalha no INCA. O objetivo foi avaliar o risco cardiovascular e a prevalência de outros fatores de adoecimento, com destaque para a hipertensão arterial e a carga alostática, que avalia o nível de estresse crônico.

Trabalho em turnos alternados, elevada carga horária, exposição a constantes pressões psicológicas no atendimento a pacientes com câncer e seus familiares são algumas das características da atividade que favorecem o adoecimento. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) considera a enfermagem uma das profissões mais estressantes da atualidade.

Segundo Juliano, o estudo revelou dados alarmantes: mais de 40% dos profissionais pesquisados apresentaram nível de pressão arterial alterado no período de sono; 49,4% cortisol elevado (o que está relacionado com estresse crônico), além de 42,4% colesterol total limítrofe/alto. A pesquisa também mostrou que 55% apresentaram exaustão emocional e 39% prevalência de Síndrome de Burnout. “Outro agravante são os hábitos e estilos de vida desenvolvidos dentro do processo de trabalho, principalmente má alimentação e a falta de atividades físicas, que contribuem para esses resultados”, explica Juliano. O pesquisador chama a atenção para o fato de se tratar de profissionais relativamente jovens, na faixa etária entre 30 e 39 anos, e apenas com cinco anos em média de atuação na instituição.

Na edição desta semana do Podprevenir, o enfermento apresenta outros dados da pesquisa e aponta possíveis saídas para o problema. O podcast pode ser acessado no portal Podprevenir (www.podprevenir.com.br) e está disponível também na versão mobile.


Fonte:http://revistacipa.com.br/pesquisa-indica-exaustao-emocional-e-estresse-cronico-entre-enfermeiros-da-area-oncologica/

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

SÃO PAULO RECEBERÁ MAIOR FEIRA DE TECNOLOGIAS PARA SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHADOR

Após dois anos, São Paulo volta a sediar a Fisp – Feira Internacional de Segurança e Proteção, maior evento voltado para o setor de saúde e segurança no trabalho da América Latina, que acontece entre os dias 5 e 7 de outubro, no São Paulo Expo. Em sua 21ª edição, a feira apresenta o potencial do setor, através de 700 expositores com soluções voltadas à prevenção de acidentes e doenças no trabalho.

Voltada a profissionais do setor de saúde e segurança do trabalho (tais como técnicos e engenheiros do trabalho, bombeiros, gerentes, médicos do trabalho, inspetores de riscos, RH, cipeiros, empresários, etc), a feira promove a qualificação e a troca de conhecimento através de uma ampla grade de palestras e cursos ministrados por especialistas de diversas áreas. Durante o Show de Qualificação Profissional em SST, por exemplo, os visitantes terão a chance de participar de debates sobre a disseminação da cultura prevencionista com abordagens atuais de maior interesse e amplitude profissional.

A Fisp é uma iniciativa da Cipa Fiera Milano com realização da Associação Brasileira dos Distribuidores e Importadores de Equipamentos e Produtos de Segurança e Proteção ao Trabalho (Abraseg), Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho (Animaseg) e o Sindicato da Indústria de Material de Segurança (Sindiseg).

Mercado nacional de EPIs
O mercado nacional de EPI representou R$ 4,64 bilhões em 2015, segundo dados do último levantamento realizado pela Animaseg. Os segmentos de maior destaque são: calçados (33%); luvas (27%) e vestimentas de segurança (20%). No mercado global, com faturamento de US$29 bilhões, o Brasil teve participação de 5%.


Serviço
21ª FISP | Feira Internacional de Segurança e Proteção
Evento Simultâneo: 12ª Fire Show | International Fire Fair
Mais informações: www.fispvirtual.com.br

Fonte:http://revistacipa.com.br/sao-paulo-recebera-maior-feira-de-tecnologias-para-saude-e-seguranca-trabalhador/

BENZENO: SEGURANÇA À SAÚDE NOS POSTOS DE COMBUSTÍVEIS

Banco de Imagens Intercamp
Brasília/DF - Num período de seis a quinze anos, todos os 39 mil postos de combustíveis do país terão que instalar junto às bombas de gasolina sistema de recuperação de vapores. A determinação consta na portaria 1.109 do Ministério do Trabalho publicada no dia 22 de setembro no Diário Oficial da União. A portaria inclui na Norma Regulamentadora 9, que trata de Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, o anexo II sobre exposição ocupacional ao benzeno em postos revendedores de combustíveis. Essa é uma grande vitória dos trabalhadores que lutam para melhorar as condições de segurança e saúde no ambiente laboral.
Foram cerca de cinco anos de negociação, envolvendo uma subcomissão que teve a participação das representações que compõem a Comissão Nacional Permanente do Benzeno (CNPBz ) com posterior apreciação pela Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) , nas quais a CNQ esteve presente desde o início, representada pelo atual Secretário Geral, Itamar Sanches (Sindipetro-SP), e pelo atual Secretário de Saúde do Trabalhador, Antonio Goulart (Sindipolo RS).

Para o Secretário Antonio Goulart, a negociação do Acordo durante tantos anos foi por conta de muita incompreensão e protelações por parte da bancada patronal que refutava as melhorias, pretendidas pelos trabalhadores.

"Somente depois do envolvimento do Ministério do Trabalho é que o assunto foi parar na CTPP e uma nova subcomissão foi organizada para aparar as arestas e buscar conciliação para os pontos controversos’, conta Goulart. "Essa formação teve a maturidade de todos os envolvidos nas discussões ou, seja, a bancada dos trabalhadores, do governo e da patronal. Cabe salientar que foi de fundamental importância para esse desfecho vitorioso a participação dos companheiros frentistas que integram a bancada dos trabalhadores na CNPBz e dos representantes da nossa Confederação (CNQ/CUT), que atuaram insistentemente nesse processo, priorizando a garantia de um ambiente menos insalubre aos trabalhadores e à população que utiliza os postos", destacou.

O secretário geral da CNQ, Itamar Sanches, esteve presente à assinatura da Portaria do MTb na reunião da CTPP - Exposição Ocupacional ao Benzeno em Postos Revendedores de Combustíveis - PRC - da Norma Regulamentadora n.º 9 - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, no último dia 22 de setembro, em Brasília.

Os prazos e regras
O anexo tem 14 itens que traçam as medidas de segurança e definem os prazos para implantação da norma, que visa reduzir o risco de acidente e contaminação pelo benzeno. De acordo com o item 14.1, que determina a instalação do sistema de recuperação de vapores, as bombas anteriores a 2004 terão que ser trocadas até 2022. Já os equipamentos até 2019 terão um prazo de 15 anos para serem substituídos.

Com a aprovação do anexo II da NR 9 fica proibido em todo território nacional abastecer o veículo, após o acionamento da trava de segurança da bomba. Os postos terão um ano para se adaptar a essa regra.

A partir de agora, os frentistas não poderão mais usar flanelas, estopas e tecidos similares para conter respingos e extravasamentos de combustíveis líquidos contendo benzeno. A limpeza terá que ser feita com papel toalha e o trabalhador precisará usar luva, que faz parte do Equipamento de Proteção Individual(EPI).

UNIFORME
De acordo com o artigo 11.3 do anexo, os postos de combustíveis ficarão responsáveis pela higienização dos uniformes dos funcionários. A limpeza terá que ser realizada pelo menos uma vez por semana.

As empresas também terão que deixar à disposição dos funcionários um conjunto de uniforme extra, para troca em situações que haja contaminação pelo benzeno. De acordo com o anexo, esse item já está em vigor.

CAPACITAÇÃO
Os trabalhadores que exercem atividades com risco de exposição ocupacional ao benzeno terão que fazer curso de capacitação com carga horária de 4 horas. O curso deverá ser renovado a cada dois anos. As empresas terão até 24 meses para implantar essa medida.

No curso, os trabalhadores receberão orientação sobre o risco de exposição ao benzeno, conceitos básicos sobre monitoramento ambiental, biológico e de saúde, além de tomarem conhecimento dos sintomas e sinais de intoxicação ocupacional pelo produto.

Os funcionários de postos também terão que zelar pela segurança e saúde de pessoas que possam ser afetadas pela exposição ao benzeno e comunicar a empresa situações que possam representar riscos.

CONTROLE MÉDICO
Os trabalhadores expostos ao benzeno também terão que realizar, com frequência mínima semestral, hemograma completo com contagem de plaquetas e reticulócitos, independentemente de outros exames previstos no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). Todos os exames terão quer ser catalogados e entregues ao trabalhador num prazo máximo de 30 dias, após a emissão dos resultados.

CONSCIENTIZAÇÃO
Os postos terão que afixar junto às bombas de combustíveis cartaz com os dizeres: "A GASOLINA CONTÉM BENZENO, SUBSTÂNCIA CANCERÍGENA. RISCO À SAÚDE. " A medida visa conscientizar o trabalhador e a sociedade sobre os riscos de contaminação pelo benzeno contido na gasolina.

A implementação do anexo II da NR 9 será gradativa de acordo com a classificação de cada item. Algumas regras já estão em vigor e deverão ser implantadas ainda neste ano. Em setembro de 2017, a Comissão Nacional Permanente do Benzeno se reunirá para avaliar a implantação das novas medidas. 


Fonte: www.protecao.com.br/noticias/legal/benzeno:_seguranca_a_saude_nos_postos_de_combustiveis/JyyAAcjbAc/10899

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

NR35 TRABALHO EM ALTURA: O QUE PRECISO SABER?

Trabalho em altura é uma atividade que exige muita atenção e cuidado tanto por parte do empregado quanto empregador. O empregado porque precisa ter os conhecimentos adequados e a empresa porque precisa oferecer condições de segurança para que as atividades sejam realizadas sem risco.

Diariamente presenciamos situações de risco em que as pessoas esquecem dos procedimentos de segurança, tais como proteção ao limpar vidros e janelas, andaimes com rodinhas sem trava, profissionais trabalhando com eletricidade sem proteção, improvisação, riscos desnecessários, e muitas outras situações que podem resultar em acidentes e poderiam ser evitadas.

Independente do ramo da empresa, a integridade e segurança do trabalhador deve vir em primeiro lugar, de forma que o funcionário receba instruções ao iniciar suas atividades, que seus equipamentos estejam funcionando perfeitamente e que o local de trabalho esteja bem sinalizado.

As atividades em que mais ocorrem acidentes são as de manutenção, reparação e limpeza, além da construção civil de modo geral. Todos os anos milhares de trabalhadores são afastados devido a lesões, quedas, o que na maior parte das vezes causa sequelas irreparáveis.

Durante uma queda além da lesão o profissional sofre também com o susto, o que pode agravar ainda mais o acidente, por isso é tão importante que ele tenha recebido não só treinamento da empresa, como também tenha certificado na área em que atua.

A NR 35 de forma clara abrange todas as condições necessárias para a realização do trabalho em altura. Definindo os critérios necessários para o início das obras. É importante ressaltar que se for verificada uma situação de risco, os trabalhadores poderão se recusar a trabalhar até que o ambiente esteja seguro novamente.

Todo trabalho em altura precisa ser planejado, organizado, e executado por trabalhador capacitado e autorizado. Esse cuidado oferece segurança para a empresa, para os clientes e o mais importante para o próprio trabalhador.

Sempre que houver outra forma de realizar determinado trabalho, a altura deve ser evitada, assim como quando o risco de queda não puder ser eliminado, a empresa deverá investir em medidas que minimizem as consequências.

Todos os funcionários da sua empresa possuem certificado? Você gostaria de minimizar os riscos e afastamentos devido aos acidentes? Invista em treinamento e forme uma melhor equipe de trabalho. 

Fonte: www.institutosc.com.br/isc/blog/nr-35-riscos-que-podem-ocorrer-no-trabalho-em-altura

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=mvOpzyyS_ag


PORTARIAS ALTERAM NORMAS REGULAMENTADORAS 9, 12, 34 E 35

Divulgação Honda
Data: 22/09/2016 / Fonte: Redação Revista Proteção 


Brasília/DF - Cinco portarias que trazem alterações às Normas Regulamentadoras 9, 12, 34 e 35 foram assinadas pelo ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira de Oliveira na última quarta-feira (21) e publicadas na seção 1 do Diário Oficial da União de hoje (22).

As mudanças na NR 12 (Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos) se deram por meio das Portarias 1.110 e 1.111, que trouxeram algumas alterações na redação da norma e dos Anexos 6 - Panificação e Confeitaria, 7 - Máquinas para Açougue e Mercearia, 11 - Máquinas e Implementos para Uso Agrícola e Florestal e 12 - Equipamentos de Guindar para Elevação de Pessoas e Realização de Trabalho em Altura. Uma das novidades é o acréscimo do item 12.5.1, que estabelece que as empresas não precisam observar novas exigências advindas de normas técnicas publicadas posteriormente à data de fabricação, importação ou adequação de suas máquinas e equipamentos, desde que esses atendam as exigências da NR 12 publicada pela Portaria 197/2010, seus anexos e suas alterações, bem como às normas técnicas vigentes à época de sua fabricação, importação ou adequação.

OUTRAS
A Portaria nº 1.109 aprovou o Anexo 2 - Exposição Ocupacional ao Benzeno em Postos de Revendedores de Combustíveis - PRC da NR 9 (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA). O texto define os requisitos mínimos de Segurança e Saúde no Trabalho para as atividades com exposição ocupacional ao benzeno em PRCs e busca complementar as exigências e orientações já previstas na legislação de SST em vigor no Brasil. 

As alterações na redação da NR 34 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval) ficaram definidas a partir da Portaria nº 1.112. A definição de cabine de pintura foi adicionada à NR.

O item 35.5 - Equipamentos de Proteção Individual, Acessórios e Sistemas de Ancoragem sofreu alteração na NR 35 (Trabalho em Altura) por meio da Portaria nº 1.113. Também, foi incluído na norma o Anexo 2 - Sistema de Ancoragem.

Fonte: www.protecao.com.br/noticias/legal/portarias_alteram_normas_regulamentadoras_9,_12,_34_e_35/JyyAAcjyAA/10856

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

eSocial é adiado para 2018

Beto Soares/Estúdio Boom
Brasília/DF - A Resolução nº 2, assinada no dia 30 de agosto de 2016 e publicada hoje (31) na seção 1 do Diário Oficial da União, adiou a data de obrigatoriedade de utilização do eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas). 

Para os empregadores e contribuintes que faturaram em 2016 mais de 78 milhões de reais a data estipulada é 1º de janeiro de 2018. Os demais empregadores e contribuintes deverão adotar a ferramenta até 1° de julho do mesmo ano. Ainda será definido o tratamento diferenciado que será dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte, ao microempreendedor individual com empregado, ao segurado especial e o pequeno produtor rural. O objetivo é simplificar o processo de implantação e uso do eSocial para estas categorias de empregadores.

Após os respectivos prazos, as empresas ainda têm seis meses de adaptação até começarem a prestar as informações dos eventos relativos à saúde e segurança dos trabalhadores. Os empregadores e contribuintes obrigados a utilizarem o eSocial que deixarem de prestar as informações no prazo fixado ou apresentá-las com incorreções ou omissões ficarão sujeitos às penalidades previstas na legislação específica.

Fonte: www.protecao.com.br/noticias/geral/esocial_e_adiado_para_2018/JyyAAQjgJj/10780

sábado, 13 de agosto de 2016

O INÍCIO DAS SIPATS

A iniciativa que começou precária ganhou o auxílio de novas tecnologias e possibilidades


De acordo com a NR 5, regulamentada pela Portaria 3.214 em 8 de junho de 1978, as empresas são obrigadas a promover anualmente a SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho). 

A imensa variedade de métodos colocados à disposição fez com que essa iniciativa se modernizasse ao longo dos tempos. Nos dias de hoje se dispõe de uma grande facilidade de recursos eletrônicos de mídia; audiovisuais em profusão. Há também a interação com grupos de teatro; competições por setores das empresas; sorteios de brindes; bingos; raspadinhas de segurança. Enfim, basta um pouco de criatividade para que uma boa SIPAT aconteça. Se ela - efetivamente - alcança o seu objetivo é outra história. 

Mas nem sempre foi assim. Há 30 anos, antes mesmo da obrigatoriedade prevista em lei, uma boa parcela de empresas já se preocupava em organizar anualmente um evento que tratasse internamente das questões da Saúde e Segurança do Trabalho. O nome era até muito parecido, chamava-se de SPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho). 

PRINCÍPIO
Pois bem, comecei a participar de algumas delas nessa época. Aliás, lembro com muitas saudades disso. A grande maioria que nos lê não tem a mínima ideia de como os profissionais de Segurança do Trabalho - que atuavam nos anos 70/80 - se viravam para, além de mostrar a importância do seu trabalho, fazer com que os colaboradores pudessem, pelo menos por uma semana no ano, se conscientizar sobre a necessidade da prevenção dos infortúnios laborais.

Impossível esquecer as palestras sobre a necessidade do uso dos EPIs que eram acompanhadas de uma apresentação visual com figuras projetadas numa tela, ou, às vezes, na própria parede clara de uma sala. E não eram estas imagens que vemos nas apresentações de PowerPoint usadas nodatashow atualmente, mas aquelas de formato quadrado e pequeno que eram encaixadas num carretel de um aparelho chamado projetor de slides. Falar de um projetor de slides para qualquer pessoa que tenha menos que 35 anos é a mesma coisa que explicar a ela que existiu um telefone em que se discava um número quando se queria ligar para alguém.

E os filmes de 16 mm então? Esse material vinha de outros países, mostrando a sua realidade prevencionista. Mas era o recurso visual mais moderno que havia. Não se dispunha de produção nacional - o que veio a acontecer somente na década de 1990. Estes filmes, de curta duração, se apresentavam em pequenos rolos que precisavam de um projetor específico. Quantas e quantas vezes me lembro que - no meio da apresentação - o filme se partia. A projeção era interrompida e a película era colada com fita adesiva. Pacientemente, as pessoas aguardavam o reparo. Esse equipamento dispunha de uma lâmpada halógena que tinha validade por um número determinado de horas. Em diversas ocasiões, no ápice da cena, a lâmpada queimava. Um verdadeiro anticlímax. Era nessa hora que alguém se lembrava de que não havia nenhuma outra para substituir. Frustração geral, do profissional de segurança e da plateia.

AVALIAÇÃO
Jamais me esquecerei de um destes filmes. Dias atrás encontrei uma cópia num cassete. Será que alguém ainda se lembra de o que é - ou foi - um vídeo cassete? Pois é, o filme tinha o título de "A Segurança dos seus Olhos Depende de Você". Já o vi tantas vezes que eu dizia as falas junto com o narrador. Ele mostra a simulação de um acidente ocorrido numa fábrica americana, onde um pedaço de metal penetra no olho de um trabalhador - naturalmente sem que ele estivesse fazendo uso de um óculos de segurança - e, depois, toda a cirurgia para a retirada do objeto. Cenas bem impressionantes, mas de efeito imediato. Todo mundo saía da sala de projeção usando o EPI ou indo diretamente no almoxarifado da empresa à procura de um. Para o profissional de segurança era a glória. Certeza de objetivo cumprido. 

SIPAT ou SPAT? Cada uma na sua época! Mas que a SPAT trazia uma realização maior ao profissional de segurança pelas dificuldades em conseguir fazê-la, não há dúvida! 

Fonte: http://www.protecao.com.br/materias/memoria/o_inicio_das_sipats/AAy5Jy

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

ESPECIALISTA FAZ ADAPTAÇÃO DE MÉTODO INÉDITO NO PAÍS PARA AVALIAR A SATISFAÇÃO NO TRABALHO

Com o objetivo de suprir as lacunas dos métodos disponíveis no Brasil para avaliar a satisfação dos profissionais nos ambientes de trabalho, a enfermeira e doutora em Ciências da Saúde, Ana Cláudia de Souza, fez a adaptação de um instrumento desenvolvido nos Estados Unidos, pelo psicólogo Paul Elliot Spector, para ser aplicado na realidade brasileira.

Reconhecida e utilizada também na Europa, a Pesquisa de Satisfação no Trabalho (Job Satisfaction Survey) é composta por 36 itens, divididos em nove domínios (remuneração, promoção, supervisão, benefícios, recompensas, condições operacionais, colaboradores, natureza do trabalho e comunicação), que procuram medir a satisfação do indivíduo com o seu trabalho. Segundo Ana Cláudia, a insatisfação com a atividade laboral pode levar o trabalhador a desenvolver síndromes ou doenças ocupacionais, como estresse, doenças cardíacas, alérgicas e Burnout.

“Daí a importância de uma avaliação eficaz que possa contribuir para promover as mudanças necessárias nos ambientes de trabalho, já que o nível de satisfação dos profissionais com sua atividade laboral impacta diretamente na produtividade, no desempenho, na saúde e no bem-estar dos trabalhadores”, ressalta a especialista.

Na edição do poscast Podprevenir, Ana Cláudia fala sobre as vantagens da metodologia e como o instrumento pode ser utilizado em diferentes ambientes de trabalho. Ela também dá um exemplo da aplicação do método para melhorar as condições de saúde e segurança dos trabalhadores, e explica como os interessados podem ter acesso ao material.

Disponível também na versão mobile, o Podprevenir, programete de rádio na web sobre segurança e saúde no trabalho, pode ser acessado pelo endereçowww.podprevenir.com.br. No canal de vídeos do site, o destaque da semana é o documentário Eletricitários, que mostra o processo de trabalho no setor elétrico brasileiro, abordando os riscos e o descaso com a prevenção.

Fonte: http://revistacipa.com.br/especialista-faz-adaptacao-de-metodo-inedito-no-pais-para-avaliar-a-satisfacao-no-trabalho/

FISCAIS IDENTIFICAM TRABALHO IRREGULAR NA VILA OLÍMPICA

Divulgação/Fundacentro
Data: 10/08/2016 / Fonte: Ministério do Trabalho 

Rio de Janeiro/RJ - Auditores fiscais do Ministério do Trabalho identificaram irregularidades na contratação de trabalhadores nas instalações olímpicas, no Rio de Janeiro. As empresas envolvidas foram convocadas para adequação de procedimentos e poderão ser autuadas. A ação fiscal foi realizada na segunda e terça-feira, em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT), e faz parte do calendário de fiscalizações das Olimpíadas.

Cerca de 3.500 trabalhadores encontrados em situação irregular atuam em bares e lanchonetes. Exerciam jornadas de trabalho sem controle efetivo de duração e recebiam alimentação inadequada, como sanduíches e salgadinhos. Em algumas instalações, os trabalhadores atuavam sem assentos para descanso e em quiosques sem cobertura. Na hora do almoço, tinham que sentar no chão no horário das refeições.

As empresas responsáveis pelos trabalhadores foram convocadas para prestar esclarecimentos em reuniões e assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), e devem receber autos de infração. Os fiscais determinaram a mudança de conduta das empresas, que terão que cumprir as medidas estabelecidas. As recomendações também serão encaminhadas ao Comitê Rio 2016. São elas:

Garantia acesso de trabalhadores a refeitório, não sendo permitido aos trabalhadores tomarem suas refeições em outro local;

Disponibilização de água em local de fácil acesso;

Fornecimento de alimentação saudável e adequada no mínimo duas vezes por dia, para jornadas de oito horas; e três diárias no caso de jornada 12x36, considerando a impossibilidade de ingressar nas instalações olímpicas com alimentação;

Disponibilização de tendas, bonés e protetor solar;

Disponibilização de assentos para descanso em locais que possam ser utilizados por todos os trabalhadores durante as pausas;

Adoção de registro eletrônico de ponto previsto na legislação; e;

Não estender a jornada de trabalho além das oito horas diárias, acrescidas de duas horas extras excepcionais.
Com o compromisso de promover o Trabalho Decente nos Jogos Olímpicos Rio 2016, o Ministério do Trabalho conta com sete equipes de Auditores-Fiscais do Trabalho em atuação durante o evento e novas ações estão planejada para ocorrer.

Fonte: http://www.protecao.com.br/noticias/geral/fiscais_identificam_trabalho_irregular_na_vila_olimpica/JyyAAAjiJy/10673

GOVERNO ANUNCIARÁ NOVAS MUDANÇAS PARA MELHORAR NR 12

Divulgação/Comunicação/CTN/Fundacentro
Data: 10/08/2016 / Fonte: Ministério do Trabalho 

Brasília/DF - O governo federal deu mais um passo para o aperfeiçoamento da Norma Regulamentadora nº 12 (NR 12). Nesta quarta-feira (10), o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, recebeu o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira, para tratar de novas alterações nas regras de proteção aos trabalhadores. As mudanças, que devem ser anunciadas nos próximos dias, se referem às máquinas usadas em padarias e açougues e equipamentos de guindar, e foram discutidas previamente com representantes de trabalhadores e empregadores.

De acordo com a secretária de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho, Maria Teresa Pacheco Jensen, que também participou da reunião, o objetivo das novas mudanças é aperfeiçoar a NR 12 para que ela atenda às demandas dos empregadores sem prejuízo à proteção dos trabalhadores. "A NR 12 derivou da Comissão Nacional Tripartite Temática da NR 12, com participação dos trabalhadores, empregadores e do governo. O texto foi resultado de consenso. Então, ela tem, desde o início, esse caráter de construção coletiva", explica.

Maria Teresa lembra que, desde que foi criada, a norma vem sendo aperfeiçoada com base no consenso. Só no último ano, várias alterações importantes foram feitas, como, por exemplo: simplificação de algumas obrigações para micro e pequenas empresas; detalhamento das regras sobre as proteções necessárias em máquinas e implementos agrícolas, que antes geravam dúvidas; diferenciação na exigência relacionada à tensão (voltagem) para máquinas novas e usadas; criação de regras específicas para máquinas utilizadas no setor frigorífico; e inclusão de conceitos que reforçam a harmonia da NR 12 com as normas nacionais e internacionais (ABNT, ISO, IEC e Normas Europeias).

Polêmica - a NR 12 vem sendo pauta de debates e polêmicas entre alguns órgãos representantes de empresas e trabalhadores. Propostas para revogar a lei tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado sob a alegação de que a norma não condiz com a realidade. Maria Teresa, no entanto, rebate o argumento. "A norma foi um grande avanço na proteção dos trabalhadores. Ela descreve de maneira detalhada e avançada os requisitos mínimos para a prevenção de doenças e acidentes de trabalho com máquinas e equipamentos, e está de acordo com as regras internacionais. O Brasil não pode mais apresentar altos índices de acidentes de trabalho, como tem ocorrido nos últimos anos, e a NR 12 tem essa função", afirma.

De acordo com dados das Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs), informadas ao Ministério do Trabalho sempre que ocorrem acidentes, entre 2011 e 2015, 350.558 trabalhadores se acidentaram em máquinas, uma média de 70. 112 por ano. Desse total, 68.630 tiveram fraturas, 21.271 sofreram amputações e 994 morreram.


Fonte: http://www.protecao.com.br/noticias/geral/governo_anunciara_novas_mudancas_para_melhorar_nr_12/JyyAAAjiA5/10673

terça-feira, 19 de julho de 2016

DOR NAS COSTAS É A PRINCIPAL CAUSA DE AFASTAMENTO DO TRABALHO

As dores lombares são a maior causa de absenteísmo (falta no trabalho) dos brasileiros. Segundo dados da Previdência Social, somente no primeiro trimestre deste ano foram mais de 24 mil afastamentos, em média, 269 trabalhadores afastados por dia por causa de problemas na coluna. Um afastamento a cada cinco minutos.

Na maioria dos casos a dor nas costas é tratada de forma satisfatória com medidas pouco invasivas com o uso de analgésicos e fisioterapia. Porém, alguns pacientes não tem a mesma sorte e evoluem com o que chamamos de dor lombar crônica, definida assim quando a dor nas costas ocorre por pelo menos três meses no ano”, afirma o médico André Manso, um dos principais especialistas no Brasil no tratamento de dores crônicas.

Atualmente 10% das pessoas sofrem com dores lombares crônica. Uma em cada dez pessoas. Um estudo holandês, recentemente publicado em uma das mais importantes revistas de reumatologia do mundo, fez uma revisão a respeito da prevenção das dores lombares no ambiente de trabalho e concluiu que os homens têm maior propensão a desenvolver lombalgias durante o trabalho, provavelmente por terem mais atuação em atividades com sobrecarga muscular. Trabalhos que consistem na elevação de pesos frequentes causam maior número de lesões na coluna. Podemos citar trabalhadores da construção civil até funcionários de serviços de saúde (ex. transferência de pacientes entre leitos).

“Atividades que demandam muito tempo sentado ainda não foram definidas como maiores causadores de dores lombares, embora possam piorar quadros pré-existentes”, afirma o médico.

Como prevenir?
Uma vez que o carregamento de peso é uma das causas do aumento da incidência de dores lombares, faz sentido limitar não só a quantidade de peso mas também a frequência com a qual o trabalhador é exposto a essas sobrecargas.

“Agências americanas limitam o carregamento de peso a no máximo 23Kg. É muito importante também que não se caminhe longas distâncias com a carga de peso sustentada”, acrescenta o André.

Programas que visam melhorar a ergonomia dentro do ambiente de trabalho também são fundamentais. Empresas ou corporações que adotam medidas como ajuste de cadeiras, mesas e suportes de computadores, bem como programas de alongamento periódicos, apresentam menores incidências de dores lombares em seus funcionários.

“Atitudes individuais como atividades físicas frequentes e fortalecimento muscular são as principais formas de prevenção das dores lombares crônicas e não devem ser negligenciadas”, explica.

Como deve ser feito o tratamento dos pacientes com dores lombares?
O passo mais importante, sem dúvida alguma, é um diagnóstico preciso. A coluna lombar é formada por inúmeras estruturas que podem ser causas de dores e os exames de imagem (ex. ressonância nuclear magnética) podem ajudar a localizar a origem do problema. O médico ressalta que uma ferramenta extremamente útil de tratamento são os “bloqueios diagnósticos”.

“Os bloqueios diagnósticos são infiltrações realizadas de forma precisa, com ajuda de algum método de imagem (ex. raio-x, tomografia ou ultrassom). Por exemplo, se suspeitarmos que um músculo específico é a causa da dor do paciente, podemos infiltrar exatamente aquele ponto muscular, caso o paciente melhore, temos a certeza que aquele ponto era de fato a fonte da dor”, explica.

Esses bloqueios podem ser feitos com várias estruturas como disco intervertebral, facetas lombares (articulações entre as vértebras), hérnias de disco etc.

“É a única forma de termos certeza de onde vem a dor do paciente. Sabendo exatamente a fonte da dor, podemos traçar um plano de tratamento mais específico”, conclui.


Fonte: http://revistacipa.com.br/dor-nas-costas-e-a-principal-causa-de-afastamento-do-trabalho/

CINCO RECOMENDAÇÕES PARA QUEM TRABALHA EM PÉ

Beto Soares/Estúdio Boom
No ano passado, um artigo britânico chamou a atenção de trabalhadores do mundo todo. A publicação sugere que, ao invés de ficar sentado durante toda a jornada de trabalho, o profissional deveria ficar pelo menos duas horas da rotina em pé. Segundo o artigo, esse hábito torna a pessoa mais saudável. Na verdade, ainda não há comprovação científica sobre essa afirmação, mas já se sabe que trabalhar em pé não é uma novidade para professores, policiais, recepcionistas e vendedores, por exemplo. Independente da profissão, o blog da Saúde vai mostrar o que pode acontecer com as pessoas que mantém essa conduta.

Primeiramente, qualquer pessoa que trabalha muito tempo em pé pode acabar centralizando muito sangue nas pernas, além de sobrecarregar as articulações como o quadril e o joelho. Com isso, outros órgãos acabam tendo que compensar esse esforço. A panturrilha, por exemplo, quando contrai, empurra sangue para cima. "Se ela fica muito tempo parado, o coração vai ter que fazer mais esforço para fazer a circulação. Uma pessoa que trabalha atrás de um balcão vai se sentir cansada mais rápido do que um professor que movimenta todo o corpo mais vezes", detalha o ortopedista e especialista em Saúde do Trabalhador, Gabriel Pimenta, diretor do Hospital Federal do Andaraí (RJ).

Rayana Santos, 28 anos, além de atuar como gerente de vendas em uma concessionária de automóveis, trabalha como recepcionista para complementar a renda. Quando tem evento, fica em média de seis a oito horas em pé. E, muitas vezes, a jornada não acaba por aí. Rayana revelou que frequentemente faz dois eventos por dia com apenas uma hora de intervalo. "Até no intervalo eu não consigo ficar sentada o tempo todo. Depois de um dia puxado, dor no pé e nas costas é só o que tem. Graças a Deus não tenho nenhum problema na coluna, mas não tem jeito. O pé incha de ficar tanto tempo assim. Uma problema que percebi é que comecei a ter varizes. Estouraram várias na minha perna", conta Rayana. De acordo com o ortopedista Gabriel Pimenta, o aparecimento de varizes pode estar associado à rotina de trabalho da recepcionista.

Outro exemplo, citado pelo ortopedista, é de um mecânico que trabalha em pé com um carro elevado por macacos hidráulicos. A sobrecarga é grande nas pernas e no tronco, já que os braços ficam suspensos durante toda a atividade. Além disso, os batimentos cardíacos ficam alterados, a musculatura entra em sofrimento e, como consequência, vai sentir fraqueza. "Todas as situações você precisa avaliar com detalhe para tentar aliviar o cansaço, mas além dessas questões físicas, a fadiga também vai atrapalhar a atenção que você dá ao que você tem que fazer. Esse é o momento ideal para um acidente de trabalho e é assim que eles acontecem. Com muita frequência, no final da rotina, justamente quando o corpo não aguenta mais", explica o especialista.

Cuidados
Quem conhece a própria jornada precisa estar preparado para o que lhe espera. "Imagina aquele soldado que fica o tempo todo na guarita. Ele faz um trabalho muscular da panturrilha para poder acionar o sangue", alerta o ortopedista Gabriel. Veja agora as recomendações do especialista para evitar problemas com o excesso de sobrecarga no corpo:

1 - Faça atividade física pois o exercício é fundamental para fortalecer a musculatura e preparar você para qualquer atividade do dia, inclusive para o trabalho. Os alongamentos são importantes, mas eles funcionam como um aquecimento. A musculação e a corrida, nesses casos, vão trabalhar diretamente nas regiões que precisam estar fortes para manter o equilíbrio e a rotina. Ajudam a mente, previnem e contribuem para o tratamento de doenças, como a obesidade, a diabetes e a hipertensão.

2 - Se movimentar frequente durante a rotina de trabalho contribui para melhorar o funcionamento do corpo e evitar a fadiga. Não se esqueça de mexer o calcanhar. É importante lembrar que o corpo foi feito para se mexer.

3 - Use roupas leves. Se você coloca uma roupa pesada, você adiciona mais peso no seu corpo. A roupa certa e um calçado confortável farão diferença. Um sapato apertado não ajudará na circulação.

4 - O uso de uma cadeira especial chamada "banco semi sentado" pode oferece um encosto para aliviar as pernas e os pés e não sobrecarregar a postura. Encoste ali alguns minutos sempre que puder para ajudar.

5 - Coma melhor já que uma alimentação equilibrada e saudável também é importante para o funcionamento do corpo humano. Beba bastante água, coma mais alimentos in natura, alimentos com fibras ( como cereais, amêndoas com casca, amendoins, favas e vagem).

Erica Leão, professora, 31 anos, relembra dias em que a rotina em pé era mais intensa. "Eu dava aula em dois turnos e foi nessa época que comecei a ter muita dor na sola do pé e na região lombar das costas", lembra. Ela diz que se vai ficar muito tempo em pé, tenta usar um tênis ou um sapato mais confortável. " Também faço um esforço para corrigir minha postura que já não é muito boa. Quando posso, eu sento: na hora de fazer chamada, por exemplo, mas é muito difícil. Eu tento sempre alternar a posição já que eu dou aula no final do dia e meu corpo naturalmente está mais cansado", destaca Erica.

Para finalizar , uma boa notícia para os profissionais que ficam muito tempo em uma postura durante o tempo de trabalho: a Norma Regulatória NR 17 (Ergonomia), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), estabelece parâmetros que permite a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. Acesse e divulgue:


Fonte: http://www.protecao.com.br/noticias/geral/cinco_recomendacoes_para_quem_trabalha_em_pe/JyyAAJy4Ja/10545