segunda-feira, 30 de março de 2015

PRÉDIOS EM NOVA YORK DESABAM APÓS EXPLOSÃO


Bombeiros tentam combater o fogo em edifício na região sul de Manhattan.

Segundo os bombeiros, ao menos 19 ficaram feridas, quatro com gravidade.



Do G1, São Paulo


Dois prédios do bairro de East Village em Nova York desabaram parcialmente nesta quinta-feira (26) e outros dois edificios vizinhos foram atingidos após uma explosão que provocou um grande incêndio no edifício. Equipes de emergência estão trabalhando no local. O porta-voz dos bombeiros disse que a causa pode estar relacionada a vazamento de gás, mas isso ainda não está confirmado. Ele também disse que não ficou imediatamente claro se o prédio estava ocupado na hora do incêndio. Segundo os bombeiros, ao menos 19 pessoas ficaram feridas.


Segundo o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, os prédios envolvidos no incêndio eram os de número 119, 121, 123 e 125 da Second Avenue, na parte Sul da ilha de Manhattan. A explosão aconteceu no 121, fez que desabasse parcialmente, como o 123. A explosão ocorreu por volta das 15h locais.

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O porta-voz dos bombeiros, Francis X. Gribbon, disse em entrevista coletiva que "aparentemente parece ter sido provocado por gás, mas ainda não está confirmado". De acordo com Gribbon, o "impacto inicial pode ter sido causado pelo conserto em algum encanamento dentro do prédio".

Na parte térrea do edifício 121 funciona um restaurante. O interior do edifício desabou. A fachada do prédio permanece ainda em pé. Os jatos d'água lançados pelos bombeiros derrubaram parte da fachada do prédio.

Quatro pessoas foram levadas para o hospital com ferimentos graves, disse o porta-voz dos bombeiros. Outras estão sendo avaliadas. Imagens de TV mostraram algumas pessoas sendo carregadas pelas equipes de resgate. Mais de 100 bombeiros foram acionados para o local.

'Balançou tudo'



Uma vizinha que mora na mesma avenida disse à rede NBC que estava em casa quando ouviu uma alta explosão que "balançou tudo".

"Ouvimos um som grande, em seguida, três ou quatro pessoas caíram na rua ", disse Shameem Noor, caixa de um restaurante que fica a um quarteirão de distância.

"As pessoas estavam correndo e gritando", disse. "Há um grande incêndio no telhado e fumaça preta."

Bombeiros prestam socorro a uma pessoa ferida na explosão que atingiu prédios em East Village, em Nova York (Foto: Louis Lanzano/AP)

Bombeiros trabalham para combater incêndio em prédio no East Village, no distrito de Manhattan, em Nova York (Foto: Scott Westerfeld/Reuters)

Incêndio toma conta do prédio (Foto: Reprodução/GloboNews

Bombeiros trabalham para combater incêndio em prédio no East Village, no distrito de Manhattan, em Nova York (Foto: Reprodução/Globonews)

Bombeiros e serviços de emergência estão em local de incêndio (Foto: Reprodução/GloboNews)

Departamente dos Bombeiros de Nova York postaram fotos do incêndio (Foto: Reprodução/Twitter/FDNY)

Bombeiros trabalham para combater incêndio em prédio no East Village, no distrito de Manhattan, em Nova York (Foto: Reprodução/Globo News)

Prédio conta com estabelecimentos comerciais no térreo (Foto: Reprodução/Google Street View)
Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/03/predio-desaba-em-nova-york.html

DE OLHO NAS OLIMPÍADAS, INSTITUIÇÕES ASSINAM PROTOCOLO PARA A REDUÇÃO DOS ACIDENTES EM MEGAOBRAS


Fundacentro
Instituição internacional convida Fundacentro a atuar na redução dos acidentes de trabalho
Por ACS/A.R. em 25/03/2015


O Brasil irá sediar outro grande evento: os Jogos Olimpicos Rio 2016.

Para prevenir os acidentes de trabalho, a exemplo do que ocorreu nas Arenas da Copa do Mundo em 2014, a Fundacentro e a Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira (ICM), assinam no dia 27 de março, o Lançamento do Protocolo de Segurança e Saúde no Trabalho – Olimpíadas 2016, Rio de Janeiro-RJ.

A iniciativa partiu do órgão internacional, representado em mais de 130 países, com sede em Genebra. O ICM representa 12 milhões de trabalhadores nos setores da construção e cadeia da madeira. Na América Latina e Caribe, o ICM tem como representante regional, Nilton Freitas, ex-presidente da Fundacentro, que em uma de suas passagens pelo Brasil no final de 2014, contou a importância de envolver a Fundacentro em estudos prospectivos que possam auxiliar na redução dos acidentes de trabalho, a fim de evitar os incidentes ocorridos durante a construção das arenas na Copa do Mundo.

Um dos pontos colocados por Nilton em um bate-papo realizado com a Assessoria de Comunicação Social da Fundacentro foi a complexidade das tarefas realizadas pelos trabalhadores em obras consideradas “megaobras”, além da baixa qualidade de materiais utilizados e a exigüidade do tempo. Para o representante regional, é fundamental compreender como será a dinâmica a ser utilizada durante as obras das Olimpíadas e como gerenciar 60 mil trabalhadores. “A Fundacentro é uma instituição de excelência que pode contribuir para uma repercussão internacional e nacional para os Jogos Olímpicos na prevenção dos acidentes”, ressalta.

De acordo com o representante, o Brasil superou a África do Sul em número de óbitos registrados nas obras nas Arenas erguidas para a Copa. Já nas obras para os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, na Rússia, morreram mais de 60 operários. Nas das Olimpíadas de Londres 2012 não houve mortes.

Freitas destaca ainda que o lançamento do Protocolo de SST irá reunir em um primeiro momento, sindicatos de obras, e a partir da troca de informações sobre as condições de trabalho, o treinamento a ser dado aos trabalhadores e as questões voltadas à segurança no ambiente de trabalho, é que as negociações terão inicio em cada local. Para ele, o protocolo no Brasil terá força, uma vez que as 4 centrais sindicais são afiliadas ao ICM.

Outro fator apontado por Freitas é que a vila olímpica seja construída com madeira certificada, a fim de contribuir com o uso sustentável no corte e no processamento da mesma, contribuindo também para o trabalho decente, campanha que vem sendo realizada pela ICM.

Copa do Mundo

Em relatório preliminar da pesquisa dos acidentes nas obras das arenas da Copa de 2014, apresentado pela engenheira, pesquisadora e chefe do Setor Técnico da Fundacentro do Rio de Janeiro, Maria Christina Felix e Mauricio José Viana da Fundacentro de Pernambuco, foram apontadas como principais causas dos acidentes, fatores associados à falta de cumprimento da NR-18, jornadas excessivas, prazos apertados, falta de gestão eficiente e eficaz em SST.

No estudo, das 12 sedes onde a Copa do Mundo foi realizada, 14 mortes ocorreram. As principais causas que levaram os 14 trabalhadores a óbito estiveram associadas à queda de laje, parada cardiorrespiratória, travessia para alojamento, choque elétrico, queda de viga, queda de guindaste e queda de arquibancada.

Como metodologia utilizada, os engenheiros da Fundacentro levantaram dados divulgados na imprensa, análises dos acidentes realizados por sindicatos, empresas e entidades e a realização de entrevistas com os trabalhadores acidentados ou que presenciaram os acidentes.

Nas recomendações técnicas do estudo apresentado sobre os acidentes durante a Copa e que servirão para as Olimpíadas, os engenheiros destacam a necessidade de melhores condições de trabalho no setor da construção, a realização de campanhas tripartites articuladas, incluindo fiscalização, treinamento, acompanhamento e respostas imediatas nas ocorrências, implantação de programa de SST e maior gestão e responsabilidade quanto aos ambientes de trabalho, tratando as questões de SST de forma ampla e inseridas em um programa de gestão de riscos.

O lançamento

O Lançamento do Protocolo de Segurança e Saúde no Trabalho – Olimpíadas 2016, Rio de Janeiro-RJ, será realizado no dia 27 de março, às 9h, no auditório da Superintendência Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, localizado à avenida Presidente Antonio Carlos, 251 – 12º andar.

No evento, estará presente a presidenta da Fundacentro, Maria Amelia Gomes de Souza Reis, quem assinará o Protocolo e irá representar o Ministro do Trabalho, Manoel Dias, Laís Abramo, diretora da OIT/Brasil, Sergio Paiva, representante SECONCI-RJ, Ambet Yuson, Secretário Geral da ICM e membros dos sindicatos do RJ.

Fonte: www.fundacentro.gov.br/noticias/detalhe-da-noticia/2015/3/de-olho-nas-olimpiadas-instituicoes-assinam-protocolo-para-a-reducao-dos-acidentes-em-grandes

quinta-feira, 19 de março de 2015

NANOTECNOLOGIA E OS TRABALHADORES: REFLEXÕES, LUTAS E PERSPECTIVAS

Fundacentro

Debate será transmitido durante a realização do Fórum Social Mundial

Por ACS/A.R. em 18/03/2015


Em 2007, a Fundacentro começava o debate sobre os impactos da nanotecnologia na saúde dos trabalhadores e no meio ambiente.

De lá para cá foram várias as formas de atuação institucional, contribuindo com palestras em eventos nacionais e internacionais, publicações, histórias em quadrinhos, podcast e outros.

Considerada tecnologia emergente, a nanotecnologia é considerada um risco iminente e pouco se sabe sobre seus efeitos na saúde do trabalhador e no meio ambiente. Utilizada em ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação, a nanotecnologia está presente em produtos de consumo, como roupas que não amassam, tecidos resistentes a manchas e a água, roupas de camuflagem, cosméticos, cremes, medicamentos, materiais odontológicos, materiais mais leves e mais resistentes do que metais e plásticos, para prédios, automóveis, aviões.

Para fazer uma reflexão após 10 anos de atuação, a Fundacentro coordena no dia 26 de março, em conjunto com a RENANOSOMA, (Rede de Pesquisas em Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente), o evento Nanotecnologia e os trabalhadores: reflexões, lutas e perspectivas.

Coordenado pela pesquisadora da Fundacentro, Arline Arcuri, estarão presentes, Paulo Martins (coordenador da RENANOSOMA), Thomaz Jensen (DIEESE), Luiz Carlos de Oliveira (Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo), Mauro Soares (Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo), Gilberto Almazan (DIESAT).

Será um debate com transmissão consecutiva para Túnis, capital da Tunísia, país que sedia o Fórum Social Mundial, onde pesquisadores falarão sobre os impactos e as mudanças no segmento. Mauricio Berger, pesquisador da Universidade de Córdoba, participa do Fórum Social Mundial de Ciência e Democracia e será o mediador entre o evento internacional e a Fundacentro.

O evento gratuito será realizado nas salas 7 e 8 na sede da Fundacentro em SP, das 8h às 13h com transmissão em videoconferência para outros estados onde a entidade possui sede, bem como para os usuários externos que queiram participar da oficina. As conferências serão em português com tradução consecutiva para o inglês.

O tema nanotecnologia faz parte do projeto sobre os impactos das nanotecnologias na saúde dos trabalhadores e no meio ambiente da Fundacentro.

Acompanhe o debate pelo site da Renanosoma ou por vídeo conferência.


Fonte: www.fundacentro.gov.br/noticias/detalhe-da-noticia/2015/3/nanotecnologia-e-os-trabalhadores-reflexoes-lutas-e-perspectivas

terça-feira, 17 de março de 2015

TECNOLOGISTA DA FUNDACENTRO COORDENA PUBLICAÇÃO INTERNACIONAL


Fundacentro
Livro aborda os impactos das mudanças no mundo do trabalho na SST

Por ACS/CR em 16/03/2015


A tecnologista da Fundacentro, Marcela Ribeiro, coordenou a publicação do livro “Changes in the World of Work and Impacts on Occupational Health and Safety” (Mudanças no Mundo do Trabalho e Impactos sobre a Segurança e Saúde Ocupacional), que faz parte da série “Frontiers in Occupational Health and Safety” (Fronteiras em Segurança e Saúde Ocupacional), da Bentham Science Publishers, editora técnico-científica.

“Tratamos das mudanças no mundo do trabalho e como elas refletem na Segurança e Saúde no Trabalho [SST]”, explica Marcela Ribeiro. Para tanto, foram produzidos três capítulos por pesquisadores de diferentes instituições.

O primeiro deles – “Work Organizacion and Occupational Health in Contemporary Capitalism” (Organização do Trabalho e Saúde Ocupacional no Capitalismo Contemporâneo) – foi elaborado pelos pesquisadores Ana Valéria Dias e Francisco Lima, do Departamento de Engenharia de Produção, da Universidade Federal de Minas Gerais.

Dias e Lima abordam as novas formas de organização do trabalho, caracterizada pela automação dos processos e da produção, a globalização de mercados e a flexibilização, e os paradoxos aos que os trabalhadores estão submetidos. Com o controle de desempenho dos sistemas de gestão, novos adoecimentos surgem. Há um aumento do sofrimento psicológico e doenças mentais, em ambientes permeados pelo estresse e pelo assédio moral.

Já o segundo capítulo aborda a questão dos riscos emergentes a partir da nanotecnologia: “Nanotechnology and Risks into the Workers’ Universe: Some Critical Reflections” (Nanotecnologia e Riscos no Universo dos Trabalhadores: Algumas Reflexões Críticas). A nanotecnologia possui uma diversidade tecnológica, que possibilitou a criação de uma indústria relativamente nova, que produz mercadorias inovadoras, mas ao mesmo tempo, com riscos desconhecidos.

Escrito pelos pesquisadores do Renanosoma (Rede de Pesquisa em Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente), Paulo Martins e Richard Dulley, o texto aborda os desafios e impactos da nanotecnologia para a saúde e segurança dos trabalhadores, ao meio ambiente e à sociedade.

As autoras Marcela Ribeiro e Fernanda Ventura, ambas da Fundacentro, retratam o conhecimento e a prática em SST, no último capítulo do livro (Occupational Health and Safety Knowledge and Practice). No texto, há uma reflexão sobre as competências necessárias aos profissionais de SST diante das mudanças ocorridas no mundo do trabalho.

“Queríamos atingir um público amplo. Então falamos sobre como o conhecimento vai chegar ao profissional, que tipo de profissional será formado, o que falta para que ele consiga implantar uma política de SST. Há novos riscos em função das mudanças e necessidade de aprendizagem constante. Quais são as tendências para colocar o conhecimento em prática?”, explica Marcela Ribeiro.

Diante desse desafio, o capítulo aborda conceitos como o de conhecimento transversal, o multi, o inter e o transdisciplinar. “Colocamos todas as visões para o leitor, trazendo à tona o que está sendo discutido atualmente”, conclui a tecnologista da Fundacentro.

Os resumos dos capítulos estão disponíveis para download no site da editora. Já a obra completa é vendida em cópia eletrônica ou física, pois os autores cederam seus direitos para a Bentham Science Publishers. Em breve, um exemplar será disponibilizado pela Biblioteca da Fundacentro, em São Paulo.

Fonte:www.fundacentro.gov.br/noticias/detalhe-da-noticia/2015/3/tecnologista-da-fundacentro-coordena-publicacao-internacional

quarta-feira, 4 de março de 2015

SAIBA O QUE MUDA COM A NOVA LEI DOS CAMINHONEIROS

Roosewelt Pinheiro/ABr 

Data: 02/03/2015 / Fonte: Zero Hora 


Como o governo federal havia prometido, a presidente Dilma Rousseff sancionou na tarde desta segunda-feira, sem vetos, a Lei dos Caminhoneiros (Lei 13.103/15).

A sanção da lei faz parte das propostas apresentadas pelo governo no dia 26 de fevereiro, durante reunião para acabar com os protestos dos caminhoneiros.

Entenda qual impacto da nova medida:

A PROPOSTA

Mais conhecida como Lei dos Caminhoneiros, a Lei 12.619/12, aprovada em 2012, propôs diferentes exigências trabalhistas e jurídicas à classe, para garantir melhorias nas condições de trabalho e reduzir o número de acidentes com transporte de cargas nas estradas. Desde aprovação, no entanto, a lei sofreu críticas em razão da inviabilidade da aplicação das propostas.

A partir de 2013 outro projeto - que anularia boa parte do que fora aprovado em 2012 - começou a circular na Câmara. Sob pressão dos caminhoneiros, em fevereiro passado, os parlamentares aprovaram a nova versão. Esta nova lei foi sancionada ontem pela presidente Dilma Rousseff.

O QUE PASSA A VALER

Aumento do sobrepeso - Foi incluída a permissão para que os veículos de transporte de carga e de passageiros tenham uma margem de tolerância ao serem pesados, de 5% sobre o peso bruto total e 10% sobre os limites de peso bruto por eixo de veículos à superfície das vias.

Descanso obrigatório - A nova lei aumenta o tempo máximo ao volante de seis para oito horas de motoristas profissionais. Agora, a cada oito horas, o caminhoneiro terá de fazer meia hora de descanso. O projeto flexibiliza o limite com o argumento que o motorista precisa chegar a um local seguro para repousar. Pode ainda haver acréscimo de duas horas extras na jornada. Se houver acordo com o sindicato, o horário e trabalho poderá ser estendido por mais duas horas, chegando a 12 horas de trabalho.

Anistia de punições - Ficam perdoadas multas por excesso de peso expedidas nos últimos dois anos.

Isenção de pedágio - O eixo suspenso de caminhão vazio fica liberado do pagamento de pedágio.

Pontos de parada - Ampliação de pontos de parada para descanso e repouso de caminhoneiros.

A CRÍTICA

A sanção sem vetos da lei foi criticada pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). A entidade afirma que um dos efeitos da liberação do pagamento do eixo suspenso será o aumento do pedágio para todos os usuários, como forma de manter viabilidade das concessões de rodovias.


Leia mais:


Fonte: www.protecao.com.br/noticias/legal/saiba_o_que_muda_com_a_nova_lei_dos_caminhoneiros/AQjgAQy5/7865

APÓS 19 DIAS, CORPO DA 9ª VÍTIMA EM NAVIO É ENCONTRADO NO ES

Divulgação BW Offshore/ Divulgação Marinha do Brasil
Data: 02/03/2015 / Fonte: G1

Vitória/ES - Após 19 dias da explosão no navio-plataforma, foi localizado na manhã desta segunda-feira (2) o corpo da nona e última vítima desaparecida na embarcação. A empresa BW Ofshore disse ao G1 que o corpo será levado no decorrer do dia ao Departamento Médico Legal de Vitória. O único funcionário que ainda estava sumido era o técnico de segurança do trabalho, Tiarles Correia dos Santos, 25 anos.

O navio-plataforma FPSO Cidade de São Mateus é operado pela BW Offshore e afretado pela Petrobras. O acidente no navio-plataforma aconteceu no dia no dia 11 de fevereiro, na região Norte do Espírito Santo. Segundo a ANP, 74 pessoas estavam embarcadas, 26 ficaram feridas e duas continuam hospitalizadas.

O irmão de Tiarles, Thiago Correia, disse que o corpo será levado para São Francisco de Itabapoana, no Rio de Janeiro, para sepultamento. "Esses dias foram sofridos para a nossa família e agora vamos descansar. Não tenho mais palavras para descrever essa situação que vivemos. Vamos dar um sepultamento digno para meu irmão", disse Thiago.

Vítimas
A oitava vítima da explosão no navio-plataforma Cidade de São Mateus foi identificada por exames de necropapiloscopia. O corpo chegou ao Departamento Médico Legal (DML) de Vitória na madrugada de sábado (28) e foi identificado como sendo do mecânico Jorge Luiz dos Reis Monteiro, 49 anos.

Nesta sexta-feira (27), foi identificado o corpo do funcionário João Victor de Souza, de 22 anos. O corpo foi encontrado na quarta-feira (25) e identificado por meio das impressões digitais. João era do Rio de Janeiro e foi sepultado neste domingo (1). De acordo com a Sesp, a família ajudou na identificação. Um casal esteve presente no DML, mas não quis falar sobre o assunto.

Os corpos das oito vítimas da explosão já foram identificados. São eles: Wesley de Oliveira Bianquini, 36 anos; Heleno da Silva Castelo, 31 anos; Luiz Cláudio Nogueira da Silva, 43 anos; Raimundo Nonato da Silva; Edward Fernandes, 58 anos; Alexsandro de Sousa Ribeiro, 40 anos; João Victor Souza Rodrigues, 22 anos; e Jorge Luiz dos Reis Monteiro, 49 anos.

Manifestações
Em dois dias, familiares e amigos dos desaparecidos protestaram por informações sobre as das vítimas. O primeiro ato aconteceu nesta quarta-feira (25), em frente ao hotel Bristol, na orla de Camburi, em Vitória, onde estão hospedados. E o segundo, nesta quinta-feira, em frente à Petrobras, também na capital do estado. Os parentes abordavam os motoristas e explicavam o motivo do protesto, pedindo que eles fizessem um buzinaço em apoio aos manifestantes.

Fiscalização
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) fiscalizou o navio-plataforma. A auditora fiscal, Elierci da Cunha Magro, disse que foi elaborada uma lista de exigências para que, após os reparos e o término das operações de resgate, a embarcação volte a operar normalmente.

Danos ambientais
O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF-ES), por meio da Procuradoria da República em Linhares, instaurou inquérito civil para apurar possíveis danos ambientais causados pela explosão.

O MPF disse que o procedimento também visa a acompanhar as possíveis medidas a serem adotadas para repor a situação o mais próximo possível do status anterior ao dano, ou a adoção de medidas compensatórias equivalentes.

Irregularidades
Representantes da BW Offshore e da Petrobras se reuniram no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-ES), que acusava a empresa norueguesa de atuar de forma irregular no estado.

No encontro, o presidente da entidade, Helder Carnielli, informou que serão emitidos autos de infração contra a empresa e a PPB do Brasil Serviços Marítimos, que pertence ao grupo. A norueguesa será multada pela falta de registro na entidade. O valor ainda não foi definido. De acordo com as empresas, todas as questões pendentes foram sanadas.


Polícia Federal
Um inquérito foi instaurado pela Polícia Federal para apurar os fatos que envolvem a explosão. Conforme divulgado pela Polícia Federal, o prazo inicial para a conclusão do inquérito é de 30 dias. Serão investigados os crimes de homicídio ou incêndio qualificado. A PF também informou que uma equipe fará uma inspeção no navio-plataforma assim que as buscas terminarem e a embarcação for liberada.


* Com colaboração de Patrícia Scalzer, da Rádio CBN Vitória.


Leia mais:

Fonte:www.protecao.com.br/noticias/acidentes_do_trabalho/apos_19_dias,_corpo_da_9%C2%AA_vitima_em_navio_e_encontrado_no_es/AQjgAAjy/7865