sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

QUAL É O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL?

Anderson Diniz
O verdadeiro significado do Natal é o amor. João 3:16-17 diz: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele." O verdadeiro significado do Natal é a celebração deste ato de amor incrível.

A verdadeira história do Natal é a história de Deus se tornando um ser humano na Pessoa de Jesus Cristo. Por que Deus fez isso? Porque Ele nos ama! Por que o Natal foi necessário? Porque precisávamos de um Salvador! Por que Deus nos ama tanto? Porque Ele é o próprio amor (1 João 4:8). Por que celebramos o Natal a cada ano? Como gratidão pelo que Deus fez por nós, lembramo-nos do Seu nascimento através da troca de presentes, quando o adoramos e ao sermos especialmente conscientes dos pobres e dos menos afortunados.

O verdadeiro significado do Natal é o amor. Deus amou os Seus e forneceu uma maneira -- a única maneira -- para passarmos a eternidade em Sua presença. Ele deu o Seu único Filho para carregar em nosso lugar a punição por nossos pecados. Jesus pagou o preço por completo e, quando aceitamos esse dom gratuito do amor, somos livres da condenação. "Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós" (Romanos 5:8). Assita o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=a6gDNa1BMwI.



Fonte: http://www.gotquestions.org/Portugues/Natal-verdadeiro-significado-sentido.html

ESTRESSE DE FIM DE ANO AFETA TAMBÉM O AMBIENTE CORPORATIVO

Cumprimento das metas de trabalho, relatórios, filas nas lojas e supermercados, mais trânsito na cidade e tantos outros eventos: o fim de ano tem tudo para se tornar sinônimo de estresse. A AGSSO (Associação de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional) alerta que além da ansiedade, angústia e cansaço, muitas vezes as pessoas sofrem alterações físicas como dores no corpo, problemas gastrointestinais e de sono, pressão alta e outros sintomas que precisam ficar sob atenção.

“As empresas e também os funcionários precisam ficar atentos à sobrecarga de atividades no fim do ano”, alerta Paulo Zaia, diretor da associação. “O ritmo de trabalho de fim de ano em alguns casos pode ser repensado: atividades como relatórios, planejamentos, balanços, podem ser feitos em equipe ou ao longo do ano. Mas, se o acúmulo de serviço for inevitável, a empresa precisa oferecer condições para que o colaborador exerça bem sua função. Um clima agradável e festivo, equilibrando a cobrança já implícita nesse período, pode ajudar”, enfatiza.

“Já para os setores aonde há aumento sazonal na demanda de atividades do dia a dia, como lojas e supermercados, o ideal é que haja estudos e atenção para a eventual necessidade de contratação de temporários, além do permanente cuidado em relação ao bem estar do funcionário, com cumprimento do horário de intervalo e almoço e cuidado com a realização de horas extras”, ressalta o diretor.
A AGSSO recomenda algumas atitudes simples que podem ajudar a diminuir a ansiedade e estresse de fim de ano: alimentar-se bem, delegar tarefas, organizar o tempo, planejar as finanças e dedicar mais tempo a você.

Segundo o Instituto ISMA – BR (Internacional Stress Management Association– Brasil) o estresse aumenta em média 75% nos últimos meses do ano. De cada dez pessoas, oito admitem sofrer maior tensão entre o fim de novembro e início de janeiro.

Fonte: http://revistacipa.com.br/estresse-de-fim-de-ano-afeta-tambem-o-ambiente-corporativo/

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

SENADOR DESTACA ALTO NÚMERO DE ACIDENTES DE TRABALHO NO PAÍS

Waldemir Barreto/Agência Senado
O senador Paulo Paim (PT-RS) lembrou no dia 29 de novembro, em Plenário, a passagem do Dia do Engenheiro e do Técnico de Segurança do Trabalho, comemorado em 27 de novembro. Ele salientou a importância desses profissionais para assegurar um ambiente seguro no local de trabalho, evitando acidentes que deixam sequelas ou provocam até mesmo a morte.

Paim, que já foi integrante de comissão interna de prevenção de acidentes de trabalho, disse conhecer de perto os potenciais prejuízos que podem ser gerados quando os trabalhadores atuam em ambientes inadequados.

Ele comparou dados de 2014, quando 3 mil trabalhadores morreram em decorrência de acidentes do trabalho no Brasil, enquanto que, no mesmo ano, 2.300 pessoas perderam suas vidas nos conflitos envolvendo israelenses e palestinos, no Oriente Médio.

“De 2007 a 2013, de acordo com a Previdência Social, ocorreram mais de 5 milhões de casos no Brasil. Por causa deles, quase 100 mil trabalhadores ficaram incapacitados de modo permanente, enquanto mais de 19 mil perderam a vida. Nesse período, a cada ano, aconteceram 750 mil acidentes. E a cada três horas, um trabalhador morre por acidente de trabalho no Brasil”, afirmou.

O senador questionou o reduzido número de fiscais do trabalho. De acordo com ele, hoje atuam 2.800 profissionais, que devem fiscalizar um universo que contempla 95 milhões de trabalhadores. O ideal, acrescentou, é que haja entre 5 mil e 10 mil fiscais.

Paim sugeriu uma atuação mais coesa entre os diversos órgãos do governo para gerar mais bem-estar aos trabalhadores e criticou o financiamento de empresas com dinheiro público, sem a exigência de garantias para a segurança dos empregados. E isso, na sua opinião, estimula a ocorrência de acidentes.

Ele ainda alertou que a terceirização de mão-de-obra pode aumentar o número de trabalhadores acidentados. Segundo o senador, isso acontece porque as empresas que oferecem prestadores de serviços não capacitam adequadamente esses profissionais.

http://revistacipa.com.br/senador-destaca-alto-numero-de-acidentes-de-trabalho-no-pais/

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

GINÁSTICA LABORAL É EXERCÍCIO MAIS COMUM NO AMBIENTE DE TRABALHO

O incentivo à prática de exercícios físicos ainda é uma realidade distante na maioria das companhias que atuam no Brasil. Dados da segunda edição da pesquisa Alelo Hábitos Alimentares do Trabalhador Brasileiro, realizada pela Alelo, empresa brasileira líder no setor de cartões-benefício, indicam que apenas 35% dos mais de três mil entrevistados disseram que suas empregadoras possuem iniciativa de apoio e estímulo à prática de atividades físicas.

Dentre os profissionais que já recebem incentivo de suas empresas, 20% deles apontam que as companhias oferecem a ginástica laboral e 10% contam que as empresas organizam ou patrocinam campeonatos de esportes coletivos. Já os grupos de corrida e caminhada estão à disposição de 9% dos trabalhadores ouvidos e 6% dispõem de massagens rápidas no ambiente de trabalho.

A pesquisa Alelo Hábitos Alimentares do Trabalhador Brasileiro ouviu 3.059 pessoas, sendo 53% homens e 47% mulheres, todas economicamente ativas, com uma idade média de 38 anos (intervalo observado: de 24 a 60 anos) e residentes em 12 capitais – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Curitiba, Salvador, Brasília, Goiânia, Campo Grande, Vitória e Belém – e outras 54 cidades que englobam a Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro e o interior paulista.

Desse grupo, 66% trabalham em regime CLT e 65% recebem algum tipo de benefício alimentação. Em relação à carga horária de trabalho, 41% trabalham de 6 a 8 horas por dia, 36% entre 8 e 10 horas diárias e apenas 7% fazem turnos de mais de 10 horas por dia.

Movimento Alelo Comer Bem é Tudo de Bom
Criado em 2013, o Movimento Alelo Comer Bem é Tudo de Bom auxilia as empresas-clientes da companhia a implementar ações de estímulo à alimentação saudável e prática de atividades físicas de seus profissionais.

O programa contempla matrizes de conteúdos nutricionais, desenvolvidos com o apoio de especialistas, que mensalmente são compartilhadas com essas empresas. Além disso, o Movimento Alelo Comer Bem é Tudo de Bom oferece às companhias serviços e ferramentas de apoio, como a Máquina de Sucos Naturais, o Carrinho de Alimentos Saudáveis e a Vending Machine Saudável.

Para entender com mais profundidade o trabalhador brasileiro, a Alelo desenvolveu a inédita Pesquisa Alelo Hábitos Alimentares do Trabalhador Brasileiro. O levantamento, que em 2014 ouviu 2.131 profissionais, identificou que 72% dos entrevistados mudariam os costumes à mesa para se sentirem mais saudáveis. Além disso, 42% destas pessoas afirmaram que estão diminuindo o consumo de gordura.

Fonte:http://revistacipa.com.br/ginastica-laboral-e-exercicio-mais-comum-no-ambiente-de-trabalho/

DICAS DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES PARA OS MECÂNICOS INDUSTRIAIS

O programa Jornada do TST (Tribunal Superior do Trabalho) dessa última semana traz o quadro “Saúde e Segurança no Trabalho” com dicas de prevenção de acidentes para os mecânicos industriais que precisam de treinamento e dispositivos de proteção para utilização de máquinas e equipamentos.

O programa Jornada ainda mostra casos em que as empresas limitam a quantidade de vezes que o empregado vai ao banheiro durante o expediente ou até o tempo que pode ser gasto pelo trabalhador para necessidades fisiológicas., e questiona: até onde vai o poder diretivo da empresa nesses casos? Em que situações o trabalhador tem direito a indenização por dano moral? Em uma reportagem especial, o programa fala sobre os processos envolvendo o assunto e como eles têm sido julgados pela Justiça do Trabalho.

O Jornada é exibido pela TV Justiça às segundas-feiras, às 19h30, com reapresentações às quartas-feiras, às 6h30, quintas-feiras, às 10h30, e sábados, às 17h30. Todas as edições também podem ser assistidas pelo canal do TST no Youtube: 


Fonte:http://revistacipa.com.br/dicas-de-prevencao-de-acidentes-para-os-mecanicos-industriais/

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

LANÇADO PRIMEIRO APLICATIVO DE GESTÃO DE CERTIFICADOS EPI



Todas as atividades profissionais que possam imprimir algum tipo de risco físico para o trabalhador devem ser exercidas com o auxílio de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), que incluem óculos, protetores auriculares, máscaras, capacetes, luvas, botas, cintos de segurança, protetor solar e outros itens de proteção. Esses acessórios são indispensáveis em fábricas e processos industriais em geral.

E esses equipamentos precisam ser certificados pelo órgão competente para garantir que estão em conformidade com as determinações do Ministério Público. O CA (Certificado de Aprovação) é muito importante, pois é uma garantia de que o equipamento passou nos testes que o fabricante fez e está apto para ser vendido e com a certeza que garantirá a segurança, integridade física e a saúde do trabalhador que o usar.

Pensando nisso, a Índice criou e desenvolveu o aplicativo MOB EPI. Com ele, é possível consultar os CAs, acompanhar seus vencimentos, administrar as EPIs da empresa e muito mais. É uma fonte completa de informações sobre saúde e segurança do trabalho.

Com o MOB EPI, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) conta com uma série de recursos, como: consulta de CAs por número, fabricante ou equipamento; consulta de fichas técnicas de EPIs de várias marcas e solicitação de amostras; criação e organização de grupos de EPIs conforme as áreas da empresa, para um controle rígido dos vencimentos dos CAs; e muito mais.

O aplicativo está disponível gratuitamente para os sistemas iOS e Android. Acesse a App Store ou Google Play e baixe o MOB API no seu smartphone outablet. Para mais informações, clique aqui.

Índice
Com sede em São Paulo e Helsinki, a Índice possui designers, planners, programadores e engenheiros em sua equipe. A empresa desenvolve estratégias enraizadas no comportamento do consumidor e no espaço digital, transformando insights e estratégias em experiências envolventes, interativas, multi-plataformas, on e offline.

Fonte: http://revistacipa.com.br/lancado-primeiro-aplicativo-de-gestao-de-certificados-epi/

AMIANTO É TEMA DE REUNIÃO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO

Valdir Lopes
Data: 18/11/2015 / Fonte: Associação Nacional dos Procurados do Trabalho 

Brasília/DF - O Secretário Especial do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Previdência Social, José Lopez Feijóo, recebeu nesta terça-feira, 17/11, a visita do presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Carlos Eduardo de Azevedo Lima, acompanhado de representantes da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea), da especialista Fernanda Giannasi, e de advogados do escritório Alino e Roberto Advogados. O tema em pauta foi a suspensão da Nota Técnica 141/2014 da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) e a instituição da Comissão Especial para Debater o Uso do Amianto no Brasil (Cedua). O Secretário de Inspeção do Trabalho, Paulo Sérgio de Almeida, também participou da reunião, na qual, entre outros temas, foi pedida a revogação da Portaria nº 1.287/2015, que instituiu a Cedua, e a restauração dos efeitos da Nota Técnica nº 141.

A nota trata da obrigatoriedade de empresas que comercializam produtos que contem amianto seguirem as disposições do anexo 12 da Norma Regulamentadora Nº15, exceto o cadastro junto ao Ministério do Trabalho. A SIT tornou sem efeito a nota e determinou que fossem oficiados o Ministério Público do Trabalho (MPT) e Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) para manifestação sobre o alcance do anexo 12 da NR. Destacou-se, no entanto, que as providências relacionadas à busca por garantia da segurança das condições de trabalho, inclusive com restrição à utilização e exposição do amianto - a ANPT e a Abrea, na realidade, posicionam-se pelo total banimento da fibra -, vão ao encontro dos padrões globais de proteção à saúde dos trabalhadores e, por isso, não deveriam ser suspensas medidas voltadas para tal objetivo.

De acordo com o presidente da ANPT, a nota técnica, inclusive, expressou uma posição clara do próprio Ministério do Trabalho, que deve ser prestigiada e preservada em favor de uma ampla proteção à saúde dos trabalhadores. "Ao suspender a nota e criar a Cedua, o Ministério do Trabalho não só andou na contramão das tendências globais relativamente ao asbesto, mas retrocedeu em relação ao patamar protetivo já alcançado até agora", destacou. De acordo com documento entregue ao secretário, a Comissão, inclusive, é defeituosa tanto formal quanto materialmente. A especialista Fernanda Giannasi, assim como o advogado Mauro Menezes, apresentaram ampla contextualização acerca do cenário mundial de combate à utilização do amianto e das graves consequências da utilização da fibra, reconhecidamente cancerígena e sem que haja nível seguro de exposição a ela.

O grupo solicitou, ainda, seja revogada a Portaria nº 1.287/2015, por meio da qual foi instituída a Cedua, que teria como competências, entre outras, "avaliar e propor medidas do uso seguro do amianto crisotila e seus derivados no mercado interno brasileiro" e "definir a aplicabilidade do anexo 12 da NR15, nos segmentos do setor, assim como propor revisões".

Pediram, também, a restauração dos efeitos da Nota Técnica nº 141/14 ou, sucessivamente, a manifestação, por meio de nova nota técnica, sobre a abrangência do anexo 12 da NR 15, considerando o quanto disposto na Lei nº 9.055/95 e na Convenção nº 162 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Fonte: http://www.protecao.com.br/noticias/eventos/amianto_e_tema_de_reuniao_no_ministerio_do_trabalho/AnyAJ9y5/9034

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

MTE DIZ QUE 95% DAS EMPRESAS DE PIRACICABA NÃO FAZEM GESTÃO DE SEGURANÇA

Das 250 empresas do setor da construção civil da região de Piracicaba (SP), 95% delas não fazem a gestão da segurança do trabalho, com a presença de técnicos, nos canteiros de obras. A informação é do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) na cidade. O município registrou cinco mortes de operários em serviço neste ano, três por queda de altura.

Uma audiência pública reuniu membros do MTE, do Ministério Público, do Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador), além de representantes de empresas, construtoras e prestadoras de serviço para debater o assunto no dia 29 de outubro.

O gerente regional do Ministério do Trabalho em Piracicaba, Antenor Varolla, alertou sobre a necessidade da gestão de segurança do trabalho nos nos canteiros de obras, principalmente àquelas com risco de queda.

“Convocamos as construtoras, as empresas terceirizadas e as locadoras de equipamentos para falar dessa lacuna”, disse.

Varolla ressaltou também a importância das NRs (Normas Regulamentadoras) como medidas de saúde e de prevenção de acidentes de trabalho, bem como a orientação e supervisão do uso de equipamentos de segurança.

“Conhecer os procedimentos, não basta. Da mesma maneira que a presença do engenheiro civil é fundamental para qualidade técnica da obra, desde a fundação até o término da edificação, a existência do técnico de segurança do trabalho também é”, afirmou.

A NR-35 impõe as regras para o trabalho em altura, incluindo toda a proteção que deve ser providenciada ao trabalhador para evitar acidentes. A NR-18 regulamenta as atividades no segmento de construção civil.

Óbitos
O primeiro óbito por queda de altura ocorreu em Piracicaba, em maio de 2015. Um trabalhador de 42 anos morreu após cair do telhado de um barracão do Engenho Central em Piracicaba. Ele não usava equipamentos de proteção individual. A afirmação foi feita pelo amigo que estava com ele durante a manutenção em uma telha a pedido da Prefeitura.

No segundo caso, um carpinteiro de 62 anos morreu enquanto trabalhava na obra de um condomínio residencial no Centro de Piracicaba. Segundo a Polícia Civil, o homem caiu do nono andar da construção, que fica na esquina das ruas Madre Cecília e Floriano Peixoto.

A terceira morte ocorreu em Rio das Pedras, um prestador de serviço fazia a cobertura de um barracão industrial quando caiu. Ele não estava com o cinto de segurança atrelado à fixa, segundo MTE.

Números
A região de Piracicaba registrou cinco acidentes com óbitos até setembro 2015. O número é menor que o do ano passado, quando houve sete mortes, mas ainda é preocupante. “Por isso, a importância de se discutir a segurança do trabalho”, apontou Varolla.

Fiscalização
Durante a audiência, o Ministério Público da 15ª Região de Campinas comunicou que executará ação conjunta aos demais órgãos fiscalizadores, envolvendo os setores da construção.

A medida fiscalizará o cumprimento das normas regulamentadoras.

“Seguir as NRs é melhor remédio para evitar acidentes”, afirmou o promotor público Sílvio Beltramelli Neto. Em todas os casos de morte por queda de grandes alturas, faltou proteção coletiva ou individual.

Após a audiência, foi decidido que os órgãos intensificarão as fiscalizações na região para confirmar o cumprimento da legislação e da gestão de segurança. “Os que não o fizeram serão multados e processados na Justiça, e ainda terão suas obras embargadas, em casos de risco grave e iminente de acidentes”, informou o Ministério Público do Trabalho, em nota.

Fonte: http://revistacipa.com.br/mte-diz-que-95-das-empresas-de-piracicaba-nao-fazem-gestao-de-seguranca/

terça-feira, 10 de novembro de 2015

SEGURANÇA EM GRANDES MINERADORAS GANHA ATENÇÃO APÓS DESASTRE

Daniel Marenco / Agência O Globo
O rompimento de duas barragens da mineradora Samarco em Bento Rodrigues, distrito de Mariana (MG), está sendo visto como o pior acidente da história da mineradora anglo-australiana BHP Billiton, que detém 50% da Samarco.

A outra sócia da Samarco é a brasileira Vale. O desastre ocorre num momento em que parecem haver estagnado as melhorias em acidentes com trabalhadores nas grandes mineradoras.

O acidente em Minas Gerais é diferente de grande parte dos acidentes do setor de mineração no passado, que tipicamente ocorrem dentro de minas profundas. De toda forma, as grandes empresas tem visto um crescimento no número de acidentes fatais em 2015 enquanto elas promovem fortes cortes de custos para se manterem rentáveis em meio a queda nos preços decommodities.

A BHP já registrou cinco fatalidades no ano fiscal encerrado em junho, em operações na Austrália, Chile e África do Sul. Nos doze meses anteriores, nenhum acidente havia sido registrado.

Outras gigantes também tem visto elevação em acidentes com mortes. A Rio Tinto reportou três mortes nos primeiros oito meses de 2015, comparadas com duas em todo o ano de 2014. Na primeira metade de 2015, a Anglo American reportou cinco mortes ante um total de seis em todo ao ano passado. A Glencore teve oito mortes de trabalhadores ante 16 em 2014.

A pequena alta nas fatalidades veio apesar dos esforços em redução de mortes nos últimos anos. Grandes minas fortemente mecanizadas diminuíram a força de trabalho e permitiram uma queda consistente na frequência dos acidentes.

As empresas tem demonstrado interesse em compartilhar conhecimento sobre segurança, estabelecendo padrões globais. Também tem havido a inclusão de métricas de segurança entre os elementos de cálculo para os bônus de executivos.

Apesar disso, há um risco de que os sucessos recentes tenham criado uma certa complacência, diz David Cliff, professor de saúde ocupacional e segurança na mineração na universidade Queensland, na Austrália.

Em um artigo, ele afirmou que a pressão para que as minas aumentem a produtividade e reduzam mão de obra pode “levar a reversão na cultura de melhoria da segurança”.

Na BHP, a alta recente em acidentes fatais levou a três meses de estudos nos quais a companhia pediu informações aos funcionários sobre quais deveriam ser as prioridades da empresa em segurança nos próximos dois anos.

A companhia, porém, reporta apenas fatalidades nas operações que ela mesma opera, algo comum na indústria. A Samarco opera de forma independente, embora tanto a BHP como a Vale sejam membros do Conselho de Administração.

Para algumas mineradoras, os acidentes estão relacionados aos países onde elas operam. A Glencore alega que a maioria das fatalidades que ocorreram na empresa no ano passado ocorreram em “geografias desafiadoras, que não tinham cultura de segurança” antes da companhia assumir.

O calcanhar de Aquiles na segurança da Anglo American há muito tempo tem sido sua mina de platina na África do Sul, onde ocorreram metade das fatalidades que a empresa reportou no ano passado.

A maioria dos acidentes de mineração ocorrem, porém, em minas fora do controle das grandes empresas. Foi o caso do acidente com os 33 mineiros chilenos que ficaram presos por 69 dias. A mina era gerida por uma pequena empresa chilena, a Compañia Minera San Esteban Primera.

A China continua a reportar uma série de acidentes fatais na mineração. Apesar disso, o número de mortes relacionadas a minas de carvão caiu no último ano segundo o governo. Os casos fatais foram menos de 1 mil em 2014 quando em 2002 chegaram a haver quase 7 mil mortes.

Nos Estados Unidos, acidentes fatais na mineração subiram de 42 em 2013 para 45 ano passado. Este ano, os acidentes estão abaixo desse nível, com 25 mortes registradas até o dia 6 de novembro.

Fonte: http://revistacipa.com.br/seguranca-em-grandes-mineradoras-ganha-atencao-apos-desastre/

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

SISTEMA FACISC OBTÊM LIMINAR CONTRA FISCALIZAÇÕES DA NR 12

Beto Soares/Estúdio Boom


Data: 23/10/2015 / Fonte: Economia SC 

Santa Catarina - Segundo nota divulgada nesta sexta-feira, 23, pela Facisc - Federação das Associações Empresariais de SC, as "empresas catarinenses poderão ficar tranqüilas". A instituição obteve na última quinta-feira, 22, liminar contra as fiscalizações da Norma Regulamentadora nº 12 (NR 12). Através de Mandado de Segurança, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e os Centros de Referência de Saúde ao Trabalhador (Cerest) estão impedidos de realizar fiscalizações com base na redação da Norma, que trata da segurança no trabalho em máquinas e equipamentos.

A NR 12, editada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) passou por mudanças que agregaram 300 novas exigências, além das 40 que já estavam em vigor. Na avaliação da assessoria jurídica da Federação, exigências implicam, por exemplo, em renovação imediata do maquinário existente, resultando em um gasto expressivo para todo setor industrial, em um momento evidente de crise e desemprego.

A liminar conquistada pelo Sistema Facisc determina que sejam aplicadas as obrigações contidas na norma em conformidade com a redação anterior, até decisão posterior do processo. "Graças ao incansável trabalho de toda diretoria da Federação, a liminar será útil para todo o Estado e ajudará a salvar muitos empregos neste momento de dificuldades econômicas", comemora o presidente da Facisc, Ernesto João Reck.

Juntamente com a FACISC, também foram requerentes do mandado, as associações empresariais de Tubarão, de Nova Veneza, Laguna, Jaguaruna, Imbituba, Braço Do Norte, Urussanga, Orleans, Jacinto Machado, Içara, Criciúma e Araranguá.

Para a vice-presidente para assuntos jurídicos da Federação, Liandra Nazário, a insegurança jurídica que permeia o empresário catarinense faz com que contratos sejam perdidos, fábricas fiquem paradas, e negociações coletivas sejam seriamente prejudicadas por conta das fiscalizações abusivas e fora do contexto social do Brasil. "Como regulamentações fadadas ao fracasso, além de sobrecarregarem os profissionais de segurança, os itens criam situações de embaraços também para a própria Auditoria Fiscal na orientação para o cumprimento das normas", ressalta a diretora.

Para André Gaidzinski, vice-presidente da indústria, esta é uma grande conquista não somente para o setor industrial, mas para toda a sociedade catarinense que ganha com a manutenção de milhares de empregos e a sustentabilidade empresarial. "A decisão traz um alívio para os empresários neste momento que o País se encontra, pois já está difícil para se manter no mercado e se parar a produção, certamente haverá necessidade de demissões", declara o representante.

Leia mais:

Fonte: www.protecao.com.br/noticias/legal/sistema_facisc_obtem_liminar_contra_fiscalizacoes_da_nr_12/AcjgJaji/8855

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

VAZAMENTO DE GÁS É CONSENSO ENTRE AUTORIDADES SOBRE CAUSA DE EXPLOSÃO

Equipe de bombeiros busca sobreviventes em meio aos destroços da explosão em São Cristóvão, no Rio (Foto: Pilar Olivares/Reuters)


Oito feridos e danificou mais de 50 imóveis em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, na manhã desta segunda-feira (19), foram unânimes em apontar um possível vazamento de gás. As investigações, no entanto, vão continuar para se descobrir em qual dos imóveis ocorreu a detonação de todo o estrago. O laudo da perícia deve sair em 30 dias.


A principal hipótese dos investigadores é que o vazamento tenha tido origem em um restaurante de comida a quilo ou na pizzaria que ficava ao lado. Há suspeita de que um dos dois estabelecimentos estocassem gás irregularmente.

A Defesa Civil recolheu nove botijões encontrados no meio do que sobrou das casas e do comércio.



Depoimentos
Ao longo do dia, a Polícia Civil ouviu 13 pessoas, entre elas, quatro vítimas e os dois proprietários da pizzaria. Até o fim da tarde, os donos do restaurante ao lado ainda não tinha sido ouvidos.

Uma das vítimas da explosão afirmou, em entrevista à Globo, fez reclamações contra um restaurante suspeito de guarda botijões de maneira inadequada, embora tenha destacado que não sentiu cheiro de gás.“Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Ébole pretendem vistoriar o local do acidente mais uma vez. Eles vão esperar a retirada dos escombros para poder avaliar as condições do piso, tanto da pizzaria, quanto do restaurante, o que pode ajudar a revelar o ponto exato da explosão.

“Só sabia que tinha botijão de gás lá no meio da cozinha. Me preocupei, tanto que eu liguei pra região administrativa, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros”, contou José Augusto Amaral, dono de uma das lojas destruídas.

Já o dono do restaurante diz que cilindros de gás eram armazenados na pizzaria vizinha e que a esposa dele discutia com o proprietário da loja.

“Ela brigava com ele sobre isso, mas ele dizia que ela era má vizinha. Mas a gente já estava pensando em sair de lá por causa disso. Tínhamos pensado em denunciar, mas não deu tempo”, disse Valdecir Gaudino da Silva, dono do restaurante.

O dono da pizzaria esteve no local da explosão, mas não quis gravar entrevista. O filho dele, Marcelo Lopes, disse que recarga dos cilindros era feita com segurança. "É feita através de um caminhão credenciado pela prefeitura e pelo Inmetro", declarou.

Os últimos dois do oito feridos no acidente foram liberados do Hospital Municipal Souza Aguiar no fim da tarde. Outros cinco já havia tido alta e um recusou nem chegou a ser levado para a unidade.


Explosão na Praça Tiradentes


O acidente em São Cristóvão hoje lembrou um caso ocorrido quatro anos atrás no Centro do Rio. O vazamento de gás de cilindros armazenados irregularmente levou pelos ares o restaurante Filé Carioca, na Praça Tiradentes, deixando quatro pessoas mortas e 17 ficaram feridas.



O Ministério Público denunciou dez pessoas pelo crime de explosão qualificada, entre elas o dono do restaurante, Carlos Rogério do Amaral, o síndico do Edifício Riqueza, José Carlos do Nascimento Nogueira, e cinco funcionários da prefeitura. O processo está em fase de alegações finais na JusResponsabilidade da fiscalização



O acidente na Praça Tiradentes estimulou muita gente a fazer denúncias sobre armazenamento irregular de gás. Porém, a população reclama a falta de clareza sobre que órgão deve cuidar desse tipo de fiscalização.

A Defesa Civil afirma que não é responsável por botijões de gás. “Não compete à Defesa Civil do Município fazer este tipo de fiscalização neste tipo de edificações, tanto pouco comerciais, quanto particulares. Compete, de fato, ao Corpo de Bombeiros e a Companhia Estadual de Gás, que é a concessionária deste serviço”, afirmou Marcio Motta, subsecretário de Defesa Civil.

Ao contrário do que disse o subsecretário, a CEG informou que é responsável apenas pelo fornecimento de gás encanado e não cabe a ela fiscalizar imóveis. A companhia disse também que na rua onde a aconteceu a explosão há gás encanado, mas que os donos dos imóveis não quiseram contratar o serviço.

O Corpo de Bombeiros, por sua vez, diz que tem como meta fiscalizar 40 mil imóveis comerciais por ano, mas não informou quantos foram fiscalizados este ano. Mais de 15h depois da explosão, a corporação sequer sabia informar se o restaurante e a pizzaria tinham autorização para funcionar.tiça, última etapa antes da sentença.

Responsabilidade da fiscalização
O acidente na Praça Tiradentes estimulou muita gente a fazer denúncias sobre armazenamento irregular de gás. Porém, a população reclama a falta de clareza sobre que órgão deve cuidar desse tipo de fiscalização.

A Defesa Civil afirma que não é responsável por botijões de gás. “Não compete à Defesa Civil do Município fazer este tipo de fiscalização neste tipo de edificações, tanto pouco comerciais, quanto particulares. Compete, de fato, ao Corpo de Bombeiros e a Companhia Estadual de Gás, que é a concessionária deste serviço”, afirmou Marcio Motta, subsecretário de Defesa Civil.

Ao contrário do que disse o subsecretário, a CEG informou que é responsável apenas pelo fornecimento de gás encanado e não cabe a ela fiscalizar imóveis. A companhia disse também que na rua onde a aconteceu a explosão há gás encanado, mas que os donos dos imóveis não quiseram contratar o serviço.

O Corpo de Bombeiros, por sua vez, diz que tem como meta fiscalizar 40 mil imóveis comerciais por ano, mas não informou quantos foram fiscalizados este ano. Mais de 15h depois da explosão, a corporação sequer sabia informar se o restaurante e a pizzaria tinham autorização para funcionar.

Como denunciar
Para evitar acidentes como o de São Cristóvão, é importante denunciar qualquer suspeita de armazenamento irregular de botijões de gás ou de vazamento de gás encanado. As denúncias devem ser feitas diretamente ao Corpo de Bombeiros. A população deve ligar pra os números da ouvidoria da corporação: 0800-282-50-70 e 2334-9981.

Se a suspeita for de vazamento de gás encanado, a denúncia deve ser feita à CEG, no telefone 0800-024-77-66.

No caso de imóveis que tenham sofrido rachaduras ou algum outro dano estrutural por causa das explosões, os moradores precisam procurar a Defesa Civil Municipal, no telefone 199.



Fonte: g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/10/vazamento-de-gas-e-consenso-entre-autoridades-sobre-causa-de-explosao.html

2015: NÚMERO DE ACIDENTES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO DF TEM QUEDA

Divulgação/Sinduscon/DF

Data: 13/10/2015 / Fonte: Sinduscon/DF 

Brasília/DF - Em 2014, foram registrados seis acidentes com óbitos nos canteiros de obra contra quatro em 2015. O Sinduscon-DF acredita que a proibição do uso de celular nas obras possa ter refletido nos registros. A iniciativa, lançada pelo Sinduscon-DF em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores (STICMB) com o objetivo de prevenir os acidentes causados por distrações, completou um ano agora em setembro.

O diretor de Política e Relações Trabalhistas do Sinduscon-DF, Izidio Santos, avalia que tanto os empresários quanto os trabalhadores estão mais conscientes sobre os riscos. "Dentro de uma obra, é preciso muita atenção. Um exemplo é o trabalho em altura, onde uma simples distração pode causar um acidente fatal", alertou.

Diversas empresas tiveram que seguir a determinação, delimitando uma área segura dentro do canteiro para o uso do celular. Em obra na W3 Norte, um local apelidado de "Cantinho do celular" foi definido. O técnico em Segurança no Trabalho, Juniel Barbosa, destaca que a proibição aumentou a produtividade e diminuiu a distração dos funcionários. "Eles estão muito mais conscientes em relação aos riscos no local de trabalho", apontou. 

O encarregado de Carpintaria, Luciano das Neves, destacou que, quando não havia restrição ao uso dos aparelhos, os trabalhadores corriam riscos e a produtividade era afetada. "Agora, estamos rendendo mais e com mais segurança. Eu dou nota 10 para a campanha", avaliou.

A iniciativa não visa privar o empregado de se comunicar. Ele pode atender ou realizar ligações particulares de caráter emergencial, durante o expediente, desde que interrompa a atividade que esteja desenvolvendo e se posicione na área delimitada pelo empregador.

Determinação 
A proibição do uso de aparelho celular nos canteiros de obras entrou em vigor em setembro do ano passado. O não cumprimento da orientação acarreta em advertência. Em caso de reincidência, os trabalhadores recebem as punições vigentes na Legislação Trabalhista. A penalização é a mesma dada ao trabalhador que não segue as orientações de uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

A decisão compõe o termo aditivo da Convenção Coletiva de Trabalho de 2014, definido entre o Sinduscon-DF e o STICMB. O acordo proíbe o uso de telefone celular, smartphone, tablet e dispositivos similares durante o horário de trabalho nos canteiros. O uso somente é permitido no intervalo, para descanso intrajornada.

Fonte: http://www.protecao.com.br/noticias/acidentes_do_trabalho/2015:_numero_de_acidentes_na_construcao_civil_no_df_tem_queda/AcjgJjyA/8801

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

NR 18 EM PAUTA


Norma voltada para a indústria da construção, que fez 20 anos de reformulação em julho, passa por nova revisão

Por ACS/C.R. em 01/10/2015


A reformulação da NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção celebrou 20 anos no mês de julho de 2015. Uma nova revisão está em discussão desde 2013 e se espera que seja concluída em breve. Proposta elaborada pelo Grupo Técnico Tripartite – GTT foi colocada em consulta pública à sociedade. As sugestões estavam sendo discutidas no âmbito do Comitê Permanente Nacional sobre Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção – CPN. No entanto, em reunião realizada em 9 de julho no Rio de Janeiro/RJ, a Bancada dos Empregadores solicitou um prazo de 120 dias para apresentar nova proposta às Bancadas dos Trabalhadores e do Governo.

“O Brasil todo participou com propostas de melhorias. Hoje a gente vive um momento de impasse com a posição do patronato de não aceitar a proposta atual e querer reformatar uma nova proposta. Acho que não deve fugir muito do texto atual, mas eles acham que o texto é muito longo, muito complexo. Eles terão até novembro para propor um novo pensar ou uma adequação do texto que foi discutido”, afirma o auditor fiscal do trabalho da SRTE/SP, Antonio Pereira, que é membro do CPR/SP (Comitê Permanente Regional de São Paulo) e do CPN.

Para o coordenador do CPN e representante da Bancada dos Trabalhadores, Jorge Moraes, não houve uma paralisação no processo. “Demos um tempo para rever com mais cuidado aqueles itens que geravam conflito na hora de fechar. Eu tenho certeza absoluta que vamos achar um caminho positivo para todos nós. Vamos estudar a melhor maneira para concluir o fechamento da revisão”, completa Moraes.

Já Robinson Leme, da Bancada dos Trabalhadores do CPR/SP, avalia de forma crítica esse pedido de prazo: “Nós ficamos de mãos atadas. Todos os itens foram aprovados de forma tripartite nas comissões técnicas, porém houve essa exigência da Bancada Patronal de que se discutisse tudo novamente”. Em novembro, as bancadas discutirão se a proposta patronal é viável ou não, avaliando se há questões “muito gritantes em relação à NR 18 atual e ao texto que foi concebido pelos grupos tripartites”.

Na última reunião do CPR/SP, realizada em 15 de setembro no Sinduscon/SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), o coordenador da Bancada dos Empregadores no CPN, Haruo Ishikawa, anunciou a contratação da consultoria do engenheiro civil e de segurança do trabalho José Carlos de Arruda Sampaio para elaborar nova proposta para a NR 18, que será apresentada pelos empregadores.

“O que nós fizemos é enviar todo o material que foi elaborado até agora no Comitê Tripartite do CPN ao consultor, e ele tem a incumbência de elaborar proposta para o setor da indústria da construção que seja exequível e que não tenha interpretação subjetiva na aplicação das normas nos canteiros de obra. O engenheiro José Carlos de Arruda Sampaio é um profissional muito qualificado em nível nacional e internacional quando se refere à segurança, saúde e trabalho na indústria da construção e muito respeitado pelas outras bancadas também”, avalia Haruo Ishikawa.

20 anos de NR 18

A NR 18 foi uma das 28 normas regulamentadoras publicadas pela Portaria nº 3.214, de 08 de junho de 1978. Nesse início, era voltada para “obras de construção, demolição e reparos”. A primeira modificação dessa NR ocorreu em 1983. Mais de 10 anos depois, com o avanço da tecnologia e das relações de trabalho, a então Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho – SSST iniciou um processo de revisão.

Assim, em junho de 1994, um Grupo Técnico de Trabalho começou a reformulação da norma sob a coordenação da Fundacentro. O projeto foi à consulta pública, e uma comissão analisou as mais de três mil sugestões recebidas. Chegou-se a um novo texto, submetido à Reunião Tripartite e Paritária, realizada em Brasília/DF, entre 15 e 19 de maio de 1995. Nessa discussão, foi aprovado o texto final, publicado no Diário Oficial da União de 7 de julho de 1995, com o nome de “Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção”.

Toda essa história é contada no artigo “Histórico sobre a reformulação da NR-18 em 1994/1995”, escrito pelo tecnologista aposentado da Fundacentro, Jófilo Moreira Lima Júnior. “Um dos principais avanços do novo texto é a obrigatoriedade de elaboração pelas empresas do PCMAT [Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção]. Sua implementação permite um efetivo gerenciamento do ambiente de trabalho, do processo produtivo e de orientação aos trabalhadores”, aponta Moreira Lima, que era secretário da SSST, na época.

Dionísio Lamera, chefe de Serviços Técnicos da Fundacentro/DF, também participou do processo de reformulação da NR 18 na década de 1990. “A norma nesses 20 anos teve uma grande evolução em Segurança e Saúde no Trabalho. Uma vez que nós tínhamos até 1994 uma norma estática e arcaica. Ela passou a acompanhar as novas tecnologias, de modo geral, e tem se alterado constantemente, o que tem ajudado na implementação da SST nos canteiros de obra. Houve no início uma rejeição pelos empresários, mas depois houve o entendimento que se fazia necessário para a proteção dos trabalhadores”, avalia.

Para o coordenador da Bancada dos Empregadores no CPN, Haruo Ishikawa, nesses 20 anos “muitos objetivos foram alcançados para preservar a segurança e saúde dos trabalhadores da Indústria da Construção”. Além disso, novos pontos foram discutidos pelos CPRs e CPN e acrescentados na norma. “Itens que foram demandados pelas necessidades de aplicação em novos sistemas construtivos e novas tecnologias”, completa Ishikawa.

Membro da Bancada do Governo no CPN, Antonio Pereira, também destaca a implantação do PCMAT, “que tenta gerir as condições de uma forma geral e articular com todos os programas das empresas terceirizadas”, e a criação do CPN e CPRs como fundamentais. “A introdução de melhorias em máquinas e equipamentos foi muito salutar. Ao longo desses últimos anos entrou [na norma] melhorias nos elevadores, nas gruas, nas plataformas e cremalheiras, nos andaimes motorizados”, completa Pereira.

Já para o representante dos Trabalhadores e coordenador do CPN, Jorge Moraes, a NR 18 trouxe avanços: “Se não tivesse a norma, muitos trabalhadores teriam perdido a vida. Muitos trabalhadores estão vivos porque ouviram falar alguma coisa sobre segurança no trabalho, que essa norma trouxe de novo. Nós pudemos sentar juntos, olhar um para o outro, sentar com o governo, o que até então era uma coisa muito difícil. Pudemos discutir, melhorar, colocar nossos anseios e vontades dentro daquela norma. A NR 18 fez 20 anos de um avanço muito grande no setor de construção e imobiliário de maneira geral no Brasil”.

Nova revisão

Apesar de reconhecerem os avanços, há consenso de que ainda há um caminho a ser percorrido e novas mudanças são necessárias. “Temos muito que fazer. Acho que podemos melhorar na questão de informação e divulgação das normas, conscientização de toda a cadeia produtiva, cultura, educação, treinamento e fiscalização”, acredita Haruo Ishikawa.

Na avaliação do tecnologista da Fundacentro/SP, Fábio Sperduti, que é membro do CPR/SP, a inovação dos processos produtivos da indústria da construção vem acompanhada de novas situações de perigo. “Para minimizar a exposição dos trabalhadores aos riscos deste novo cenário existe a necessidade da atualização da norma”, explica. Além disso, com o avanço constante de novas tecnologias, os processos produtivos também se modificam.

“Apesar disto uma norma não deve ser modificada frequentemente, pois após a conclusão da atualização da mesma, todos os envolvidos devem conhecer o conteúdo desta e as empresas, sempre que necessário, devem se readequar para atender os novos itens. Muitas vezes, para isso, são necessários investimento e tempo, ou seja, uma norma que constantemente está sendo alterada, torna sua aplicação inviável. Por isso, a importância da nova NR18 permitir, dentro do possível, a gestão de prevenção de acidentes e o gerenciamento dos riscos oriundos de um novo processo produtivo, quando for o caso”, avalia Sperduti.

“Agora a NR 18 está em um momento de necessidade de adequação de melhorias e de suprimir alguns itens que já estão em outras normas, por exemplo, espaço confinado, trabalho em altura, EPIs. E em contrapartida colocar alguma coisa de construção pesada, de alvenaria estrutural, de pré-moldados, estruturas metálicas. Ela serviu esses 20 anos, mas agora é o momento de um realinhamento”, conclui o auditor fiscal do Trabalho, Antonio Pereira.

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Fonte: www.fundacentro.gov.br/noticias/detalhe-da-noticia/2015/10/nr-1-em-pauta

ÍNDICES DO FAP 2016 ESTÃO DISPONÍVEIS PARA CONSULTA


Beto Soares/Estúdio Boom

Data: 30/09/2015 / Fonte: Ministério da Previdência Social 


Brasília/DF - Levantamento feito pelo Ministério da Previdência Social (MPS) mostra que mais de 85% dos estabelecimentos empresariais brasileiros estão na faixa bônus do Fator Acidentário de Prevenção (FAP). Ou seja, tiveram o índice FAP 2015, com vigência em 2016, menor que um. Isso significa que essas empresas investiram mais na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. A metodologia do FAP beneficia empresas que registraram menores números de acidentes e benefícios acidentários .

O FAP com vigência no ano que vem foi calculado por estabelecimento empresarial (CNPJ completo) - no caso de a empresa ser composta por mais de uma unidade - e não mais por CNPJ raiz. Mas, apesar da mudança, a forma de acesso continua a mesma: deve-se indicar, na página eletrônica da Previdência Social, o CNPJ raiz e a senha, que não sofreu nenhuma alteração.

Contestação
O Fator Acidentário de Prevenção (FAP) 2015, com vigência no próximo ano, poderá ser contestado administrativamente de 9 de novembro a 8 de dezembro de 2015, exclusivamente por meio de formulário eletrônico dirigido ao Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional (DPSSO) do MPS. Serão analisadas apenas as contestações que contenham possíveis divergências de dados previdenciários que compõem o fator.

As decisões proferidas pelo DPSSO poderão, se for o caso, ainda ser julgadas, em grau de recurso, ou seja, em segundo e último grau administrativo pela Secretaria de Políticas de Previdência Social (SPPS) do MPS. A empresa terá o prazo de 30 dias, contados da data da publicação do resultado da análise do DPSSO no Diário Oficial da União (DOU), para encaminhar o recurso em segundo grau, também por meio de formulário eletrônico. Estes formulários ficam disponíveis nas páginas do MPS e da Receita Federal do Brasil

A Portaria Interministerial no 432/2015, do Ministério da Previdência Social e do Ministério da Fazenda, publicada nesta quarta-feira (30) no DOU, traz todos os prazos relativos à contestação do FAP. Apenas a empresa diretamente envolvida terá acesso ao detalhamento dos dados, por meio das páginas eletrônicas da Previdência Social e da Receita Federal do Brasil.

Metodologia
Criado em 2010, com o objetivo de incentivar as empresas a investirem na melhoria das condições de trabalho e de saúde do trabalhador, o FAP é um multiplicador, que varia de 0,5 a 2 pontos, aplicado às alíquotas de 1%, 2% ou 3% do SAT incidentes sobre a folha de salários das empresas para custear aposentadorias especiais e benefícios decorrentes de acidentes de trabalho.

O FAP varia anualmente. É calculado sempre sobre os dois últimos anos de todo o histórico de acidentalidade da Previdência Social.

Pela metodologia do FAP, pagam mais os estabelecimentos que registrarem maior número de acidentes ou doenças ocupacionais. Por outro lado, o Fator Acidentário de Prevenção serve para bonificar os que registram acidentalidade menor. Quando não for registrado nenhum caso de acidente de trabalho, por exemplo, o estabelecimento pagará a metade da alíquota do Seguro Acidente de Trabalho (SAT).

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Fonte: www.protecao.com.br/noticias/geral/%C3%8Dndices_do_fap_2016_estao_disponiveis_para_consulta/AcjjAAjb/8669

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

REVOGAÇÃO DA NR 12 PERDE URGÊNCIA E TERÁ DEBATE

Geraldo Magela/Agência Senado

Data: 08/09/2015 / Fonte: Agência Senado 


Brasília/DF - Ao final da audiência da Comissão de Direitos Humanos (CDH) que discutiu nesta terça-feira (8) o PDS 43/15, foi aprovado o pedido de retirada de urgência para a análise dessa proposta pelo plenário do Senado. O projeto revoga a Norma Regulamentadora Nº 12 do Ministério do Trabalho, que trata de práticas de segurança no manuseio de máquinas e equipamentos por parte dos trabalhadores dentro das empresas.

Também foi aprovado o pedido para que o Plenário realize uma Sessão Temática sobre a proposta, e a participação de senadores no Grupo Tripartite do Ministério do Trabalho. De acordo com o presidente da Comissão, Paulo Paim (PT-RS), deverão se reunir com o Grupo Tripartite os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Douglas Cintra ( PTB-PE) e ele próprio. Cunha Lima e Cintra são, respectivamente, o autor e o relator do PDS.

Ainda foi aprovado o pedido para que a Câmara dos Deputados também retire a urgência de propostas semelhantes naquela Casa.

Cunha Lima
A proposta de retirada da urgência teve o apoio de Cunha Lima e de Douglas Cintra. O senador tucano informou durante a audiência que foi procurado, ainda no ano passado, por setores empresariais interessados em revogar a NR 12.

- Essa Norma é um avanço, mas nossa missão aqui é ouvir todo mundo, numa sociedade que é complexa. Estou feliz em ter aberto este debate.

Setores empresariais, desde microempresas a grandes grupos, reclamam que a norma, no seu todo, seria "inexequível". Antonio Carlos Henrique, presidente do Sindicato das Indústrias da Panificação em Santo André (SP), afirma que todo o setor no país "quebraria" se fosse cumpri-la totalmente.

Ele e outros empresários endossaram Cunha Lima, afirmando que estão abertos a negociar aperfeiçoamentos na norma. A mesma posição foi apresentada por Rômulo Machado, do Ministério do Trabalho.

- Só é errado querer revogar a NR 12 como um todo. Não é com um passe de mágica que vamos resolver esta situação - acredita.

Ele garantiu que o Ministério continua trabalhando por meio da Comissão Tripartite Permanente, com prazos definidos inclusive para outubro, e acha positivo o Senado participar.

O técnico do Ministério apresentou números sobre acidentes em nosso país envolvendo máquinas e equipamentos, que considera "estarrecedores".

- Somente entre 2011 e 2013, 12 trabalhadores por dia em média foram amputados. No total foram 13.724 amputados, é um número assustador. E a isto se somam 601 mortos, é quase um óbito por dia útil de trabalho - informou.

Machado disse ainda que, entre 2011 e 2013, ocorreram 221.843 acidentes, totalizando uma média de 270 fraturados por semana.

Em busca de aperfeiçoamentos
Cunha Lima elogiou o Ministério do Trabalho pela disposição em negociar. Porém, ele criticou a acusação da presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sinait), Rosa Maria Campos, de que o Senado poderia se curvar a um "novo modelo que seria construído sobre o sangue dos trabalhadores".

- Infelizmente no mundo real há sempre uma diferença entre o que se pretende com uma norma e a sua aplicação na prática - diz.

Como prova de seu compromisso com a segurança no trabalho, informou que sua emenda de bancada ao Orçamento de 2016 foi justamente a construção de uma nova sede para o Ministério Público do Trabalho em Campina Grande.

O senador disse ainda que guarda "com carinho" até hoje o diploma que recebeu do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) ao final dos trabalhos da Constituinte de 1988, de que seria um parlamentar compromissado com a classe trabalhadora.

Mas considera também que seria um "preconceito" rejeitar sugestões apenas por virem de setores como a Confederação Nacional da Indústria.

- Tenho certeza que todos nós aqui queremos um setor produtivo forte. Eu ouvi diversos relatos sobre máquinas que foram importadas da Suíça, da Alemanha e que ficam paradas aqui por não se adaptarem à nossa legislação - disse.

Já Douglas Cintra informou que se interessou por rever a NR 12, por ser esse um pleito do pólo de moda e confecção dentro de seu Estado.

A posição de Paim
O presidente da CDH informou que irá se engajar na Comissão Tripartite, porém disse ser "uma audácia inacreditável" revogar toda a NR 12.

- É uma insanidade, uma agressão aos trabalhadores, algo que comparo à liberalização das terceirizações para as atividades-fim das empresas - acredita.

O senador ainda citou dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Previdência Social, que demonstram que o Brasil é o quarto país no mundo em número de mortes e acidentes no trabalho. Só em 2013, foram cerca de 2.800 mortos.

- E ainda assim querem diminuir a proteção que existe. É desumano, e temos que resistir a essa onda conservadora.

Paim conclamou algumas das entidades presentes à audiência, como a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a Nova Central Sindical e o Ministério Público do Trabalho, entre outras, a se mobilizarem, pois uma movimentação de mesmo teor estaria ocorrendo na Câmara dos Deputados.

- Lá tudo é possível, mas aqui no Senado não podemos nos balizar dessa forma - afirma.

Paim e alguns dos participantes da audiência, como o juiz Luiz Colussi, da Anamatra, e Carlos Eduardo Lima, da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, também discordam do argumento de que a revogação da norma seria necessária, pois as empresas brasileiras estariam perdendo competitividade.

Também refutam o argumento de que a NR 12 seria inconstitucional. Para eles, a norma consolida na prática regulamentações obrigatórias para o país, devido a acordos com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), dispositivos constitucionais e previsões legais.

Sindicalistas reagem
Outros sindicalistas também participaram da audiência. Para Rosa Maria Campos, do Sinait, revogar a NR 12 é que seria inconstitucional, pois entre outros pontos feriria acordos internacionais assinados pelo Brasil.

Ela ainda crê que tal movimentação faz parte de uma ampla articulação visando a retirada de direitos da classe trabalhadora, por meio do que vê como um predomínio dessa visão hoje no Congresso.

- Mas vamos continuar fiscalizando, mesmo que revoguem essa norma. A Constituição está ao nosso lado - garante.

Francisco Pereira, da União Geral dos Trabalhadores, afirma "estranhar" a articulação que percebe nos meios patronais contra as comissões Tripartite do Ministério do Trabalho, que seria o verdadeiro alvo desses setores.

- Estão começando com a NR 12, mas na Câmara já há questionamentos em relação a diversas outras normas - informou ele, para quem "modernizante" seria ampliar os direitos dos trabalhadores, não suprimi-los.

Luís Carlos Oliveira, da Força Sindical, por sua vez, garante que nunca viu uma empresa quebrar por cumprir normas de segurança, "e não será a NR 12 que vai fazer isso".


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Fonte: www.protecao.com.br/noticias/legal/revogacao_da_nr_12_perde_urgencia_e_tera_debate/AcjyJayA/8534