sexta-feira, 29 de maio de 2015

PESQUISA REVELA O DESCONHECIMENTO SOBRE OS RISCOS COM AGENTES QUÍMICOS EM LABORATÓRIOS



Pesquisador da Fundacentro/SP é idealizador do estudo e conta um pouco mais sobre os riscos e perigos

Por ACS/R.M* em 29/05/2015


Um artigo publicado pela Revista Nature abordou a questão de proteção e segurança e os níveis de riscos aos quais os pesquisadores são expostos ao trabalharem em laboratórios. Ele apresentava o resultado de um questionário aplicado aos profissionais para saber se conheciam os riscos e perigos de se trabalhar com agentes químicos. A matéria do dia 3 de janeiro de 2013 mostra que os cientistas não estão tão seguros como eles pensam. Na pesquisa, observa-se que 86% de 2.400 cientistas entrevistados se sentem seguros em seu ambiente se trabalho.

O pesquisador e coordenador do setor de Higiene e Trabalho da Fundacentro São Paulo, Walter Pedreira, conta que ficou surpreso com o resultado da pesquisa: “Esses profissionais altamente qualificados, apesar de serem cientistas, poucos sabiam ao que estavam expostos e, se sabiam, estavam negligenciando”. Ele ressalta ainda que muitas vezes o profissional tem a consciência do risco, mas muitas vezes os minimizava para manter outras prioridades ou não associava o risco a própria pessoa.

Foi a partir disso que Walter, químico e doutor em Química Analítica pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares da USP, passou a desenvolver uma pesquisa voltada para a segurança química em laboratórios.

A pesquisa foi levada para os principais laboratórios da região sudeste. “Imaginamos que o sudeste seja o melhor cenário, você tem aqui uma maior concentração de riqueza, as melhores universidades do país. E a partir desses cenários, tentar traçar todo um quadro operacional”, afirma Walter Pedreira.

Para o professor do Departamento de Farmacologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, Marcelo Nicolás Muscará, é importante ter aulas dentro das universidades que tratem da segurança dentro dos laboratórios químicos. Ele também comenta que se sentiu surpreso por perceber que muitas vezes eles não sabiam os riscos aos quais estavam expostos.

O interesse, que surgiu relacionado ao assunto, fez com que a Universidade de São Paulo - USP e a Universidade Federal Fluminense - UFF abrissem suas portas para as palestras.

Mário Reis Júnior, da Universidade Federal Fluminense, também dá ênfase a importância do projeto dentro das universidades. “A gente não tem prevenção absolutamente nenhuma em relação à segurança, até mesmo na formação dos profissionais. Os alunos de pós são formados sem esse tipo de formação”. Ele conta ainda que muitas vezes não sabem nem por onde começar a introduzir uma forma de maior prevenção dentro dos laboratórios e que é absolutamente importante para a instituição ter alguém que possa falar sobre o assunto.

O projeto ainda está no começo, os pesquisadores tem visitado laboratórios e realizado um “check list” para identificar os perigos e os riscos. Walter se atenta ainda a explicar a diferença entre os dois. “O perigo vai estar sempre lá, é o produto químico. E o risco? Ai a gente tem que colocar um componente chamado ‘exposição’”, explica.

O projeto tem como objetivo entender o que há de errado nos laboratórios, relacionados à segurança, para que dessa forma seja possível apontar as medidas que podem ser tomadas para a prevenção à exposição, principalmente ao agente químico.

Walter conta que há o interesse em abranger o projeto para demais estados. “Nós temos Rio e São Paulo, mas pretendemos ir para Minas e Espírito Santo”.

Quando questionado sobre quais os princípios básicos para a segurança desses profissionais, ele destaca a acessibilidade dentro dos laboratórios, mas também fala sobre os conhecimentos dos perigos existentes dentro do local. “Conhecer o perigo, para evitar o risco. Conhecendo os perigos e os riscos você vai comandar o ambiente”. Ele frisa ainda a questão da educação para que esse conhecimento aconteça: “O princípio é a educação. Sem educação não somos nada”.

*Texto redigido pela estagiária, Rebeca Melo, sob supervisão de Cristiane Reimberg, MTb: 43999

Fonte: www.fundacentro.gov.br/noticias/detalhe-da-noticia/2015/5/pesquisa-revela-o-desconhecimento-de-trabalhadores-sobre-os-riscos-com-agentes-quimicos-em

quinta-feira, 28 de maio de 2015

CDEIC APROVA RELATÓRIO FAVORÁVEL À SUSPENSÃO DA NR 12

Beto Soares/Estúdio Boom

Data: 27/05/2015 / Fonte: Sinait 

Brasília/DF - Como já era previsto, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio - CDEIC da Câmara dos Deputados, que é composta majoritariamente por parlamentares ligados ao setor empresarial, aprovou, na manhã desta quarta-feira, 27 de maio, o parecer do relator, deputado Laércio Oliveira (SD/SE), ao Projeto de Decreto Legislativo - PDC 1408/2013, que susta a aplicação da Norma Regulamentadora - NR 12, sobre Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos.

Os deputados Helder Salomão (PT/ES) e Afonso Florence (PT/BA) foram os únicos que votaram contra o parecer por defenderem a retirada do PDC da pauta para que fosse discutido em audiência pública. O requerimento de retirada da matéria havia sido apresentado pelo deputado Helder Salomão, mas foi prejudicado pela inversão de pauta. "Os dados apresentados pelos Auditores-Fiscais do Trabalho mostram as consequências da falta de segurança. Eles podem contribuir com dados mais apurados frutos da experiência que possuem, em um debate para esclarecer a aplicação da Norma", afirmou.

Afonso Florence ressaltou a necessidade de apurar dados sobre as ocorrências de trabalhadores lesionados em razão da falta de segurança para que a discussão possa confrontar informações reais.

Helder Salomão reiterou que a Norma foi compactuada em Comissão Tripartite composta por representantes do governo, trabalhadores e empresários. "Nossa preocupação é com a segurança do trabalhador, que é a maior riqueza. As empresas que não protegem seus trabalhadores estão na contramão", disse o deputado. Ele acrescentou ainda que a Norma não entrou em vigor na data de sua publicação, mas foi estabelecido um prazo de cinco anos para que as empresas se adequassem. "O setor empresarial contribuiu e aprovou a Norma, agora está questionando", destacou o deputado.

De acordo com Salomão, a discussão deverá ser aprofundada na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço público - CTASP, onde já foi apresentado o parecer do presidente da Comissão, deputado Benjamin Maranhão (SD/PB) pela rejeição do PDC 1408/13. O relatório havia sido retirado de pauta a pedido do deputado Leonardo Monteiro (PT/MG), para ser apreciado em audiência pública daquela Comissão, que ainda não foi realizada. "É necessário que seja compatibilizada a segurança do trabalhador e o desenvolvimento econômico. Quantas vidas são maculadas em função da falta de segurança do trabalhador?", questionou Helder Salomão.

Presidente da CTASP
A presidente do Sinait, Rosa Maria Campos Jorge, e o vice-presidente da entidade, Carlos Silva, seguiram da CDEIC, onde acompanharam a discussão e votação do PDC 1408/13 municiando os parlamentares de informações sobre a importância da NR 12 para a segurança dos trabalhadores com base na experiência dos Auditores-Fiscais do Trabalho, para audiência com o presidente da CTASP, deputado Benjamin Maranhão (SD/PB).

A presidente informou que a discussão sobre a segurança do trabalhador ficou para ser definida na CTASP. "Um dos parlamentares que se manifestaram na CDEIC disse que reconhece que há a questão da segurança do trabalhador, mas que naquela comissão a discussão deve priorizar o interesse das empresas. É preciso que haja um equilíbrio", afirmou.

Rosa colocou-se à disposição do parlamentar para fornecer todas as informações necessárias sobre a questão.

O vice-presidente Carlos Silva explicou que os representantes empresariais alegam que a Norma passa de 40 itens a 240. Entretanto, as empresas terão que cumprir as normas referentes às suas máquinas e que, portanto, o universo se torna bem menor do que o apresentado de forma geral. "A CNI colaborou com a discussão da NR 12 até 2013 na Comissão Tripartite e a partir daí passou a obstruir o trabalho. Os empresários têm premissas equivocadas e defendem a sustação de forma irresponsável, porque metade dos acidentes de trabalho do país ocorrem com máquinas equipamentos, indistintamente em empresas grandes e pequenas", relatou.

De acordo com o deputado, diferente do Brasil, a Europa possui indenizações muito altas e, por isso, eles evitam a ocorrência de acidentes de trabalho. Então, é equivocada a comparação feita pelos parlamentares da CDEIC. "Vou realizar audiência pública para discutir o tema", afirmou Maranhão.

A categoria, em todo o país, acompanha a tramitação da matéria com preocupação. O Sinait continuará atuando para evitar que a NR 12 seja sustada.


Fonte: www.protecao.com.br/noticias/geral/cdeic_aprova_relatorio_favoravel_a_suspensao_da_nr_12/AcyJAQjg/8174

terça-feira, 12 de maio de 2015

FÓRUM - INCÊNDIO ALEMOA: O QUE OCORREU E O QUE PRECISA MUDAR



Dia 20 de maio de 2015

A segunda ocorrência mais grave do mundo em terminal de armazenamento de combustíveis: esta é a classificação do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo para o incêndio que, no início de abril, destruiu seis tanques de etanol e gasolina da empresa Ultracargo localizados na área retroportuária de Santos, no bairro da Alemoa, causando prejuízos de toda espécie naquela região do litoral paulista, principalmente de ordem ambiental.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo - Crea-SP, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, a Prefeitura Municipal de Santos e a Associação de Engenheiros e Arquitetos de Santos - Aeas têm a honra de convidá-lo a participar do fórum em referência, com o objetivo de:

- discutir a ocorrência com as várias instituições convidadas e traçar um panorama das causas que a ensejaram, bem como as dificuldades encontradas para debelar o incêndio;

- identificar medidas e ações que embasem proposta de aprimoramento, regulamentação e investimento no setor de combate a incêndios;

- elaborar documento conclusivo para entrega aos órgãos competentes.





Faça sua inscrição gratuita pelo site: http://www.creasp.org.br/incendioalemoa/

Fonte:http://www.creasp.org.br/noticia/institucional/2015/05/11/forum-incendio-alemoa-o-que-ocorreu-e-o-que-precisa-mudar/1719

BOMBEIROS CONTROLAM SITUAÇÃO EM EMPRESA APÓS QUASE 4 DIAS DE INCÊNDIO


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O Corpo de Bombeiros de Uberlândia considera controlado o incêndio que atingiu o galpão de uma empresa de armazenagem de grãos, no setor industrial da cidade. O fogo começou às 8h da manhã de sexta-feira, 8 de maio. Foram mais de três dias de combate às chamas.
No local há tanques de amônia e álcool e a preocupação maior era que o fogo os atingisse, mas todos os focos de incêndio próximos foram eliminados. Nesta tarde de segunda, 11, os bombeiros informaram que há farelos de soja ainda em chamas, mas não há o risco propagação e os farelos serão retirados do local amanhã, 12, com a ajuda de uma retroescavadeira.
Ainda na terça-feira o Corpo de Bombeiros fará uma análise juntamente com uma empresa especialista em produtos químicos, sobre a necessidade de efetuar o transbordo do álcool e amônia, aproximadamente 1.500 litros em cada.
Fonte:http://uipi.com.br/destaques/destaque-1/2015/05/11/bombeiros-controlam-situacao-em-empresa-apos-quase-4-dias-de-incendio/

FUNDACENTRO/PE PROMOVE CURSO SOBRE VIGILÂNCIA EM POSTOS DE COMBUSTÍVEIS

Fundacentro

Objetivo é discutir um modelo de intervenção das condições de saúde e segurança no trabalho nessas atividades de trabalho

Por ACS/C.R. em 11/05/2015


Entre os dias 12 e 15 de maio, a Fundacentro/PE, a SRTE/AL (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego) e o Cesat/BA (Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador) realizam o curso “Vigilância de Ambientes e Processos de Trabalho em Postos de Revenda de Combustíveis” em Maceió. Auditores fiscais do trabalho, técnicos dos Cerests e da Vigilância Sanitária, Epidemiológica e Ambiental, frentistas e dirigentes sindicais do setor de revenda de combustíveis participam da formação.

O objetivo do curso é discutir um modelo de intervenção das condições de saúde e segurança no trabalho em postos de revenda de combustíveis a varejo. Isso porque essa atividade envolve riscos como a exposição a vapores tóxicos, especialmente, o benzeno, eletricidade estática, risco de incêndio e explosão, exposição ao ruído, ao calor e à umidade. Os trabalhadores ainda sofrem com condições sanitárias e de conforto precárias, além de jornadas de trabalho excessivas. Algumas exposições também podem afetar clientes e a comunidade próxima aos estabelecimentos.

Os profissionais participantes aprenderão a identificar e analisar fatores e situações de risco, elaborar relatórios técnicos de inspeção sobre vigilância em saúde do trabalhador e propor medidas de prevenção e controle de riscos.

Para tanto, serão abordados temas como a utilização, os efeitos biológicos e a legislação sobre benzeno, a aplicação da NR-20 (Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis) no setor, controle de fontes de ignição e áreas classificadas, análise do processo de trabalho e sistema de controle ambiental e medidas para redução da exposição a voláteis orgânicos. Também será apresentada proposta de anexo à NR-9 (Programas de Prevenção de Riscos Ambientais) contendo requisitos mínimos de segurança e saúde em instalações que se utilizam do benzeno.

O curso conta com a coordenação pedagógica de José Hélio Lopes Batista, educador da Fundacentro/PE. Já os docentes serão o gestor ambiental e coordenador de vigilância em saúde do Cesat/BA, Alexandre Jacobina; a pesquisadora da Fundacentro/SP e membro da Comissão Nacional Permanente do Benzeno, Arline Arcuri; e o tecnologista da Fundacentro/SP e integrante da Comissão Nacional de Segurança Química, Fernando Sobrinho. Mais informações no folder.

Fonte:http://www.fundacentro.gov.br/noticias/detalhe-da-noticia/2015/5/fundacentrope-promove-curso-sobre-vigilancia-em-postos-de-combustiveis